terça-feira, 7 de julho de 2015

39º Capítulo - «Eu preciso de me reencontrar»

Encostei-me à bancada da cozinha e fiquei a olhar para o Mario por algum tempo. Ele queria falar. Aqui estava eu para falar com ele, já não tinha medo, já não tremia por todo o lado. O tempo tinha passado e as coisas tinham mudado.
- Então? – perguntei já farta de esperar por alguma palavra da sua parte.
- Espera um bocadinho – estava à porta da cozinha e olhava para a sala constantemente.
Subi para cima da bancada e ajeitei-me. Já não era a primeira vez que estava ali em cima, a verdade é que conhecia aquela casa de trás para a frente.
Incrivelmente não me sentia atrapalhada. O Mario estava à minha frente e eu não sentia medo do que se poderia passar.
Fechou finalmente a porta da cozinha e ficou ali de braços cruzados a olhar para mim. Aquele olhar, aqueles traços tão característicos e aquela expressão de quem estaria prestes a confrontar-me.
- O Mauro? A sério, Thaís?
- Ai – cruzei também eu os braços e fiquei a olhar para ele – é meu PT – informei.
- Não me digas! Devem-se dar muito bem para ele te trazer à minha festa.
Revirei os olhos, aquela conversa da treta não me agradava nem um pouco. Chegou-se perno de mim e colocou as mãos nas minhas pernas apoiando-se assim. Aquele toque, aquele olhar novamente posto sobre mim.
- Não achas que te estás a esticar? – retirei as mãos dele das minhas pernas, estava de saia e o contacto pele com pele já não me estava a agradar. Estava-me até a deixar desconfortável.
- Estar-me-ia a esticar se tu fosses uma qualquer…mas nós sabemos que não és… – voltou a colocar as suas mãos nas minhas pernas e a olhar-me, a sua expressão tinha mudado. Via agora uma certa preocupação naquele olhar – como estás? Pareces melhor.
- Sim e estou – declarei. Coloquei as minhas mãos por cima das suas sentindo aquele calor e aquela pele – posso dizer que estou a meio de uma boa recuperação – concluí abrindo um sorriso.
A porta da cozinha abriu-se, retirei rapidamente as minhas mãos de cima das suas e o Mario olhou de imediato para trás. O Fabian apareceu visivelmente surpreendido com a minha presença ali.
- Pensei que me tinha livrado de ti…afinal – por mais que não me desse totalmente bem com o Fabian, sabia que ele estava a brincar. Aquela tinha sido a sua maneira de aliviar o ambiente constrangedor que tinha ficado quando ele entrou.
- Parece que o destino quis que eu viesse aqui, acabar de cumprir a minha missão, expulsar-te desta casa – atirei.
- E o que é que vocês estão a fazer…? – perguntou desta vez com uma cara mais séria.
- A tentar conversar – respondeu o Mario – não sei é se o vamos conseguir fazer aqui.
- Eu deixo-vos à vontade, desculpem ter interrompido – o Fabian saiu e fechou a porta, deixando-nos novamente sozinhos.
- Como é que o Mauro não sabia que nós…? – perguntei curiosa.
- Ele é amigo do Fabian. Só neste último mês é que o conheci melhor e tornei-me amigo dele.
- Estás chateado?
- Não…quer dizer, fez-me um bocadinho de confusão ver-te aqui com ele mas…vocês têm alguma coisa?
- Não! – afastei as mãos dele e desci da bancada ficando à sua frente – claro que não. Eu vim para aqui com o Mauro porque ele me convidou mas somos só amigos – o Mario assentiu com a cabeça, aquela conversa estava demasiado estranha – a Meg? – a tartaruga que o Mario me tinha oferecido no meu aniversário e que incrivelmente ficou cá em casa não sei bem porquê.
- Está na sala - ficou a olhar atento para minha saia e aí dei conta que estava um pouco puxada para cima.
- Sempre o mesmo! – brinquei, ajeitando depois a saia.
- Vamos? – perguntou estendendo-me a mão.
- Vamos mas não é com a minha mão em contacto com a tua! – comecei a caminhar em direção à sala com o Mario a seguir-me.
- Estás com medo de te voltar a apaixonar?
- Quem disse que eu já não estou apaixonada? – baixei-me, ficando à medida do aquário e olhei para o Mario.
- Ainda sentes alguma coisa por mim? – bati no aquário uma ou duas vezes para garantir que a Meg ainda estava viva - Thaís?
- O quê Mario? – levantei-me e fiquei frente a frente com ele – o que é que queres que te responda? O que queres ouvir…ou a verdade? – dei alguns passos e encostei-me ao sofá ficando ainda a olhá-lo – e agora a pergunta mais importante, o que é que queres ouvir?
- A verdade. É pedir muito?
- É. Se me afastei de ti, não foi porque quis mas sim porque foi o melhor para os dois. Se me custou? – ajeitei o cabelo e coloquei em seguida a minha mão no peito – custou e muito mas para te ser sincera naquela altura não pensei muito em ti – tinha que ser sincera, que lhe dizer a verdade – naquela altura pensei em mim, no meu problema e na minha recuperação. Provavelmente devo-te um pedido de desculpas por te fazer passar por isto tudo – aproximou-se de mim e coloquei a minha mão no seu rosto acariciando-o – desculpa – pedi baixando a cabeça.
Colocou a sua mão no meu queixo levantando-me a cabeça. Já tremia, já tinha medo, já não me sentia segura e temia o que poderia acontecer a seguir. O sentimento tinha vindo ao de cima. Não havia forma de resistir àquele olhar intenso e àquele toque. Aproximou aos poucos o seu rosto do meu. Desviei o meu olhar do seu e virei a minha cara para o lado.
- Não, Mario… - o seu nariz e os seus lábios embateram na minha bochecha.
Sentia a sua respiração acelerada, colocou uma das suas mãos nas minhas costas. Afastou-me algum cabelo, aproximou os seus lábios do meu ouvido.
- Eu amo-te… - sussurrou.
Fechei os olhos por alguns momentos. Voltei a sentir-me dele naquele momento. Talvez acabar com ele tenha sido um erro. Ou talvez o meu maior erro tenha sido o medo. Tive medo e recuei, agi por instinto e decidi afastar-me para me proteger.
- É melhor eu ir – afastei-me dele e comecei a caminhar em direção ao exterior.
No início não me sentia com medo, depois comecei a tê-lo e agora estava aterrorizada. Precisava de sair dali de fingir mais uma vez que ele não existia e que o mundo era só meu. O mundo era só meu…não havia mais ninguém a não ser eu.
- Thaís – o Mauro agarrou o meu braço, despertando-me – está tudo bem?
- Sim mas…preciso de ir embora – disse olhando para ele.
- Tudo bem, eu levo-te.
- Não é…
- Eu levo-te – interrompeu-me sorrindo – não sejas teimosa por favor – assenti com a cabeça e sorri.
Disse algumas palavras a uns rapazes que durou pouco mais de um minuto e saímos dali em seguida.
- E…desculpa – disse assim que chegámos ao carro dele.
- De quê? – perguntei, abrindo a porta do carro e entrando depois.
- Disto – olhou para mim já dentro do carro também – do Mario e…disto – naquele instante percebi que não era muito bom com palavras. Estava-me a pedir desculpa por coisa que não tinha culpa nenhuma. Notei a dificuldade em usar as palavras certas, provavelmente com medo de dizer algo errado.
- Não tens culpa nenhuma disto, Mauro – coloquei a minha mão por cima da sua perna – tu não sabias - ficou bastante sério a olhar para a minha mão ali na sua perna. Retirei-a rapidamente assim que percebi o seu desconforto ou confusão em relação àquilo – desculpa agora eu…
- Não tens que pedir desculpa – falou sorrindo-me – achei foi um pouco estranho – ligou o carrou e passado uns segundos começou a conduzir – ouve queres ir já para casa ou…?
- Ou? – perguntei receosa.
- Eu gostava de te levar um sítio.
- Sim. Não é muito tarde por isso, podemos ir – falei sorrindo.


