segunda-feira, 10 de novembro de 2014

31º Capitulo- « Mario mas o que é que tu estás aqui a fazer? »

(Halle)

- Halle, tu queres ter filhos? – pousei a colher que segurava sobre a bancada. Respirei fundo e virei-me para trás.
- O quê, Marco? – perguntei como se não tivesse ouvido a sua pergunta.
- Perguntei-te se queres ter filhos.
- Já tenho uma.
- Oh, sim mas…não está contigo e… - notei que ficou um pouco atrapalhado, ele tinha ainda dificuldades de lidar com o assunto tal como eu ainda tinha.
- Sim, Marco. Ela não está comigo e é como se não fosse minha filha mas sim…
- Sim…?
- Sim, adorava repetir a experiência, desta vez com maturidade e muito amor.
- Mas…comigo?
- Não com o vizinho! – ele riu-se tal como eu. Andei uns passos na sua direção e agarrei a sua face entre as minhas mãos – claro que é contigo.
- E não tens medo?
- De quê?
- Sei lá, de não conseguirmos ser bons pais ou até não sabermos lidar com toda a situação.
- Oh Marco, basta haver amor que tudo corre bem. Ser ou não uma boa mãe ou um bom pai, não se aprende. Quer dizer talvez se aprenda com o tempo mas ninguém te vai ensinar a ti a ser um bom pai nem a mim a ser uma boa mãe. Vamos aprendendo com o tempo a lidar com tudo e a sermos bons pais.
- Tens sempre as palavras certas – sentou-se numa das cadeiras da cozinha e fez com que eu me sentasse nas suas pernas – eu gostava muito de ser o pai dos teus filhos.
- Oh – sorri-lhe, aquela simples frase tinha significado tanto… - mesmo depois da tua mãe e da minha terem andado à pancada.
- Elas não andaram à pancada, Halle.
- Pouco faltou, de certeza!
- Vamos pensar positivo, isso é passado. Elas nunca mais se vão odiar.
- Como é que elas se podem odiar se os filhos se amam? – perguntei levando o Marco a rir.
- Isso por acaso até é verdade.
- Só por acaso, Marco Reus?
- Hum, deixa-me pensar – colocou a suas mãos em torno do meu pescoço.
- Tu pensas?
- Não, pensas tu, queres ver? Senão fosse eu a pensar o que é que era da tua vida. Melhor! Senão existisse eu, como é que era a tua vida?
- Ora, era engraçada. Não tinha sido atropelada, por exemplo.
- Isso a culpa é do Mario.
- Só conheço o Mario porque te conheço a ti.
- E só me conheces a mim porque conheces a Thaís.
- Logo…a culpa é da Thaís. – concluí, sendo surpreendida depois pelo beijo do Marco.




(Thaís)

As mãos do Mario agarraram as minhas. Passou os seus dedos pelos meus sempre com um sorriso no rosto.
- Tens uns dedos tão…perfeitos – levou uma das minhas mãos aos seus lábios beijando-a.
- Mario…são dedos.
- Não são uns dedos quais queres. São os teus dedos e são tão perfeitinhos. – deixou os seus dedos acariciarem os meus. Entrelaçou a minha mão com a dele e olhou-me – não me olhes assim!
- Assim como?
- Assim…com esse ar de que sou maluco.
- E não és? Parece que te apaixonaste pelos meus dedos!
- E apaixonei…e apaixono-me cada dia que passa por algo diferente em ti.
- Shh – coloquei a palma da minha mão na sua cara afastando-o de mim – já não dizes nada de jeito.
- Porque é que és assim? – Pegou na minha mão retirando-a da sua cara. Agarrou depois a minha cintura e apertando-me contra ele – eu estou a dizer coisas bonitas, coisas que nunca disse a ninguém e depois tu és assim comigo.
- É só que…acho estranho, alguém dizer-me isso, sabes?
- Não é qualquer pessoa que to está a dizer, sou eu e deves acreditar porque é verdade.
- Eu acredito mas… - colei os meus lábios à sua bochecha – há coisas que ainda não dão comigo.
- Mas um dia vão dar…eu acredito que sim.


