quarta-feira, 24 de setembro de 2014

27º Capitulo - « Desculpa, a culpa é tua de seres tão irresistível e de teres as mamas tão sensíveis »

- O teu irmão não está cá? – coloquei as minhas pernas sobre as dele ficando assim mais perto do Mario.
- Não – respondeu.
- Humainda bem.
- Porquê? – passou a sua mão pela minha perna enquanto falava.
- Estou admirada como costumava andar por aí de vez em quando.
- Porque é que vocês não se gramam?
- Atenção! – retraí-me, tirei as pernas minha pernas de cima do Mario e olhei-o – eu não tenho nada contra o teu irmão, eu juro mas não sei acho que as coisas começaram a ficar estranhas. Nós até nos dávamos bem ao início mas não sei…ele não gosta de mim.
- Gosta sim.
- Não gosta não. Olha para mim como se eu fosse uma ameaça.
- Tem ciúmes se calhar.
- Duvido… - voltei a aproximar-me dele e desta vez sentei-me nas suas pernas – se calhar tem algum plano com a tua ex-namorada para me aniquilar ou coisa parecida – passei a minha mão ao de leve sobre o seu rosto enquanto falava.
- A minha ex-namorada nem sabe que tu existes.
- Uma mulher sabe sempre quando está a ser traída.
- Então ela não deve ser mulher.
- Mario! – repreendi, afinal ela tinha sido traída – devias ter vergonha de ter traído a top-model da… - boa, nem o nome dela me lembro.
- Ann.
- Isso.
- Porque é que estamos a falar dela?
- Não sei.
- Vamos mudar de assunto.
- A minha tia anda a ter noites escaldantes, segundo ela, com o Weidenfeller.
- O Weidenfeller, o nosso Weidenfeller do Dortmund?
- Sim, Mario, conheces outro?
- Não…mas isso é bonito!
- Bonito? Onde é que isto é bonito? Ela não tem idade para isto.
- Saíste-me cá uma conservadora – falou enquanto me colocava as mãos no meu rabo.
- Não tem nada a ver com ser conservadora mas…
- Estás com ciúmes, estás habituada a ter a Evelyn só para ti, é isso?
- Ela tem uma coleção para acabar em Barcelona…
- Ela não vai deixar de ser tua tia só porque arranjou namorado, nem vai deixar de te dar o amor que te dava…pode é deixar de te dar mais atenção mas eu compenso-te na atenção – a sua mão acariciou-me a face e os seus lábios começaram uma sequência de pequenos beijos perto dos meus lábios.
- Vou ter que me habituar à ideia, não é?
- É – assentiu com a cabeça.
Ouvimos a chave e a porta a abrir-se. Afinal ele não estava cá mas tinha acabado de chegar. Agarrei a face do Mario entre as minhas mãos e acabei por beijá-lo. Não estava para ouvir as bocas foleiras do Fabian, quanto menos falássemos um com o outro melhor.
- Boa noite! – o Mario bem que tentou responder, algo que não permiti – Boa noite! – voltou a repetir.
- Thaís… - sussurrou o Mario entre beijos.
- Cala-te. – falei baixo continuando a beijá-lo.
Ouvimos os passos a afastarem-se, finalmente sozinhos outra vez.
- Qual vai ser a tua próxima maldade?
- Sexo! Portas e janelas abertas, gritos de prazer para o teu irmão sentir a nossa…cumplicidade.
- És completamente…doida!




