sábado, 11 de outubro de 2014

29º Capitulo - « O Mario sente a tua falta na cama »

- Thaís, tem calma! – disse o Luke agarrando-me as mãos.
- Clama? Como é que queres que eu tenha calma? Tu ouviste o que ela me disse!
- Mas ela é assim…eu estou com ela a fazer fisioterapia e ela diz isso a toda a gente.
- Ela sabe o meu nome!
O Luke retirou-me o crachá e virou-o para mim.
- Thaís Baden, estagiária. – disse lendo.
- Mas…
- Podes parar…está tudo bem – puxou-me para ele e abraçou-me, estava mesmo a precisar – eu sei que me mexeu contigo mas é só uma senhora que pensa que vê o futuro e sabe o passado de toda a gente. – apertou-me um pouco mais contra ele e fechei os olhos tentando acalmar-me – quando me conheceu ela disse-me logo que sabia a minha história e eu ri-me. Contigo teve a sorte de o dizer e de tu te identificares com isso mas ela não sabe nada de nada.
- Começo a achar que isto me está a afetar…eu digo que não mas eu quero conhecer a minha mãe biológica, a minha família. Ainda há pouco disse que não me sentia preparada e que não era a melhor altura mas começo a achar que preciso de encontrar pelo menos a minha mãe biológica para me sentir bem…para me conseguir sentir completamente feliz.
- Eu sei, eu entendo e…quando te sentires preparada podes contar comigo.
- Obrigada – agradeci largando-me dele.
- Voltemos ao trabalho, anda! – agarrou a minha mão e saímos do gabinete voltando depois para a sala onde estávamos há pouco.