- Onde é que vamos passar férias, Thaís?
- Que férias? – perguntei olhando-o confusa.
- As nossas férias de verão.
- Eu não vou passar férias contigo! – atirei.
- Vais sim!
- Ouve – coloquei uma das minhas mãos na sua face – tu vais lá para o Brasil, eu vou para Barcelona e aí estão as nossas férias e além do mais, já não devemos estar juntos no verão.
- Thaís! – repreendeu-me.
- O que foi?
- Tens uma confiança na nossa relação…
- Mario – dei-lhe um pequeno beijo nos lábios – tu vais-te fartar de mim. Eu sou: chata, mal-humorada, refilona…eu tenho muitos defeitos.
- Eu também tenho os meus.
- Ui! Se tens!
- Mas o que interessa é que os nossos defeitos e as nossas qualidades completam-nos de certa forma.
- Mario, a sério…em que sites é que andas a ler isso?
- Thaís!
- Pronto – cheguei mais perto dele e enchi o seu rosto de leves beijos – deixo-te escolher o sítio mas…quero ir a Montenegro.
- Montenegro?
- Montenegro, eu e a Halle tínhamos combinado ir lá este verão mas agora ela anda lá com o loiro já não vai comigo para Montenegro.
- Tenho um destino de férias melhor para ti, Brasil.
- Juízo! Brasil é muito quente para mim, faz-me mal à pele.
- Não inventes desculpas, eu vou-te levar comigo para o Brasil no mundial.
- Vais…
- Pois vou, Thaís Götze. Vai-te habituando à ideia.


- Vamos ter uma casa enorme e muitos filhinhos.
- Não vamos ter filhinhos! – atirei abrindo uma gaveta e retirando de lá uma camisola do Mario.
- Vamos sim! – continuava deitado na cama, tinha as pernas cruzadas e olhava-me enquanto eu percorria todas aquelas gavetas.
- Não vamos não. Pelo menos eu não vou ter filhinhos contigo.
- Porquê? Os nossos filhos vão ser lindos.
- Seriam lindos: primeiro, se os tivéssemos e segundo se só saíssem à mãe.
- Estás a insinuar que sou feio?
- Estou a constatar que és feio.
- Não sou não. Nunca ninguém me disse que sou feio e tu já disseste que eu era bonito por isso…
Voltei a sentar-me na cama junto dele e colocando-o as camisolas que havia escolhido em cuma das pernas dele.
- Gosto destas – disse-lhe.
- Tu não queres ter filhos comigo mas eu… - colocou as suas mãos nas minhas costas e fez pressão para que me colocasse junto dele – eu quero ter filhos contigo.
- Queres que eu seja a tua barriga de aluguer?
- Não! Quero que sejas mesmo a mãe dos meus filhos.
- Tu não queres ter filhos. – peguei numa das camisolas, levantei o meu corpo e como se fosse uma criança vesti-lhe a camisola com todo o cuidado.
- Tens jeito…
- Oh Mario – agarrei a camisola já vestida e comecei a retirar-lha com o seu auxilio – pensamos nisso depois, pode ser?

- Thaís! – ouvi a voz do Luke e despertei de todas aquelas lembranças – estás bem?
- Sim – respondi não muito convencida.
- Devias ir falar com ele…
- Eu não sei, não me sinto capaz – entrelacei a minha mão uma na outra sentia-me nervosa.
- Tha linda, nós precisamos de falar – a Luna entrou na sala, sentou-se junto de mim. Pegou numa das minhas e mandou o Luke embora.
- Fala lá.
- Já falaste com o Mario?
- Não…
- Então ouve o que eu tenho para dizer. A Alícia anda-se a atirar ao teu namorado há uns bons dias. Desde que soube que ele era teu namorado. É tão parva aquela rapariga. – sorri com alguma vontade de gargalhar, realmente é muito parva aquela rapariga é - Porque é que eu não te disse nada? Provavelmente é essa a pergunta que deves estar a fazer interiormente. Eu passo a explicar. Vocês dão-se tão bem e são tão amigas que eu achei que se te dissesse ainda te podias virar contra mim, por isso fiquei calada. Mas ouve, aquela víbora anda a rondar o Mario há muito tempo e na sexta conseguiu aquilo que queria. Eu vi, do sítio onde eu estava, consegui ver ela a beijá-lo. Por isso não trates mal o Mario e se ele te disser que foi ela que o beijou acredita porque é verdade.
- Luna – eu sabia. Sabia que todas as palavras bonitas do Mario, não tinham sido apenas palavras bonitas mas sim, palavras sentidas – obrigada por isto – acabei por dizer.
- Apenas estou a pôr a verdade no lugar, vocês são tão bonitos que seria uma pena estragarem a vossa cena por causa daquela feia.
- Pois é! Ela é feia!
- Achas que vamos conseguir viver na mesma casa que ela o resto do estágio?
- Claro, o que vem de baixo não nos afeta.
- Devias ir falar com ele, o rapaz não te traiu. Ele adora-te.
- Obrigada mais uma vez.
- De nada. E só não me ouviste antes porque não quiseste.
- Estava de cabeça fria e sem paciência. Desculpa lá o mau humor nestes dias.
- Não tem mal.
- Agora poderias ir ter com o Luke e dizer que gostas dele.
- Thaís, o que é que estás para aí a dizer?
- Estou a dizer que vocês gostam um de outro e só não vê isso quem é burro.
- Fala baixo que ele ainda pode ouvir.
- Ele gosta de ti, Luna – agarrei as mãos dela e sorri-lhe.
- Não sabes o que dizes.
- Sei sim, acredita em mim. – levantei-me do sofá e continuei a olhá-la – um dia pode ser tarde de mais, acredita que eu sei do que falo. Agora eu acho que tenho umas coisas a fazer. – falei dirigindo-me ao quarto.