- Thaís? – a voz do Mario suava naquele quarto já iluminado pela luz do sol.
- É pá oh Mario, deixa-me dormir!
Deitou-se junto a mim, já estava vestido. Deu-me um pequeno beijo nos lábios e o seu cabelo ainda molhado, deixou a minha cara húmida.
- Ainda me estou a tentar habituar ao teu mau humor matinal. – não tinha nenhum tipo de coberta sobre mim, o Mario tinha afastado os lençóis e cheguei o meu corpo mais perto do dele para não ter frio já que só tinha vestido roupa interior – não queres vir comigo ao treino?
- Tenho cara disso?
- Thaís…ainda por cima é treino aberto.
- Ainda por cima? Logo…não. Estás a ver-me com cara de namorada perfeita a ir para o teu treino e ouvir miúdas histéricas a gritar o teu nome e os dos outros todos?
- Oh Thaís.
- Oh miúdo cala-te! – virei-me para o outro lado da cama - E vai mas é embora que depois chegas atrasado, expulsam-te do clube e vais para o outro lado do mundo e eu tenho que ir atrás.
- Thaís…se eu muda-se de clube, tu ias comigo?
- Ia…desde que não fosses para a China nem para o Japão, é que aí não gosto muito da cultura.
- Estás a falar…a sério?
- Não. – respondi rapidamente.
- Mas…
Levantei-me da cama e peguei numa das camisolas dele que estava espalhada pelo quarto e vestia.
- Mario, vai-te lá embora.
Levantou-se também da cama e chegou perto de mim dando-me um beijo de despedida.
- A brincar, a brincar…dizes a verdade! – atirou saindo pelo quarto.
- Talvez… - disse-lhe por fim piscando o olho.
Acabou por sair e ouvi a porta bater uns segundos depois. Fui até à cozinha para beber um pouco de água. Hoje iria-me encontrar com os meus companheiros de casa e estágio. Dividir quartos, ver como era a casa. Precisava de tomar um duche e vestir-me para ir ter com eles.
Peguei num copo de água e debrucei-me sobre a bancada de costas para a porta. O meu telemóvel tocou com uma mensagem do Mario.

Almoças comigo pipoca? Aí em casa à 1h.

Respondi-lhe que sim. E virei-me para trás para voltar para o quarto. Deparei-me com o Fabian especado a olhar para mim ou para o meu rabo.
- Bom…dia. – disse-lhe esperando por alguma reação. Estava contente demais para ser ele a estragar-me o dia. Não o iria tratar mal nem ignorar.
- Bom dia. – respondeu ainda um pouco a leste.
- O Mario deixou-me uma chave, quer dizes devolveu-me aquela que ele já me tinha dado uma vez, tu tens a tua, certo?
- Sim…
- Bem, eu vou sair. – passei por ele indo para o quarto.
- Thaís…?
- O quê? – perguntei admirada, o que é que ele poderia querer?
- Nada…
- Tudo bem. – voltei para o quarto. Aquele rapaz é mesmo estranho, realmente. Voei até à casa de banho para me preparar para sair.


- Olá! – a porta do apartamento estava aberto malas à porta e vozes pela casa.
- Já chegaste! – disse-me a Alicia vindo até mim e cumprimentando-me.
- Olá! – saudaram Luke, Liam e Luna que já estavam por ali.

Aquelas horas foram passadas a falar em tudo, na casa, onde íamos estagiar e do que esperávamos do estágio. Estava ansiosa por começar.
O apartamento ainda era grande, tinha uma sala de estar bem grande e três quartos, um com uma cama e os restantes com duas cada um. Os rapazes ficavam juntos no mesmo quarto e o resto do problema era a Alicia, ela e o seu feitio pouco fácil de lidar. Acabou por se ir embora deixando bem claro que agradecia que lhe deixássemos o quarto individual, como lidar com aquela rapariga?
Não me importava nada de ficar com a Luna no mesmo quarto, o meu feitio mais difícil só se refletia quando falava com rapazes e além de a Alicia me avisar que a Luna não era boa pessoa não me importei um pouco, acho que até tem uma cara bem simpática tal como aparenta ser.
- Bem – comecei quando nos sentamos os quatro no sofá da sala, a Alicia já se tinha ido embora – acho que nunca nos apresentamos como deve ser, eu sou a Thaís.
- Tens namorado? – perguntou o Luke de rajada.
- Muito bem, eu a tentar ser querida e apresentar-me como deve ser e é essa a pergunta que fazes.
- Tens ou não? – insistiu levando os restantes a rir.
- Tenho.
- Que pena. – declarou.
- Luna, com aquela birra da Alicia, não te importas de ficar no mesmo quarto que eu, pois não? – perguntei.
- Claro que não – respondeu com uma simpatia significativa – não és alemã pois não? – perguntou um pouco a medo, talvez tivesse receio que lhe respondesse mal.
- Não – sorri, iria repetir a mesma história e iriam surgir perguntas por isso decidi fazer um resumo rápido – nasci em Lagos, em Portugal e por algum motivo fui trazida para Dortmund e adotada pelos meus pais.
- Então…és portuguesa? – perguntou o Liam que falava pela primeira vez.
- Meia portuguesa meia alemã, essa sou eu. – esclareci sorrindo.