Tinha saído mais cedo do estágio, talvez porque a fisioterapeuta que nos estava a orientar o estágio, a Solange, reparou que estava um pouco longe de tudo. Não era que eu quisesse mas aquilo tinha-me afetado de verdade.
A casa estava vazia, o Luke e o Liam ainda tinham ficado no centro a cumprir o horário completo e a Alicia e a Luna provavelmente ainda estavam no centro de treinos do Bayern. Ainda não tinha falado com o Mario sobre isso. Estariam a correr bem as coisas lá?
Liguei ao Mario, esperando que ele atendesse o que se sucedeu segundos depois.
- Olá minha companheira de cama – muito bem, aquela não era a voz do Mario – como estás minha ursinha de peluche?
- Thomas Mullër, andas a pedí-las! Onde é que está o meu namorado?
- A levar com água quente no seu corpo despido. Sim, não és só tu que o vês nu. 
- Oh bolacha americana? – boa, o telemóvel mudou de dono.
- Olá Jérôme Boateng.
- O Mario sente a tua falta…na cama! – atirou levando a que uma serie de gargalhadas se ouvissem. Aquele balneário devia ser muito animado.
- Diamante mais brilhante, preciso que vás lá a casa! – e mudou outra vez de pessoa. Thiago Alcântara.
Ei o Thiago precisa que a Thaís vá la a casa, oh Mario! – foi o que ouvi como barulho de fundo.
- Oh seus feios! A minha cadela partiu a pata – informou-me.
- Não sou veterinária, Thiago.
- Mas ela precisa de fazer fisioterapia!
- Goza comigo que eu gosto, goza. E preciso do meu namorado! – barafustei.
- Ele demora muito tempo no banho, sabes como é.
Ai não sabe! Os dois juntos devem demorar o dobro. – mais uma boca foleira.
- Importam-se de para de falar da nossa vida intima? – perguntei.
- Nós paramos de falar sim, bolacha americana. Estás em alta voz – informou-me o Jérôme.
- Olá meninos! – saudei animada. Eles tinham conseguido que eu ficasse assim.
- Espera, o Bastian sentiu-se excluído! Tens que dizer olá meninos e meninas.
- Por falar nisso. Vá contei-me, desembuchem como tem sido a Alicia e a Luna aí no centro.
Formou-se um silêncio enorme. Falam tanto para umas coisas e para outras nada.
- Vá! Falem! Não me queiram ver enervada. Jérôme fala tu que estás solteiro.
- Fogo! Teve que me calhar a mim? Muito bem eu falo. Há uma loira que se atira a tudo o que mexe…
- A Alicia. – informei.
- E depois há uma morena que é simpática.
- A Luna. – concluí – muito bem, o meu namorado?
­- Está a caminhar para aqui, sempre sexy.
- Gays!
- Muito! Só não te papo o namorado porque nem tu nem a Sarah deixam! – atirou o Bastian.
- O que é que vocês estão a fazer? – finalmente, Mario.
- A falar com a tua namorada, já que tu estás mais interessado em tomar banho.
- Trataram-te mal, meu bem?
- Não, chamaram-me ursinho de peluche, bolacha americana e diamante brilhante. Fui bem tratada.
- Vá, agora vamos tirar isto de alta voz que isto não é bonito. – esperei uns segundos até ouvir outra vez a sua voz – temos hoje o nosso jantar romântico?
- Já estou a começar a preparar o jantar, pode ser amanhã?
- Thaís…estás bem? Não gostas de cozinhar e estás a cozinhar…
- É estranho sim mas…eu preciso de me livrar de pensamentos e se seguir a receita à risca, não deve ficar assim tão mal.
- Mas estás bem?
- Sim, depois falamos sobre isto amanhã, pode ser?
- Claro.
- Vou continuar a fazer o jantar, adoro-te muito.
- Eu também, meu bem. Beijo.
Acabei por desligar e começar a cortar umas coisas para o jantar. Ouvi a porta bater, já alguém tinha chegado.
Estava a sentir-me estranha, por muito que quisesse esquecer o que se tinha passado ainda estava tudo muito recente na minha cabeça. Sem me dar conta a faca escorregou-me da mão e fiz um pequeno corte no dedo.
- Oh boa… - disse pegando num lenço e limpando o sangue que tinha no dedo.
- Thaís! Estás bem? – a Alicia entrou na cozinha e dirigiu-se a mim.
- Sim, foi só um corte… - desvalorizei.
- Anda comigo – pegou-me na mão e levou-me até à casa de banho – vamos tratar disso.
- Não é nada, Alicia.
- Deixa-me ajudar-te – começou a desinfetar-me o corte e depois colocou-me um penso. – já está.
- Obrigada – agradeci.
- Estás estranha…
- Mas está tudo bem.
- Se precisares de falar…podes contar comigo. Somos amigas – sorriu-me sincera.
- Obrigada – agradeci.