- Mario? – queria mesmo que ele estivesse em casa, precisávamos mesmo de falar.
- Amor da minha vida! – vinha a correr do quarto, descalço e apenas de calções, ia falar mas ele impediu-me – sim, já sei, vou chamar isso à minha tia…mas prefiro chamar-te a ti, pode ser?
Sentou-se no sofá e pegou na minha mão para eu fazer o mesmo.
- Vamos…falar?
- Sim. – pegou nas minhas mãos e beijou-as olhando depois fixamente para mim – eu juro que não queria, mas ela beijou-me! É parva a miúda. Thaís, ouve, tu és tudo e quando digo que és tudo…tu és mesmo tudo. Eu… - deixou de agarrar as minhas mãos para as passar pela cara olhando-me depois – eu amo-teoh boa, agora isto ficou sérioamo mesmo, porque se eu não amasse eu não me tinha sentido tão mal quando aquela maldita coisa aconteceu. És tão mas tão importante! Não me deixes por favor e acredita em mim quando digo que não te traí.
- Eu sei – agarrei o seu rosto entre as minhas mãos – eu sei que não me traíste.
- Ela já se andava a fazer ao piso há uns dias.
- Porque é que não me contaste, Mario?
- Porque ela é tua amiga, não queria criar problemas.
- Era, Mario. Ela era minha amiga e não sei sequer se o foi.
- Oh meu amor – deu-me um breve beijo nos lábios – esquece essa rapariga que o que só nos trouxe foi problemas.
Coloquei a minha cabeça junto ao seu peito e ele rodeou-me com os seus braços.
- Mario…?
- Hum.
- Ela é feia, não é?
- É.
- Eu sou mais bonita não sou?
- És.
- E ela beija mal, não beija?
- Sim.
Afastei-me dele e olhei-o.
- Não estás só a dizer isso para eu ficar contente pois não?
- Não, ela beija mesmo mal e é feia.
- Acho bem que estejas a dizer a verdade, acho!
- És tu quem importa, és tu que me interessas, és tu quem eu amo.
Boa, sou eu quem tu amas, e agora? O que é suposto dizer?
- Não é preciso dizeres nada – afastei-me rapidamente dele e olhei-o confusa e até assustada – eu sei que provavelmente era isso que estavas a pensar e a tua cara confirmou isso.
- Eu…
- Está tudo bem – assegurou, procurando a minha mão em seguida e entrelaçando-a com a dele – há coisas que não são precisas ser ditas, basta serem sentidas.
- Mario Götze, que site andaste, tu, a ler?
- Nenhum!
- Nenhum…pois sim, tu a mim não me enganas.
- Thaís…falo a sério quando digo isto.
- Eu sei. – o Mario acabou por se deitar no sofá e eu em cima dele.
- Alguma coisa vibrou – disse com um cara bastante cómica levando-me a rir. A minha mão foi até debaixo do corpo do Mario, tinha a certeza que tinha deixado por ali o telemóvel – Thaís…o que é que estás a fazer?
- Não me digas que o que eu estou a apalpar é o teu rabo! – voltei a apalpar o eu sabia muito bem que era o rabo dele.
- Thaís!
- Olha…não te conhecia tão tímido!
- Eu sou tímido…
- É! E eu vou entrar num convento quando acabar a licenciatura.
- Isso seria um desperdício…
- É não é? – encontrei finalmente o telemóvel – aqui está ele – tinha uma mensagem, era da Halle – muito bem, agora vais buscar ao PC à tua namorada que precisamos de uma videochamada.
Levantei-me, permitindo assim que o Mario fizesse o mesmo.
- Vou sair dessa conversa traumatizado! – disse antes de desaparecer da sala.
Mandei uma mensagem à Halle, foi o tempo de o Mario aparecer.
- Podemos também fazer videochamada com a tua ex-namorada se quiseres. – o Mario olhou-me como que repreendendo-me.
Sentou-se junto de mim, coloquei uma das minhas pernas em cima das dele e esperamos até o Marco e a Halle aparecem do outro lado.
- Vocês já são feios então em videochamada, ficam ainda pior! – atirou a Halle – já estão bem? A minha teoria sempre esteve certa, o sexo resolve tudo.
O Mario olhou para mim chocado.
- O que é que…?
- Lhe aconteceu? – falei antes que ele acabasse a pergunta, o Mario assentiu com a cabeça e eu continuei – ela sempre foi assim…mas por alma de Marco Reus acalmou e agora por alma de Trina B ressuscitou…
- Como é que tu…? – o Mario olhava-me ainda mais chocado que há pouco.
- Como é que eu sei que o nome artístico da tua ex-namorada é Trina B? Foi o Marco que me disse e também disse que só não me põe a ouvir uma das duas músicas dela porque aquilo faz mal aos ouvidos. Mas eu hei de ouvir!