- Sabes – entrelaçou as suas mãos e dobrou-se um pouco para a frente – este sítio é bastante importante para mim.
- Não conhecia – encostei-me para trás naquele banco de jardim e fiquei a contemplar aquele parque – mas é bastante bonito e traz-me alguma paz interior.
O Mauro riu-se. Sim «paz interior» não era de todo a palavra mais usada por mim mas a verdade é que me estava a sentir verdadeiramente bem ali.
- Pouca gente conhece, fica isolado da cidade – informou – mas os pais traziam-me aqui quando eu era mais pequeno. A mim e à minha irmã.
- Tens uma irmã? – perguntei curiosa. Não sabia grande coisa sobre ele, e esta era sem dúvida uma novidade para mim.
- Sim, tem 17 anos…quer ser médica – disse com uma expressão bastante assustada.
- É ótimo quando têm as ideias já definidas, sabes?
- Sim mas assusta-me por mais que ela demonstre ser forte sei que ainda há ali muita fragilidade – olhei para ele esperando algo, havia algo que não batia certo naquela conversa dele – os meus pais morreram quando eu tinha 14 anos, ela tinha 8 anos e era bastante perspicaz para a tenra idade. Pareceu sofrer tão pouco, quase não chorava, acreditas?
- As crianças têm dessas coisas às vezes surpreendem-nos – cheguei-me para mais perto dele, encostei a minha cabeça ao seu ombro – eu lamento, Mauro.
- Já passou – falou esforçando um sorriso – a partir dessa idade fui criado com a minha avó. Éramos só os três, a Mia, eu e a minha avó. Tentei ser pai dela e muitas vezes levei com gritos a dizer que eu não era o pai dela nem a mãe. Mas hoje as coisas estão diferentes.
- Eu sou adotada – falei, fazendo com que ele me olhasse espantado – é, também tenho uma história engraçada. Fui adotada com 4 anos e nessa altura os meus pais adotivos já tinham outra menina, a Cíntia – arregacei a manga do meu casaco, mostrando-lhe a tatuagem no meu pulso – ela e a droga deram-se bem, a coisa correu mal e ela fugiu quando eu tinha 17 anos. O ano passado reencontrei-a, grávida e com a vida bastante bem encaminhada.
- Já teve o bebé?
- Já e há uns meses valentes! A criança deve ter 7 meses por aí mas eu ainda não a fui ver, acreditas?
- Tudo medo?
- É que nem imaginas o quanto. Ela foi-se embora e eu ainda não consegui assimilar que ela voltou e com o problema que tive…eu isolei-me por isso…não sei.
- Já reparei que não sabes muita coisa – colocou um dos seus braços em torno dos meus ombros – e o Mario?
- Essa é uma história que durava a noite toda e…eu ainda gostava de dormir esta noite - brinquei.
- História resolvida ou por resolver?
- Acho que ainda há muito por resolver – falei sincera.
Não posso fingir que o Mario de um momento para o outro se tornou indiferente porque é mentira. Não posso dizer que não tenho vontade nenhuma de voltar para ele…porque também é mentira.