- Vamos ter um jantar romântico! – atirei assim que saímos do carro – como é possível?
- E tu vais-te declarar a mim! Como eu desespero por isso!
- Tem mesmo que ser? – entrelaçou a sua mão na minha e começamos a dirigir-nos para o restaurante.
- Sim!
- Mas…
- Eu acho que até vou gravar isso!
- Ai de ti, Mario Götze! Perdias logo uma namorada.
- E ganhava uma noiva…
- Oh! – parei no caminho e fi-lo olhar para mim – nem penses! Não tenho idade nem paciência para isso.
- Estava só a brincar – esclareceu.
- Começo a ter medo das tuas brincadeiras…
Continuamos a andar até entrarmos no restaurante. A partir daí foi normal. Sentamo-nos, pedimos e entre conversas e brincadeiras comemos. Evitei ao máximo a conversa da declaração, não seria capaz de o fazer. Não sou rapariga de conseguir exprimir os meus sentimentos muito menos a ele.
- Thaís, chegou a hora.
- Espera! Há algo que te tenho que contar – fiz cara séria e coloquei a minha mão sobre a dele, fazendo com que ele ficasse com um ar assustado – olha eu a tentar ser dramática! – retirei a minha mão de cima da dele e sorri juntamente com ele – quero uma opinião tua.
- Acerca de…
- A minha tia propôs-me desfilar em Barcelona.
- Isso é bom?
- Provavelmente…
- E tu queres?
- Não sei…
- Há rapazes?
- Eu sei lá se há rapazes! – atirei – tenho cara de vidente?
- A ideia de haver de rapazes assusta-me.
- A ideia de haver duas raparigas a estagiar no teu centro de treinos também me assusta e eu não digo nada! – não me respondeu e desviou o olhar do meu – mas eu pedi-te uma opinião.
- Espera…estás a pedir-me uma opinião sobre a tua vida pessoal, o que quer dizer que gostas mesmo de mim…senão nunca irias pedir a minha opinião…certo?
- Eu sei lá! Dá mas é a tua opinião.
- Eu acho espetacular, uma oportunidade incrível e desfilar com a coleção da tua tia não é todos os dias.
- A sério…? – perguntei a medo.
- Claro que é a sério.
- Obrigada Mario – desta vez coloquei a minha mão sobre a dele com intenção, nunca esperei que ele tivesse aquela reação.
- Thaís…hoje é um dia importante…
- Mario… - sussurrei com medo do que podia vir.
- Deixa-me continuar, hoje é mesmo um dia importante oh meu Deus!fazemos um mês de namoro ele contou os dias… - e é importante porque Thaís Baden, tu, mudaste a minha vida por completo! Ensinaste-me tanto, deste-me tanto…e quero acreditar que eu também te dei algo. E tu fazes-me tão feliz…que nem imaginas!estou chocada!e queria que me dissesses se partilhas o mesmo sentimento, por isso é que quis que este jantar acontecesse…entendes?
- Oh Mario…eu, eu… - levantei da cadeira onde estava sentada e fui até ele – dá espaço, anda – pedi, fazendo gestos para que me deixasse sentar no seu colo – podemos esquecer o que eu vou dizer a seguir? – perguntei levando-o a rir, assentiu com a cabeça e prossegui – És…talvez tudo aquilo que eu precisava para me sentir bem, fazes-me feliz, dás-me segurança, és um chato e és o meu namorado e eu sinto-me muito feliz por isso, e tenho orgulho disso e…Mario Götze, eu estou completamente apaixonada por ti!
E eu não acredito que acabei de dizer isto. Podia ter diversas reações mas apenas me beijou, da sua forma tão genuína. Fazendo com que os seus lábios se encaixassem com os meus perfeitamente. Falando entre beijos um - és me tanto.
- Mario?
- Diz.
- Se contas isto alguém…eu irei negar.
- És tão doida. – falou beijando-me outra vez de seguida.