Cheguei a casa do Mario, quase na hora de almoço. Detive-me à entrada da porta, só se ouviam vozes de rapazes, pronto…tinha trazido a equipa inteira. Coloquei a chave na fechadura e rodei devagar para não fazer barulho ao entrar. Não estava ninguém na sala de estar, as vozes vinham da cozinha. Andei um pouco para o lado para ver o que faziam eles.
- Mario viraste? – estava completamente chocada, Thomas Müller tinha uma tanga minha na mão enquanto os outros se riam e o Mario o olhava com cara séria.
- Não mexas nisso! – atirou o Mario tão chocado quanto eu.
- Mas viraste ou não? – voltou a perguntar – de quem é que é isto?
- É meu…Thomas Müller – entrei na cozinha e todos me olharam, assustados até – não sei se a Lisa iria gostar de ver esta tua figura…com a tanga da namorada do teu amigo nas mãos.
O ambiente ficou constrangedor, todos me olhavam assustados. Decidi tomar a palavra para o ambiente ficar normal.
- Bem, eu vou sair ali pela porta de entrada buscar uma coisa que me esqueci no carro e volto para começarmos de novo, que tal?
Dei meia volta e saí pela porta, só a mim é que me acontece disto. Respirei fundo e rezei para não encontrar o mesmo cenário. Voltei a entrar pela porta e ir até À cozinha.
- Olá – saudei tentando ser amável.
- Olá – saudaram todos.
Reparei no David no outro lado da cozinha, encostado a um canto e rumei até lá.
- Olá…David Alaba – coloquei o meu braço por cima do seu ombro, os saltos permitiam-me isso.
- Lembrei-me agora…que tenho uma coisa a fazer…almoço com vocês outro dia. – só o vi a fugir, a despedir-se deles e a sair pela porta.
- Fogo! – barafustei – sou assim tão feia?
- Não Thaís, ele é que é tímido. – explicou o Thomas.
- Tu cala-te, Thomas Müller, que eu não me esqueci do que tinhas nas mãos há pouco! – disse levando todos a rir.