O telemóvel tocava e tocava. Não era um sonho…o telemóvel tocava mesmo. Mexi-me na cama e coloquei a mão sobre a mesa-de-cabeceira atendendo aquela chamada sem ver sequer quem era.
- Estou à tua porta e já toquei à campainha mais de 5 vezes, estás viva?
- Mauro? – falei ainda ensonada – como é que entraste no prédio?
- A tua vizinha da frente quando ia a sair do prédio disse: «Ah, não é o amigo da minha vizinha? Quer fazer-lhe uma surpresa? Entre!»
- Não acredito nisso! – falei rindo.
- Pois tens razão, ameacei-a que se não me deixasse entrar denunciava que ela tem 3 gatos, quando animais não são permitidos neste prédio.
- Lá se foi a minha tentativa de ter um cão! – brinquei.
- E vais-me abrir a porta ou…
- Vou-te abrir a porta… - respondi desligando a chamada.
Levantei-me lentamente, apanhei as almofadas que estavam no chão e coloquei-as por cima da cama. Quando ia a sair do quarto voltei para trás. Coloquei-me em frente ao espelho. O que eu tinha mudado nestes meses.
Ajeitei o cabelo e compus o meu pijama e encaminhei-me para a sala.
Por mais que não quisesse reparar, o Mauro era atraente. Tinha aquele olhar sedutor a cada palavra que pronunciava. Tinha um corpo bastante definido e por mais que eu tentasse ser indiferente a isso, ultimamente tornava-se complicado.
Abri-lhe a porta e a primeira coisa em que reparei foi no seu sorriso e…estava equipado. Vais sofrer, Thaís!
- Eu não acredito que estás de pijama!
- Eu estava a dormir! – defendi-me. Deixei-o entrar e fechei a porta.
- Vamos fazer um acordo – estendeu a mão e olhei para ele desconfiada – arranjas-te rápido enquanto eu te faço o pequeno-almoço.
- Que amoroso – coloquei-me atrás dele e agarrei o seu pescoço com as minhas mão – muito obrigada, Mauro – saltei para as suas costas e dei-lhe um pequeno beijo na bochecha – vou-me arranjar – declarei, caminhando em direção ao meu quarto.