- Eu…nem sei o que dizer.
- Não me queres mostrar uma música dela?
- Thaís!
- Eu já sei tudo, a tua ex-namorada, Ann-Kathrin Brömmel apelidada de Trina B na sua carreira musical.
- E apelidada de cabra por Halle Andler!
- Halle…calma que ainda não acabei. Ela é uma ótima cantora, como modelo então…não faço a mínima ideia porque nem da cara dela me lembro. Não é por mal, é que eu só costumo fixar caras de gente importante. O Marco também me disse que ela tem silicone e fez uma rinoplastia, é verdade?
- Thaís, o que é que isso…
- Claro que fez!atirou a Halleaquilo é só silicone naquele corpo! A miúda é feita de plástico.
- Oh, não trates mal a ex-namorada do meu namorado. Mario, que tal?
- Que tal, o quê? – perguntou confuso.
- As minhas mamas…queres que eu ponha silicone? Eu fazia-o por ti…
- Viram o que é que vocês me arranjam? – o Mario falou para a Halle e o Marco – claro que não quero que ponhas silicone. Eu gosto de ti tal como és, entendes?
- Tão querido, eu também não ia pôr silicone mesmo que tu quisesses.
Chegou o seu rosto perto do meu, beijando-me sem que eu o contasse.
- Oh belezas? – separei os meus lábios dos do Mario olhando para o ecrã – chega de amor e carinho, façam isso na nossa ausência. Temos uma coisa para vos contar.
- Chuta!
- Primeiro uma pergunta, Mario, gostavas de fazer um ménage?
- Contigo e com o Marco?
- Ai! Não! Que horror! – eu e o Mario rimo-nos com a reação dela – referia-me mesmo a um ménage, apenas.
- Não, obrigada. Uma chega-me.
- Viram? Eu chego-lhe!
- Quem te disse que ele se referia a ti? – o Marco falou a primeira vez.
- Pronto, esteve calado até agora e a primeira vez que abre a boca é para dizer porcaria. Claro que se referia a mim! A ti não é de certeza…só se te consideras uma agora.
- Oh, que piada Thaís Götze!
- Eu sei que sim, Marco Reus, eu sei que sim. Conta lá Halle que nós temos planos mais tentadores que ficar aqui a ouvir-vos.
- Agora também não querem outra coisa, vocês! Só fazer amor para a frente, depois fazem um filho e nem dão por isso.
- Nós daríamos por isso, se isso acontecesse – disse o Mario mordendo-me depois o pescoço.
Queixei-me, dando-lhe uma chapada no braço depois. Encostámo-nos no sofá para ouvir o que Halle tinha para dizer.
- Resumidamente: a minha mãe conhece a mãe do Marco, andaram juntas na escola e o melhor é que elas se odeiam!
- Odiavam, amor, agora já se dão bem – disse o Marco.
- Conta lá isso – pedi.
- Havia um rapaz, mais bonito que o Mario Götze claro – gozou a Halle. Ri-me enquanto o Mario me sussurrou um: eu mato aquela miúdaisto é muita história. Vou resumir o resumo – ri-me juntamente com o Mario, resumir o resumo, só a Halle… - ele tinha a minha mãe e a mãe do Marco ao mesmo tempo como noivas. E depois a minha mãe descobriu e não sei mas elas começaram a odiar-se desde aí. E só na sexta é que resolveram tudo e ficaram a saber que estavam noivas do mesmo homem. É uma história bonita que tem um final feliz em que eu e o Marco ficamos juntos. Ah, o Marco pediu-me em casamento e eu disse que não.
- A sério? – o Mario fez aquela questão espantado.
- Claro que não é a sério! Primeiro o Marco nunca ia pedir a Halle em casamento sem me pedir conselhos em primeiro e segundo a Halle nunca ia dizer que não.
- Vocês não sabem é metade da nossa vida! Já tivemos A conversa?
- O que é A conversa? – perguntei dizendo o «a» com a intensidade que a Halle o tinha dito.
- É aquela conversa sobre ter filhos. – respondeu.
- São muito atrasados, vocês! Nós já tivemos essa conversa – atirou o Mario.
- E o que é que resolveram nessa conversa?
O Mario ia falar mas eu coloquei a minha mão na sua boca.
- Resolvemos que vamos ter muitos filhos quando nos sentirmos prontos. E que quando nos sentirmos preparados para ter filhos, vamos tê-los um com o outro. – falei entrelaçando depois a minha mão com a dele.
- Que bonitos! Vocês começam a ser um casal normal, finalmente! Olhem, nós decidimos que filhos…talvez estejam para breve.