- Onde é que tu aprendeste a jogar assim?
- Assim como, Mario Götze? – perguntei a gozar.
- Assim… - apontou para o ecrã da televisão.
- Assim, a ganhar-te e a jogar com o Mainz 05 e tu com o Bayern de Munique? – assentiu com a cabeça enquanto estava focado no que fazia – ah, eu aprendi a jogar Pro Evolution Soccer com o Thomas – olhou-me confuso – não o teu Thomas, o meu Thomas, o Thomas Steiner. Aquele que me mandou rosas quando o meu namorado não o soube fazer.
- Não vou comentar isso.
- Não comentes, não. Vou dormir no tapete? – perguntei com a falta de reação da parte do Mario.
Decidi largar o comando, ele estava sentado no chão com as pernas cruzadas. De gatas fui até atrás dele, coloquei as minhas mãos no seu pescoço e deixei-me cair sobre as suas costas.
- Thaís…vais perder.
- Oh, deixa lá o jogo. – coloquei a minha boca perto do seu ouvido – és tão ciumento, meu Deus – sussurrei, mordendo depois o seu pescoço.
- Tu provocas! Estás sempre a provocar e se eu agora te fizesse alguma surpresa romântica tu ias dizer: Oh Mario que coisa foleira! – disse tentando imitar a minha voz.
- Sou mulher! Muitas das vezes eu não sei o que quero mas sei uma coisa…eu quero-te a ti.
Virou-se para trás, encarando-me. Fez pressão sobre o meu corpo e deitou-se sobre mim no chão.
- Tão querida, amor.
- Vai chamar amor às tuas amigas, a mim não.
- Pronto, tinhas que estragar tudo.
- Não estraguei nada, como vês continuas em cima de mim pronto a comer-me.
- A expressão: comer alguém, é demasiado feia.
- Então, estás em cima de mim pronto a…mastigar-me. – gozei levando-o a rir – já sei! A violar-me.
- Não vais à policia depois, pois não?
- Não, eu deixo que me violes à vontade.
- Mesmo?
- Hum-hum – assenti com a cabeça e tudo começou num ritmo lento.
Beijou-me o pescoço enquanto as suas mãos passeavam pelo meu corpo a uma grande velocidade. Uma das suas mãos entrou por baixo da minha camisola e fez pressão sobre uma das minhas mamas.
- Tem cuidado, Mario! – avisei.
- Desculpa, a culpa é tua de seres tão irresistível e de teres as mamas tão sensíveis.
- Hás de precisar delas e depois não ter!
- Vá, eu trato-as com carinho – declarou passando agora a sua mão mas de forma calma e com delicadeza.
Ouvimos a porta a bater, o Fabian.
- Já não tratas é nada! – declarei.
- Boa noite. – saudou – o que é que vocês estão aí a fazer?
- Não é óbvio? – perguntei.
- Eu…vou para o quarto. – informou abanando a cabeça.
- Vai com Deus – disse mais baixo para ele não ouvir – coitado, ele tem namorada?
- Tem.
- Ai tem? Como é que alguém o consegue aturar? – perguntei perplexa.
- Da mesma forma que eu te aturo a ti, vocês são tão parecidos em feitio.
- Ah, que lindo elogio. Acabaste de dizer adeus à tua noite de sexo.
- Thaís…só podes estar a gozar.
Mexi-me no chão saindo de baixo do seu corpo e levantando-me.
- Vou quarto, tenho sono e vou dormir.
- Thaís… - levantou-se e veio atrás de mim.
Despi a minha roupa e mais uma vez deitei-me só de roupa interior.
- Podes dormir no tapete – informei.
Olhou-me pouco convencido e começou a despir-se também.
- Não me tentes seduzir a fazer striptease. – falei colocando uma das almofadas à frente da minha cara.
- Não me consegues resistir – entrou na cama e colocou as suas mãos na minha cintura.
- Aí é que te enganas – entreguei-lhe a almofada – fica com ela e diverte-te durante a noite.
- Thaís Götze.
- Baden! – reclamei – o meu nome é Thaís Baden.
- Não por muito tempo…
- Convencido! Já agora és alguma criança? – peguei num peluche que ali estava, um urso castanho.
- Há crianças na minha família. E vai ser o primeiro peluche do nosso filho.
- Oh miúdo que filho? Não vai haver filhos para ninguém. Tu nem de ti sabes tratar quanto mais de um filho?
- Vai acontecer!
- Pois vai – gozei – tu ficas com a almofada e eu com o peluche.
Agarrei-me ao peluche e afastei-me mais do Mario. Coloquei-me numa posição na cama em que conseguia colocar os meus pés nas pernas do Mario permitindo assim que ele se mantivesse afastado.
- O peluche é mais fofo que tu! – atirei.
- Mas não te dá sexo como eu! Muito menos te faz delirar de prazer como eu faço.
- Não. Tu é que és o tarado aqui e não vives sem sexo.
- Vivo sim.
- Não vives não.
- Vivo.
- Hum – as ideias estavam a surgir – então vamos fazer uma aposta.
- Bora lá.
- Aposto que consigo seduzir o teu amigo, David Alaba sem que ele te vá fazer queixas.
- Eish Thaís. O Alaba? Então de certeza que ganho.
- Veremos…é melhor não duvidares das minhas qualidades enquanto sedutora.
- Se tu conseguires…
- Ficas duas semanas a zeros, sem sexo nem contacto físico.
- Tudo bem, se não conseguires, vamos ter um jantar romântico com noite romântica incluída e vais declarar-te a mim.
- Ai…
- Não estás tão convencida que vais ganhar?
- E vou!
- Então… - tirou-me o peluche das mãos e atirou-o para o chão junto com a almofada – vamos lá agitar as coisas.
- Espera! Vai abrir a porta.
- Para quê?
- Para o teu irmão ouvir e decidir sair de casa.
- És doida…
Voou para cima de mim e colocou as suas duas mãos nas minhas mamas.
- Cuidado… - sussurrei entre beijos mais fugazes.  
- Terei. – declarou.
Levou as suas mãos às minhas costas e num movimento rápido retirou-me o soutien. Tudo estava a levar o seu rumo normal, não havia ninguém para nos interromper. Vagarosamente colocou as suas mãos no fundo das minhas costas, passou suavemente os seus dedos por aquela parte do meu corpo o que me levou a rir.
- Thaís!
- Faz cócegas! – desculpei-me – se fores mais violento a coisa dá-se.
- Nuns lado tem que ser devagar e com cuidado noutros é de força…eu não te entendo.
- Vá Mario, tu sabes onde e como fazer as coisas por isso…
Nada mais disse e continuou com os seus beijos velozes. O meu corpo movimentava-se conforme as suas mãos se movimentavam nele.
Podia usar várias palavras para descrever o que aquele quarto assistiu mas amor acho que é a palavra certa. Fizemos amor de uma forma louca mas mais apaixonada que nunca.
Voltámo-nos a deitar um ao lado do outro. O Mario entrelaçou a sua mão com a minha e sussurrou um: és tão especial, beijando-me a mão.