- Com um pequeno-almoço destes, está tudo a postos para o dia ser fantástico – falei sorrindo.
Estava sentada na bancada da cozinha a comer aquelas delícias que ele me tinha preparado. O Mauro estava à minha frente e olhava-me. Queria dizer algo, e eu sentia isso.
- O que programaste para hoje?
- Lembrei-me de um sítio bom para corrermos e fazermos algum exercício.
- Hum-hum.
- O Mario ligou-me ontem – eu bem sabia que aquela cara trazia algum assunto oculto. Pousei a colher com que comia e coloquei os meus cotovelos sobre a bancada apoiando depois a minha cabeça nas mãos – Thaís…
- Diz-me! O que é que ele queria?
- Nada de especial…
- Mauro diz de uma vez, vá…
- Falou de te precisares de reencontrar…e que se fosse eu quem te ajudasse nesse processo para cuidar de ti e…essas coisas… - voltei a pegar na colher e continuei a comer, o Mario sabia… - ainda gostas dele não gostas?
Olhei surpreendida, não esperava aquela pergunta. Não da parte dele.
- É preciso responder ou…achas que sabes a resposta…?
- Então porquê…? Vocês gostam um do outro.
- Eu preciso de espaço, preciso tempo, preciso de pôr as ideias em ordem…o Mario sabe bem do que fala quando diz que eu me preciso de me reencontrar porque é verdade. Eu preciso de me reencontrar – levantei-me e retirei as coisas de cima da bancada, limpando-a em seguida – mas bem…vamos?
- Sim, o almoço fica por minha conta – falou abrindo um sorriso mais leve.