- Thaís! – era a voz do Mario, senti-me a ser agarrada enquanto percorria o corredor do centro.
- Mario mas o que é que tu estás aqui a fazer? – perguntei espantada.
- Tenho que te fazer uma pergunta e é urgente.
- O que se passa? – perguntei já preocupada.
- Lembraste daquela conversa de te expor ao mundo.
- Sim…
- Sentes-te preparada para isso?
- Sim…não sei, ai porquê essa pergunta agora?
- Porque eu preciso de saber.
- Eu depois respondo-te, deixa-me…não sei, pensar.
- Mas eu preciso da tua resposta agora.
- Porquê?
- Porque amanhã há assim uma gala com entrega de prémios e…
- O quê? – interrompi – e só me avisas hoje?
- Eu esqueci-me. Mas não foi por mal, eu esqueci-me mesmo e…oh Thaís vem comigo.
- Não tenho vestido! Nem sapatos! Nem…ai Mario, eu odeio-te!
- Não odeias nada. – agarrou as minhas mãos e beijou-as – por mim, por favor Thaís.
- Isso implica jornalistas? – assentiu com a cabeça – e implica fotos nas revistas?
- Sim.
- Oh Mario, eu não sei se estou preparada.
- Estás sim! Eu protejo-te, eles não vão poder falar mal porque és linda e não tens defeitos. Apenas terás que agir normal, perfeita como és.
- Para ti é fácil! Não és tu que te tens que preocupar com vestido, maquilhagem, sapatos, cabelo…oh Mario!
- Só uma entrega de prémios, mini gala…
- Só? Não é só!
- Calma – deu-me um rápido beijo nos lábios para depois me olhar sério – quanto à pergunta que te fiz quando cheguei aqui…
- Sim.
- Sim? – perguntou espantado.
- Sim, acho que já tivemos mais do que provas que um sem o outro a coisa se torna complicada.
- Já te disse que és a melhor namorada do mundo, Tha?
- Não, por a caso nunca me disseste isso…
- Oh Tha – agarrou face entre as suas mãos, beijou-me a testa para depois encostar a sua à minha – és tão importante, tão especial e és minha. És-me tanto.
- Oh fofinhos – ouvimos a voz da Solange e olhámos para trás – são muito bonitos, muito amorosos e são um modelo de casal – foi impossível não rir – mas Thaís, tens uma paciente à tua espera.
- Eu vou já, já. – a Solange despediu-se de nós caminhando pelo corredor.
- Dormes comigo hoje?
- Sim, e janto e almoço amanhã. – sorri-lhe e ele retribui-me aquele belo sorriso dele – eu faço tudo contigo.
- E vires viver comigo?
- Isso já é outro assunto. Um dia…talvez um dia Mario Götze, talvez um dia – falei afastando-me – beijito – disse antes de virar costas e seguir até ao gabinete.