Estava a sair de casa do Mario com uma das malas que tinha trazido, ia deixá-la ao apartamento onde já estavam os meus colegas instalados. Reparei no Alaba a sair do carro era a minha oportunidade para atacar e ganhar a aposta.
- Olá! – saudei chegando perto dele e pousando a minha mala no chão.
- Eu…
- Tem calma – pedi – só quero falar contigo nada de mais. – não disse nada e decidi arriscar.
- Tens namorada? – perguntei olhando-o com alguma provocação.
- Não.
- Mas já tiveste namoradas não já?
- Eu… - começou a gaguejar e controlei a minha vontade de me rir e ataquei.
- Nunca tiveste uma namorada, Alaba? – afastei um pouco a minha camisola, deixando o meu ombro descoberto e deixando à vista de todos a alça do meu soutien vermelho e com alguma renda – eu adoraria ser a tua primeira…
- Pois… - levou a mão à minha camisola e colocou-a no sítio, tapando novamente o meu ombro – é melhor tapares-te, está frio – bateu muito devagar duas vezes no meu ombro e sorriu envergonhado – vou ter com o Mario que preciso de falar com ele.
Vi-o a afastar-se. Afinal tinha sido difícil mas nada está perdido, desde que ele não vá dizer ao Mario o que se passou…
Coloquei a minha mala no carro e voltei a ir em direção à casa do Mario. Antes de entrar o Alaba abriu a porta e saiu sem dizer uma única palavra. Entrei pela porta de casa e vi o Mario a sorrir, pronto acabei de perder.
- Começa a escrever uma declaração de amor bem bonita.
- Ele é fraquito!
- Pensas que todos te aguentam como eu, não?
- Já reparei que não – vi o seu sorriso convencido a tomar-lhe conta do rosto – não fiques convencido Mario Götze, haverão mais apostas como estas em que eu irei ganhar e tu irás ficar sem sexo!