A manhã tinha sido sem dúvida cansativa mas produtiva. Correr tira qualquer pensamento menos bom da cabeça. Ajuda a pensar no que fazer a seguir e como fazer.
Estava em casa do Mauro. O almoço por minha conta era mesmo verdade e era ele que o fazia!
- Odeio cozinhar – admiti colocando-me junto dele e dos tachos – já tu, pareces ter um amor à coisa!
- Aprendi com a melhor, a minha avó. Acho que me passou o gosto de cozinhar.
- A mim ninguém me passou esse gosto – falei rindo.
- Como é que fazes agora que estás a viver sozinha?
- Saladas e take away, meu caro! E também faço umas belas sandes de vez em quando – ele riu-se, colocou as suas mãos na minha cintura afastando-me da bancada para depois ir buscar algo aos armários – a última vez que cozinhei, queimei o meu almoço. Imagina o quanto cheirava a queimado que tive a minha vizinha da frente a bater-me à porta e sabes o que me disse? – abanou a cabeça em sinal negativo e prossegui – minha querida tenho almoço para duas, aceitas?
- Já reparaste que a tua salvação é a tua vizinha da frente?
- A mulher é uma querida mas está sozinha…e faz-me uma certa confusão.
- Não tem filhos?
- Acho que não. Falou-me numas sobrinhas mas parece que não lhe ligam nenhuma.
- Podes ser uma boa vizinha e ser atenciosa com ela.
- E tenho tentado ser…mas que não me peça para lhe fazer o almoço ou o jantar…
- Sim é melhor não! Ia parar ao hospital intoxicada!
- Mauro! – dei-lhe uma pequena palmada no braço e olhou-me a rir-se – se ela gostar de saladas, eu faço!
- Ninguém se alimenta de saladas muito menos tu… - olhou para mim de forma mais séria – achas que isso te faz bem?
- Eu cozinho, sim? Não faço é nada elaborado porque não me dou com isso. Tenho seguido há meses a minha dieta à risca. E agora já não estou tão condicionada quanto às refeições mas mesmo assim tenho cuidado e como. E o take away é bastante bom! Nunca provaste?
- O meu take away costuma ser a minha avó.
- É por essas e por outras que tenho saudades de Dortmund onde o meu take away  era a Dona Minna – olhou-me confuso – a minha mãe – esclareci – ou então a Halle! Adorava quando ela fazia os meus pratos favoritos.
O som da porta a abrir despertou-nos. Olhamos os dois para a porta da cozinha de onde não demorou a surgir uma rapariga. Era bonita, loira e com uns olhos castanhos bastante vibrantes.
- É a Mia – disse o Mauro apontando para ela – Mia é a…
- Thaís Baden, eu sei quem é – falou com uma voz doce, era mesmo irmã do Mauro – eu leio revistas nas horas vagas, Mauro! – atirou – ex-namorada do Götze, sofreu de algo e a relação abalou. Pelo menos é a versão das revistas.
- A minha é mais ao menos igual – disse rindo. A forma como ela falava não me deixava desconfortável, até me dava uma certa vontade de brincar com a situação.
- E afinal…o que é que tiveste?
- Mia não…
- Não há problema, Mauro – falei interrompendo-o – já se especula por aí mais ao menos o que tive e tenho. Não há problema em saberem. Mais vale saberem a verdade do que inventarem. Conta-lhe! – incentivei-o, já que ainda me fazia um pouco de confusão admitir aquilo.
- A Thaís teve um distúrbio alimentar – informou.
- Anorexia – completei, baixando a cabeça em seguida.
- Acabaram por causa disso? - chegou perto de mim e fez-me aquela pergunta, fazendo-me olhar para ela – desculpa se calhar estou a ser intrometida, não?
- Um bocadinho – disse o Mauro.
Olhei-o como que repreendendo-o para depois falar para a Mia.
- Não, não estás a ser intrometida. Nós acabámos porque as coisas não estavam a dar. Um distúrbio alimentar muda uma pessoa, sabes?
- Imagino. Bem e desculpa as perguntas. Fui um bocadinho infantil com este assunto.
- Não te preocupes – falei sorrindo – está tudo bem.
- Há lugar para mais um? – falou referindo-se ao almoço.
- Claro, tonta para ti há sempre lugar – falou abraçando a Mia e dando-lhe um leve beijo na testa.




O telemóvel tocou. Parecia que estava a ter um déjà vu. Se fosse o Mauro à minha porta seria estranho. Outra vez? A segunda vez seguida? Não tínhamos combinado nada.
Tentei alcançar o telemóvel mas em vez de o agarrar atirei-o ao chão. Caí da cama voluntariamente, só não esperava que me doesse tanto. Peguei no telemóvel finalmente e atendi sem olhar.
- Sim?
- Thaís, eu preciso de falar contigo – a voz do Mario, a esta hora da manhã.
- Passa-se alguma coisa? – perguntei levantando-me do chão. Sentei-me à beira da cama e fiquei atenta ao que dizia.
- Preciso de te contar uma coisa, é importante.
- Eu mando-te a minha morada, pode ser?
- Sim, por favor. Até já.
- Até já – despedi-me intrigada.

O que poderia ser? O que era assim tão importante que me precisasse de contar agora?

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Olá, olá!
Não me vou alongar muito, senão torno-me chata.
Espero que gostem e deixem as vossas opiniões!
Beijinhos,
Mahina

2 comentários:

  1. olá :)
    Finalmente um capitulo :D
    Não me vou alongar muito...apenas digo que quero mais capítulos e espero que não desistas desta fic e nem das outras ;)
    Bjs :*

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