- Cheguei, cheguei! – o Mario entrou em casa com um ramo de rosas na mão.
- Estás muito bem-disposto – atirei.
- A noite correu-me bem!
- Uh, quem diria… - desatou a rir tal como eu. Entregou-me as rosas e depositou um beijo na minha bochecha.
- Tão querido que ele está. Isto é para compensar as críticas que vou ter esta noite?
 - Cala-te! – atirou, virando a camara do telemóvel para mim – sorri, amorzinho.
- Não te atrevas! – coloquei a mão à frente da cara – só te autorizo a fazer isso hoje à noite.
Peguei no meu telemóvel e tirei uma fotografia, coloquei-a depois nas redes sociais.

That's my man


- Eu não posso mas tu podes! – atirou.
- Mario…ninguém sabe quem é o meu homem.
- Foi quem te deu essas lindas rosas!
- Não me lembro quem foi, que engraçado. – pegou no ramo colocando-o em cima da mesa. Sentou-se junto de mim e fez pressão sobre mim para eu me deitar, colocando depois o seu corpo sobre o meu.
- Hoje é o teu dia de não admitires que eu sou importante para ti?
- Nem por isso. Se te portares bem até tens uma surpresa hoje, queres?
- Quero, quero.
- Então, porta-te bem e pode ser que tenhas uma grande surpresa. – falei saindo debaixo do seu corpo e indo em direção ao quarto.


No fim de almoço a correria começou. Enquanto o Mario estava sentado no sofá, eu andei entre cabelo, maquilhagem e verificar se sapatos e vestido estavam bem.
Depois das horas passarem e de estar tudo quase tudo preparado o Mario começou a barafustar comigo.
- Thaís, já viste as horas?
- Já! – respondi do quarto.
- E estás pronta?
- Quase. – caminhei em direção à sala olhando para o que tinha vestido – oh Mario, este vestido fica-me mal!
- Estás tão linda…
- Não! Não estou! Eu precisava de mais tempo para conseguir escolher um vestido de jeito.
O tempo tinha-me limitado a escolha. O vestido foi escolhido com a ajuda da Julia, a ideia era não passar despercebida mas também nada de ser o centro das atenções.




- Vamos embora? – perguntou entrelaçando a sua mão com a minha.
- Sim.


- Estás nervosa, Tha? – perguntou durante a viajem de carro.
- Eu? Não.
- E o que é que estás aí a fazer há tanto tempo agarrada ao telemóvel?
- Surpresa!
- Já começo a ficar preocupada com essa tal surpresa.
- Não fiques, amorzinho. – gozei. Em circunstâncias normais, ele sabe bem que não o tinha chamado tal nome carinhoso.
- Chegámos!
- Boa, boa! Vamos lá!
- Não estás mesmo nervosa?
- Claro que não. – saí do carro, ajeitando depois o vestido – sabes o que vais dizer se te perguntarem quem eu sou?
- Claro! Treinei isso a noite toda.
- Estiveste a treinar outras coisas à noite, Mario – desatámos a rir. Entrelaçou a sua mão com a minha e começamos a caminhar enquanto sorriamos.
- Eu já sei o que dizer para sermos capa de revista amanhã.
- Ai de ti!
- Tem calma, com esta gente sei eu lidar.
Entrámos no recinto. O Mario apertou-me mais a mão, sentia-o bem próximo de mim.
- Jornalistas, que alegria! – ironizei falando baixo.
O Mario sorriu-me e avançou sendo depois abordado por alguns jornalistas. As perguntas estavam a ser pacificas, sobre um golo qualquer que ele tinha marco no último jogo e sobre o próximo jogo na liga dos campeões. Até que chegou a pergunta mais espetacular da noite.
- Quem é que o acompanha?
- Thaís Götze, a mulher da minha vida.
Podia ter hesitado, podia até ter ficado calado mas nada disso aconteceu. Falou com naturalidade, com um sorriso nos lábios. Deixou-me completamente deslumbrada.
- Já casaram? boa, Mario Götze, agora safa-te desta
Olhou para mim, apertou-me a mão e sorriu fazendo com que eu lhe sorrisse também.
- Ainda não, mas… - deu dois passos levando-me com ele – está para breve. Agora se nos dão licença – falou afastando-nos dali.
- Para quando é o teu breve? Para daqui a dez anos? – perguntei.
- Não, Thaís! Fica sabendo que estive perto de te pedir em casamento ali.
- Não digas isso nem a brincar!
Encaminhamo-nos para perto de alguns dos colegas do Mario. Foi o Jéôme quem me picou.
- Thaís, bolachinha americana, vocês assumiram a vossa relação?
- Pelo que parece – aproximei os meus lábios da bochecha do Mario dando-lhe um beijo – somos oficialmente o casal mais fofo de Munique! – brinquei levando quem estava ali a rir.
- Não são não! Esse casal somos nós – a Julia aparecia acompanhada do Thiago, vinham com aquele sorriso apaixonado nos lábios.
- Agora já têm concorrência, Julinha – atirou o Mario levando os presentes ali, a rir mais uma vez.
- Ai Mario, credo! Nunca ninguém me chamou Julinha!
- Também nunca ninguém me tinha chamado, bolachinha americana, não é Jérôme?
- Eu gosto de nomes artísticos!