- Olá família! – gritei quando entrei em casa.
- Está toda animada! – disse a minha mãe assim que me viu – é o que dar passar a semana com o namorado.
- Que namorado, Thaís? – perguntou o meu pai. Boa, agora é que isto vai ser animado.
- Olá pai. Estás bem? Eu também, obrigado por perguntares. Como é que foi Berlim? Fogo, já não nos vemos há um mês e tal… - atirei.
- Desculpa – chegou perto de mim e abraçou-me – tive saudades tuas.
- Eu também.
- Que conversa é essa do namorado?
- Pai! – repreendi.
- Há quanto tempo é que isso dura?
- Umas semanas – informei.
- Quem é?
- Um rapaz.
- Thaís…!
- Oh pai! É um rapaz.
- Acho que é melhor lhe dizeres que rapaz é. – disse a minha mãe rindo-se um pouco.
- Mãe! – repreendi entre dentes.
- Thaís, fala de uma vez.
- Ui – respirei fundo e fechei os olhos tentando ganhar coragem – é o Mario Götze – disse rápido.
- O quê? – perguntou perplexo.
- O Mario Götze…
- Eu ouvi bem só não queria era acreditar.
- É! Se fosse o Marco ou até se eu voltasse para o Thomas não havia problema mas namoro com o Mario já fazem aí uma tempestade do tamanho do mundo.
- O Marco é bom rapaz, tal como o Thomas.
- E o Mario não é?
- Mas…
- Mas nada pai…não me interessa em que equipa joga, se é guarda-redes ou é ponta de lança, não me interessa se marca golos ou os deixa por marcar, eu gosto dele e nada nem ninguém me vai impedir de namorar com ele.
- Tudo bem – assentiu com a cabeça e sentou-se no sofá.
- Pensei que ia ser mais difícil! – admiti levando a minha mãe a rir.
- Não te livras de me apresentar o Mario num jantar.
- Pai!
- É pegar ou largar!
- Está bem, um dia…
- Não, vamos a Munique o próximo fim-de-semana para estar com a Cíntia, por isso esperamos que o jantar seja nessa altura.
- Não pode, o próximo fim-de-semana o Mario joga fora.
- Não joga não, jogam em casa com o Dortmund. Aproveitamos e vemos o jogo. – disse o meu pai com um sorriso típico no rosto.
- Não acredito… - sussurrei indo até ao meu quarto.


- Que fofo! O teu pai quer conhecer o Mario. – disse a Halle sentando-se na mesma cama.
- Não sei se o quer conhecer ou analisá-lo para encontrar a melhor forma de abater o alvo.
- Não exageres! – disse rindo.
- Devias ver como ele reagiu…
- É o choque inicial. Olha como tu reagiste quando soubeste que a Evelyn estava a sair com o Roman.
- Por falar nisso…ela já foi para Barcelona, certo?
- Sim…e deixou muitas saudades ao Roman.
- Mudemos de assunto…outra preocupação: o meu pai vai a Munique a semana que vem e com quem é que o Bayern joga no próximo fim semana?
- Não pode…o Dortmund! – disse animada.
- Sim, o Dortmund. Agora vê a cena: o meu pai vai ver o jogo e quer conhecer o Mario.
- Ou seja, vai ver o namorado da filha a jogar contra a equipa do seu coração…
- É isso mesmo.
- Avisa o Mario para inventar uma luxação qualquer no ombro, com a desculpa de sexo a mais.
- Não digas asneiras, Halle! Tu não dizes nada de jeito, rapariga. O Marco anda-te a afetar os neurónios todos. Como é que andam as ameaças?
- Mais nenhuma por enquanto.
- Eu disse-te que isso não era nada de mais.
- Daqui a duas semanas tenho um almoço em minha casa com o Marco e os pais.
- Eu diria que estão à beira do casamento para fazerem um almoço desses.
- Tu não fazes almoços desses porque a tua mãe e a do Mario já se dão bem há algum tempo. Já a minha mãe e a do Marco ainda não se conhecem.
- Vai se lindo, aposto que vai correr às mil maravilhas.
- Esperemos que sim – disse agarrando-me a mão e beijando a minha face.