- Tenho uma surpresa! – avisou assim que atendi.
- O que é, o que é?
- É surpresa!
- Mas Mario…eu…diz lá…por favor – pedi.
- A que horas sais?
- Olha, daqui a quinze minutos.
- Então, queres que te vá buscar?
- Podes vir…
- Que alegria! Oh sim, amor da minha vida, meu namorado estou ansioso que me venhas buscar! – ironizou.
- Até estava se me dissesses qual é a surpresa.
- Não vai acontecer, chantagista.
- Então, adeus! Vou trabalhar.
- Vai sim, amorzinho. Beijo, até já.
- Até já.
Desliguei o telemóvel e coloquei-o no bolso da bata.
- Thaís? – a voz da Solange fez-se soar no consultório. Abriu a porta pouco tempo depois e entrou – estás aqui.
- Vim só… - atender o telemóvel ao meu namorado.
- Tudo bem – respondeu-me com um sorriso – preciso só de falar contigo, com o Luke e o Liam. Podias chamá-los, por favor?
- Sim, claro. Dê-me uns minutos.
Sorriu-me e saí do gabinete em direção às salas. Encontrei o Liam logo na primeira e avisei-o que a Solange queria falar connosco. O Luke iria ser mais difícil de encontrar, provavelmente ainda estava a fazer uma sessão de fisioterapia a esta hora. Encontrei a sala onde ele estava e entrei.
- Thaís! – saudou-me o Luke.
Olhei-o atento, estava a tratar da D. Klaudia, a tal senhora que disse a famosa frase que ainda não me saiu da cabeça: eu conheço-te Thaís…eu sei toda a tua história.
- A…Solange precisa de falar connosco. – disse atrapalhada. A maneira como a senhora me olhava assustava-me de verdade.
O Luke falou com ela para depois se juntar a mim.
- Vamos? – perguntou saindo da sala.
- Claro… - acompanhei-o e percorremos o corredor em passo lento – eu preciso de falar com ela.
- Thaís…
- Thaís, nada! Viste como ela me olhou? Ela assusta-me!
- Já contaste ao Mario? – perguntou mudando o rumo da conversa.
- Não. Temos estado a tratar de outros assuntos.
- Tu queres contar-lhe, Thaís?
- Acho que não. Não sem antes falar com aquela mulher.
- Continuo a achar que será inútil, eu já te disse que ela não diz tudo certo. Ela é assim com toda a gente, o que te faz acreditar que contigo seja diferente?
- O olhar…a forma como me olha. Parece que me conhece, é estranho! Eu sinto que ela me pertence de alguma maneira.
- Tu lá sabes o que dizes.
Acabámos por entrar no consultório, falar um pouco do estágio, de como estava a correr e do que ainda nos esperava. Já tinham passado umas três semanas. Estava tudo a correr bem no meu ponto de vista. Estava-me a dar otimamente com as pessoas, percebi que queria de verdade isto para o meu futuro.
Saímos os três do centro e o Mario já me esperava, despedi-me dos do Liam e do Luke e fui até ao Mario.
- Qual é a surpresa? – atirei.
- Boa tarde!
- Oh Mario – cheguei perto dele e juntei os nossos lábios – boa tarde.
- Queres a surpresa?
- Quero muito, muito, muito.
- Tanto quanto me queres a mim?
- Não, a ti quero-te mais mas eu quero a surpresa.
- Então fecha os olhos.
- Já fechei – avisei de olhos fechados.
- Espera um bocadinho – parecia-me uma eternidade – e agora podes abrir, apresento-te o Otto.
- Um peixe? – atirei.
- Sim, um peixe. É o nosso peixe.
- Porque é que lhe deste um nome?
- Ao próximo dás tu, pronto…
- És tão lindo – dei-lhe um pequeno beijo nos lábios para depois lhe tirar o saco que tinha o peixe – tão lindo, o Otto da mamã – disse com uma voz de bebé, o Mario olhava-me chocado.
- Não voltes a fazer isso – pediu – é demasiado chocante.
- Eu sou a mamã, trata-me bem e poderás ser o papá. – olhei para um peixe mais umas vezes, era muito…peixe. – posso-lhe tirar uma foto?
- Sem flash que depois cegas o peixe.
- Oh, não cego nada. Vamos dar as boas vindas ao Otto lindo e informar os tios.
- Quem são os tios?
- A Halle e o Marco!
- Eles devem querer ser tios devem mas não de um peixe.
- É o nosso peixe, Mario! É o nosso Otto. Vamos para casa, já tens aquário?
- Sim, já. Vamos lá.
Passei o caminho a olhar para o peixe, era mesmo engraçado. Sentia que estranhamente este peixe era algo que nos iria ligar mais. O Otto era nosso, de nós os dois. Algo que nos unia ainda mais.
- Sabes que devias vir viver cá para casa, para cuidarmos os dois do Otto – o Mario acabou por colocar algumas das coisas que tinha comprado no aquário. E no fim de estar tudo pronto colocou o Otto lá dentro.
- Não vai acontecer…
- Pelo menos tentei a minha sorte…
- Afasta-te lá para eu tirar foto ao peixe. – baixei-me para ficar ao nível do aquário tentando depois tirar-lhe uma foto, o que estava a ser complicado porque ele não parava quieto – ele está sempre a mexer-se!
- Normal Thaís, é um peixe!
- Mas eu quero uma foto.
- Dá cá. – entreguei-lhe o telemóvel para as mãos e fiquei a olhar o Mario que andava com o telemóvel de um lado para o outro para tentar tirar-lhe uma foto – já está.
- Isto está horrível! – atirei, depois de ver a foto que ele tinha tirado.
- É pegar ou largar…
- Eu pego.
- Também o que é que tu não pegas? – chegou mais perto de mim, colocou os seus braços em torno da minha cintura e dobrou-se sobre mim. Caímos assim os dois no sofá.
- Eu não vou responder a essa pergunta. – falei debaixo do seu corpo. Coloquei uma das minhas pernas sobre as suas, prendendo-o ali – olha lá, como é que anda a tua vida social?
- O quê?
- A tua vida social, Mario…ninguém me conhece pois não?
- Não – disse rindo – tens medo?
- Talvez…
- Vamos tirar uma foto!
- Não, isso não vai acontecer.
- Porquê?
- Fotos nossas, nas tuas mãos é perigoso. Mario…?
- Diz.
- Tu nunca irias expor a nossa relação sem falares comigo primeiro, certo?
- Certo.
- Mesmo? – perguntei a medo.
- Sim – deu-me um pequeno beijo no nariz – nunca te exporia sem o eu consentimento.
- És tão…
- Espera, diz o que disseste no outro dia, por favor – pediu levando-me a rir.
- O quê?
- Aquilo…de que estás completamente apaixonada por mim.
- Isso era só no outro dia, agora já não estou.
- Thaís…por favor. – a maneira como me pedia, levava-me a rir. Falava de uma forma calma mas engraçada. E nunca tinha pedido tal coisa antes.
- Eu não estou…eu sou completamente apaixonada por ti.
- Sabes que ficas ainda mais linda a dizer isso?
- Oh Mario…
- É verdade, ficas mesmo perfeita. Eu também sou completamente apaixonado por ti. – beijou-me de seguida, sem que eu tivesse tempo de dizer uma só palavra.
- Agora deixa-me publicar a foto – pedi rolando por baixo dele para que ficasse ao seu lado.