- Pronto para tornarmos isto oficial mais depressa que nas revistas? – perguntei levando o Mario a olhar-me surpreendido.
Tínhamos jantado. Esperávamos pela entrega de prémios enquanto conversávamos uns com os outros.
- O que é que vais fazer? – perguntou curioso.
- Nada, só te vou identificar numa foto.
Olhava-me confuso. Beijou-me depois e deduzi que aquilo fosse um sim.


'Cause all of me
Loves all of you


- Feito! – falei virando a foto que tinha publicado para ele.
- Ei, oh Thaís pensei que era uma coisa mais romântica!
- E não é? – perguntei – sabes o trabalho que me deu a editar a foto? E a identificar-te? Deu bastante trabalho!
- Wait… - falou pegando no telemóvel dele.
Esperei um pouco até ter recebido uma notificação, tinha sido identificada numa foto, provavelmente do Mario.




Out of all the girls
You my one and only girl
Ain't nobody in the world tonight

The woman of my life, Love u sweet


Respirei fundo, sob o olhar atento do Mario.
- Thaís…estás bem certo? – perguntou colocando a sua mão sob a minha.
- Sim, estou a preparar-me apenas para ser odiada por uma data de raparigas.
- Não sejas doida!
- Elas vão odiar-me Mario!
- Não vão não…se forem mesmo minhas fãs, irão perceber que tu me fazes feliz.
- Tu também me fazes feliz, Mario. Fazes-me tão feliz…
Beijou-me intensamente, daqueles beijos mesmo necessários quando nem tudo nos parece seguro.




Acordei com o toque do telemóvel. Parecia que me tinha acabado de deitar. Larguei-me dos braços do Mario e alcancei o telemóvel atendendo a chamada.
- Agora tenho uma amiga famosa!
- Oh Halle…
- Já viste as notícias? – perguntou toda animada.
- Não. Nem quero ver.
- Vê Tha! Vê que são awesome!
- Mario? – chamei passando a minha mão pela sua face – oh Mario acorda que a Halle diz que as noticias são awesome.
O Mario abriu os olhos, ainda ensonado. Colocou os seus braços em torno da minha cintura e puxou-me para ele.
- Ah! E desde quando é que vocês vão casar?
- Pergunta isso ao Mario, meu amor. Ele é o culpado.
- Eu vou desligar que o Marco está a chamar por mim, ele precisa da sua Halle. Vejam as notícias!
- Beijinho – disse desligando a chamada.
Apressei-me a ir à internet procurar por algo que não tardou a aparecer.


Mario Götze apresenta a nova namorada

Depois de o fim (desconhecido) do relacionamento de Mario Götze com a modelo Ann-Kathrin Brömmel, o jogador do Bayern de Munique parece ter encontrado a sua inspiração.
Apresentada como Thaís Götze, pelo namorado, a bela alemã esteve presente na entrega de prémios do Bayern de Munique.
Em conversa com os jornalistas, Mario pouco falou sobre a namorada. Quando lhe perguntaram pelo casamento, o mesmo respondeu «Ainda não, mas está para breve».
Thaís Baden de 22 anos e Mario Götze de 22 anos também, mantêm uma relação recente e apaixonada.
O carinho entre o casal foi notório durante toda a noite. Será este um namoro para durar?

- Oh meu Deus! – falei no fim de ler tudo aquilo.
- Daqui a uns tempos já vais ser considerada – the most beautiful WAG!
- Não digas isso! Está exposição toda ainda me assusta.
- Eu estou aqui – falou mordendo-me a bochecha.




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1 ano! 1 ano!
Olá!
Aqui têm o capitulo de celebração de 1 ano de Boundless Love.
Costumamos usar a expressão parece que foi ontem, e não é que parece mesmo que foi ontem? Mas já faz um ano!
A história conta com mais de 6600 visualizações, 140 comentários e com este, 31 capítulos. E tenho que agradecer-vos a todas que leem do fundo do coração, um grande obrigada.
Tem sido um prazer para mim escrever para vocês. Também espero que durante este ano me tenham gostado de ler. Já me ri, já sorri e muitos dos vossos comentários já alegraram o meu dia. 
Só vos tenho a agradecer por terem estado este ano desse lado. Tenho um carinho por cada uma de vocês sem sequer vos conhecer. O facto de me lerem e gostarem do que escrevo me faz feliz, acreditem!
Foi um ano em que a Thaís e o Mario passaram por coisas bonitas, divertidas, estranhas e até se magoaram mutuamente mas parece que acabaram juntos, será por muito tempo? Um ano em que a Halle e o Marco se apaixonaram e encontraram estabilidade, ou será que não?
Adorava ler os vossos comentários e laçar-vos um «desafio». Até agora que momento vos agradou mais?
Espero as vossas opiniões sinceras.
Obrigada por estarem desse lado, obrigada mesmo.
Beijos,
Mahina