Domingo à noite tinha chegado e o meu coração queria sair pela boca. Estava mesmo ansiosa com o começo do estágio no dia seguinte. Estávamos todos na sala. Já nos tínhamos ambientado e até ganhando confiança uns com os outros. Alguém tinha batido à porta e como ninguém se dignou a levantar-se para a abrir, levantei-me eu.
- Mario? – não acreditava que ele estava ali. Tinha sido bem clara quando lhe disse para só colocar os pés naquele apartamento em emergências – não ouviste o que é que eu te disse? – perguntei mais baixo só para ele ouvir. Estava a ser observada por todos que se perguntavam quem estava ali.
- É uma emergência grande, tenho saudades tuas, Thaís.
- És tão chato! – peguei na sua mão e arrastei-o até ao interior da casa – bem, este é o Mario…o meu namorado. – apresentei levando a que houvessem olhares confusos e admirados ou até olhares perigosos como o da Alícia.





(Halle)

- Marco! – protestei – despacha-te que eu quero ver o the voice, que a esta hora já começou!
- Tem calma. – saiu do carro que estava estacionado do outro lado da rua.
- Eu vou indo. – informei começando a atravessar a rua.
Fui surpreendida por um carro que não parou enquanto eu atravessava a rua. Caí num chão embatendo com o cotovelo e com o joelho no alcatrão.
- Halle! – gritou o Marco correndo até mim.
Ouvi o barulho do carro a desaparecer, ainda não estava bem em mim. Tudo aquilo me parecia irreal. As ameaças tinham sido cumpridas.
- Estás bem? – baixou o seu corpo e ajudou-me a levantar.
- Espera – o meu coração batia a uma velocidade imensa e a minha respiração estava descontrolada – ouve, eu tenho recebido ameaças a ver com o meu namorado que és tu e…eu não te contei nada mas não foi por mal. Apenas decidi não ligar entendes? E…isto deve ter sido a pessoa a cumprir as ameaças.
- Mas… - olhou-me confuso – quem te tentou atropelar…foi a Ann, a ex-namorada do Mario.




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Boa tarde !
Trago-vos aqui mais um capitulo. 
Espero que esteja do vosso agrado.
Preciso de opiniões! Isto está para dar uma grande volta...
Beijos,
Mahina ღ

domingo, 7 de setembro de 2014

26º Capitulo - « Este agora entra aqui pensa que é tudo dele…»