Bem vindo Otto





O plano era fácil. Uma saída de sexta à noite, a uma das discotecas de Munique. Eu e o Luke já tínhamos pensado nisto algum tempo. Desde que estávamos em Munique ainda não tínhamos ido sair, por isso eu, o Luke, o Liam, a Alicia e a Luna tínhamos alinhado. O Mario ia connosco e a Solange também iria. Apesar de por vezes fazer aquele ar de durona que nos orienta o estágio, ela era bem simpática e divertida. Apostava que o Mario levava companhia, o irmão…o David. Sozinho ele não ia.
Acabámos o estágio na sexta à tarde e viemos para casa. A partir daí foi sempre a correr, fizemos o jantar, arranjámo-nos e depois saímos em direção à discoteca.
- Estás estranha. – o Luke esperou por mim já que era eu que tinha ficado para ultimo e como tal fechava eu a porta.
- Isto é estranho… - comecei – mas eu estou com um pressentimento assim mau.
- Do tipo…vai começar a chover? – brincou.
- Não! Do tipo…não sei, mas é mau.
- Dormiste bem?
- Sim, dormi. Era suposto não ter dormido? – agarrou-me a mão e abriu a porta das escadas para irmos por lá.
- Eles devem estar no elevador e depois temos que esperar por eles – explicou – às vezes quando não durmo bem também fico assim.
- Isto deve ser do dia. É sexta feira e…pronto é sexta-feira.
- Estás estranha! – deu-me um encontrão levando-me a rir.
Chegámos ao hall do prédio e os outros já esperavam lá por nós. Saímos todos animados, esta prometia ser uma grande noite.