3 comentários:

  1. Olá

    Adorei *_* Parabéns ao 1º ano de fic :)


    Beijinhos


    Catarina

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  2. Olá olá!
    Bom, eu já te fiz um comentário ao capítulo e até já comentei um ano de Boundless mas...hum...há coisas que ficaram por dizer. O quê? A resposta à pergunta que nos fazes: "Até agora que momento vos agradou mais?". Pergunta dificil, hein? É impossível eleger os preferidos. Todos são preferidos...mas vou escolher aqueles que são especiais para mim, aqueles que me marcaram.
    Vou enumerar que é melhor para não me atrapalhar. Por ordem cronológica e nada de preferências XD

    - Quando Thaís conheceu Mario e Halle conheceu Marco. Foram assim dois momentos distintos mas tão marcantes. A Thaís e o Mario a coisa viu-se que ia ser diferente, que iam dar luta um ao outro mas que se iam amar de uma forma louca. Aquela aposta? Oh meu Deus...eles deveriam fazer outra aposta daquelas: "diz não ao sexo" - o lema da aposta. Mario era capaz de ficar com mais paragens cerebrais que o habitual... Halle e Marco...sãoo contrário. Aquela suave aproximação deles, aquele carinho que começou logo a haver...é lindo. São um casal diferente, apaixonado, carinhoso um com o outro e tarados. Sim, que eles santinhos não são.
    - As primeiras declarações do Mario...são qualquer coisa de muito especial, deixa-me que te diga. Aquelas palavras dele...são tão wow, deixam a Thaís surpreendida e ela gosta de ser surpreendida pelo Mario, mesmo que não demonstre muit (agora já começa a demonstrar). Quando o Mario se declara à Thaís é como se...tudo ficasse óptimo entre eles, mesmo que a Thaís não o faça com tanta frequência. Esta exposição ao mundo é que foi LINDA! E veio em óptima altura.
    - Sabermos que a Halle foi mãe. Isso marcou-me...ela foi mãe e manteve isso um segredo para a melhor amiga. Não foi por mal, sei disso, talvez tivesse medo que a julgassem e que a criticassem. Mas...agora que venham é os filhinhos mais loirinhos com o Marco. Se bem que acredito que a Lóris ainda dá que falar.
    - Cintia - um verdadeiro BUM na história. Mas um BUM maravilhoso, que veio trazer outra vida à Thaís. Vai ser titiaaa e o outro titiooo. Os Titios Götze.
    - Dia dos namorados: a coisa mais romântica de sempre! "Deixa o teu orgulho de lado pelo menos uma vez na vida porque eu já deixei o meu…" isto foi o ponto de viragem nos dois. Aqui eles conseguiram deixar o orgulho de lado e amarem-se por completo.
    - Jantar romântico Halle e Marco: eles são aquela base do romantismo, aquela base do amor e aquele jantar de um mês foi tão lindão que olha aquelas recordações deles foram lindas e demasiado perfeitonas
    **isto está a ficar enorme, desculpa**
    - O primeiro amo-te foi tão lindo que me babo de lembrar, foi quando a Thaís estava lá em casa e queria telefonar à mãe. Primeiro a imagem dela no fundo do ecrã, depois a sogra no nome da mãe dela e tau "porque te amo".
    - Quando Thaís dormiu com Halle e Marco - olha só te digo que foi aquela coisa muito nossa e me fez babar!
    - As mudanças mais recentes para Munique, fortaleceram os dois.
    - As ameaçar à Halle - aquela Ann -.-
    - Este capítulo...é PERFEITO, com aquela qualidade a que já me habituas-te, com aquele amor que já me habituei deles.

    Bom...FELIZ ANIVERSÁRIO BOUNDLESS!
    É um ano, Mahina, um ano em que partilhaste com todos nós o crescimento desta maravilhosa história. Digo-te que a tua evolução é fenomenal...deixas-me sem palavras quando transmites de forma tão intensa os sentimentos. É como se estivessemos a ler daqueles livro best sellers. Parabéns a ti por este incrivel ano!
    Que venham mais e mais...que eu desespero por mais.

    Beijão.
    Ana Patrícia.

    PS: desculpa o tamanho do comentário :s

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  3. Holla :)
    UM ANO JÁ?...oh meu deus :O
    Parabéns á fic :D
    Tem sido um gosto enorme seguir esta fic maravilhosa
    Que momento mais gostei?...todos eles :D
    Quero o próximo capitulo rápido :*

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