- Deste-lhe o jantar? – encostei-me ao Mario e ele rodeou-me a cintura.
- Dei.
- Mas alimentaste bem o nosso bebé?
- Sabes que se lhe dermos comida a mais ele também morre, não sabes?
- Se lhe dermos comida a mais fica como tu, gordo.
- Eu não sou gordo!
- Eu sei que não, trabalhas muito para teres esse corpinho. – dei-lhe um pequeno beijo nos lábios para me afastar em seguida – vou ali e venho já.
Fui até junto Luke que estava sozinho, fixado a Luna para variar.
- É hoje? – perguntei na brincadeira.
- Achas? Ela não está para lá virada.
- Quem sabe, Luke…quem sabe…
Agarrei o braço dele e virei-me para o lado onde há pouco estava o Mario. Tinha aquela necessidade de estar sempre a olhá-lo, começava a ficar como aquelas namoradas todas apaixonadas que sentiam falta dos namorados, que nem há 1 minuto estavam afastadas.
O espanto não podia ser maior. Não queria nem conseguia acreditar no que via. Parecia que o meu coração tinha parado. Não havia palavras para descrever o que sentia…o meu namorado a beijar aquela que se dizia ser minha amiga bem há pouco tempo, a Alicia.
Olhei para o Luke que olhou para mim no fim de ter visto o mesmo que eu. Virei costas e comecei a andar em passo acelerado para o exterior. Precisava de ar, precisava de vida porque na verdade parecia que a tinha perdido.
- Thaís? – a voz do Mario… - Thaís? Espera!
Continuei a andar até conseguir chegar ao exterior.
- Thaís! Espera por favor! Aquilo não era o que parecia!
- Não digas essa frase… - as forças faltavam-me para falar – não te atrevas sequer a dizer essa frase…
- Thaís, ouve-me! – agarrou o meu braço chegando perto de mim.
- Larga-me! – afastei-me dele – tu não me toques! Tu metes-me nojo!
Continuei a andar, sem um caminho a seguir. Acabei por dar a volta à discoteca. A parte de trás estava deserta o perfeito para eu me isolar durante uns minutos.
- Thaís…?
Virei-me para trás encarando o Luke, corria até ele quase como que uma criança a correr para os braços de um pai.
- Calma… - falou com uma voz doce e delicada enquanto me acariciava o cabelo.
- Eu…eu não vou derramar qualquer tipo de lágrimas por…ele… - acabei aquela frase num tom rude, ele não merecia outra coisa. 


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Bom dia!
Peço que não me matem e tenham um bom fim de semana.
Espero que tenham gostado, aguardo ansiosamente a vossa opinião a esta parte final.
Beijos,
Mahina 

2 comentários:

  1. Olá :)
    Ahhhhhhhhhhhhh...mas isto é assim que se acaba?...bem -_- :P (LOL)
    Aí a sério!...não gostei da maneira como acabou :'(
    Mas mesmo assim quero o próximo sff
    Bjs :*

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  2. Ahhhhh sua grande p*ta!!!! Nunca me enganaste, nunca, Alicia, topei-te logo!! Eu não disse que ela devia cair acidentalmente da ponte mais alta de Munique??! Eu disse!!!
    Oh Thais Baden estás a ser tão ingénua!! Pior estás a ser mesmo burra rapariga! Se ele te quisesse por um par de cornos, não iria faze-lo logo à tua frente não é?
    É aquela venenosa da Alicia! Um bom estalo naquela pele de cobra é remedio santo!
    O cap foi tão giro! Gostei tanto daquela conversa de balneário. Foi tão hilariante. Pôs me a sorrir às seis e meia de uma manhã de segunda feira. Bem milagroso!
    E aquela declaração da Thais? Até eu derreti. E a cena "Otto" foi demasiado fofo-hilariante.
    Isto não pode desfazer-se assim. Não pode! Recuso-me, não vou aceitar. Estou revoltada! E tenho dito!

    Besito
    Ana Santos

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