- Não te despediste do Mario – a Halle falou, rodando a chave de casa e abrindo a porta.
- Eu nunca me despeço deleque mentiraalém disso ele vai voltar para Munique não vai para Marrocos.
- Admite, vais ter com ele esta semana.
- É essa a minha intenção, sim.
- Thaís…queres que eu te conte…tudo?
- Sim, claro. Quando me quiseste contar da outra vez não quis ouvir e esqueci um pouco o assunto mas fala. Lembro-me que me disseste que engravidaste aos dezasseis.
- Estás tão…animada!
- Então? Eu ganhei aquilo! As minhas meninas arrasaram e ganharam aquilo e além do mais a vida está a correr-me tão bem…estou só de ouvidos para saber essa tua história com a Lóris. Já agora…foste tu que lhe deste o nome?
- Sim…mas às vezes as famílias de acolhimento mudam o nome mas nela não…foi mais uma prova de que era ela.
- Vá, conta-me tudo.
- Como já sabes engravidei aos dezasseis de um rapaz chamado Kyle que nunca mais ouvi falar na minha vida. Foi complicado, andei entre obstetra e psicólogo durante nove meses. Os meus pais passaram-se da cabeça quando souberam, ouvi os típicos sermões de: vais estragar a tua vida, não tens maturidade para ter um filho, não sei como pudeste deixar que isto acontecesse…foi um verdadeiro filme a minha vida nesse ano mas consegui passar de ano e como quando tive a Lóris, pouco depois de fazer dezassete anos, ela foi logo para a adoção não me afetou nada em termos escolares. – fez uma pausa respirando fundo – isto é o essencial. Os meus pais deram-me a escolher se eu queria ficar com a criança ou não, depois dos sermões tive a confirmação do apoio deles se eu quisesse ficar com a minha filha mas eu tinha a noção que com aquela criança na minha vida tudo iria mudar e por isso preferi dá-la para adoção…mas nunca pensei que doesse tanto separar-me dela quando nasceu… - uma lágrima rolou pelo seu rosto – e bem…acho que é isto.
- Como é que a descobriste?
- A segunda vez que fui aos teus ensaios com elas, a Lóris saltou-me logo à vista. Aquele cabelo encaracolado, aqueles traços latinos e o nome…quando falei com ela a primeira vez senti que era ela mesmo e a Lóris confirmou quando me disse que a mãe dela não teve uma barriga grande quando ela nasceu – ri-me juntamente com a Halle, era uma expressão engraçada para dar a entender que não era a mão biológica dela.
- E agora? O que pensas fazer?
- Acho que nada...ela está feliz, está acolhida por uma família que a ama de certeza, se falar com os pais dela podem achar que eu quero ficar com ela ou coisa parecida, algo que eu não quero de todo. Não é que não me importasse mas ela agora tem uma família e está feliz.
- Mesmo assim…podias tentar qualquer coisa. Tenho a certeza que ela tal como eu tem curiosidade de conhecer a mãe biológica, se calhar na idade dela ainda não mas terá.
- Tu tens curiosidade de conhecer a tua mãe biológica?
- Que pessoa que é adotada é que não tem? Tento não pensar muito nisso, é verdade, mas tenho curiosidade sim e um dia gostava de a conhecer. – abanei a cabeça libertando-me daqueles pensamentos – arrependeste? – perguntei curiosa.
- Não. Não me arrependo. Sou feliz, tenho amigos perfeitos, namorado perfeito e família perfeita também, se há coisa que não me arrependo é de dar a Lóris para adoção, pelo menos sei que ela é feliz e não se comigo o tinha sido.
- Isso é realmente bonito. – o som da porta a abri chamou a nossa atenção e olhámos as duas para o Marco que entrava.
- Desculpem, interrompi alguma coisa?
- Não. – disse a Halle com um sorriso no rosto – já tínhamos acabado.
- É! Este agora entra aqui pensa que é tudo dele… - atirei brincando.
- Estás com ciúmes? O teu namorado disse que nem te despediste dele…
- Foi cheio de ciúmes para Munique? – perguntou a Halle rindo.
- Foi e disse para te dizer, Thaís Götze, que tem saudades de te comer.
- Thaís, deixaste o Marinho com falta – a Halle falava em tom de gozo enquanto o Marco se sentou nas pernas dela.
- Oh! Calem-se, quem não deve estar com falta é a minha tia.
- A Evelyn? – perguntou o Marco.
- Sim, só pode haver uma razão para ela não ter ido ver a apresentação…sexo!
O Marco e a Halle riam-se como se soubessem de algo que eu desconhecia. A porta voltou a abrir-se e desta vez foi a minha tia que entrou.
- Boa noite meus corações! – saudou com uma alegria enorme fazendo com que a Halle e o Marco se rissem ainda mais.
- Agora toda a gente tem a chave desta casa? – perguntei perplexa – agora só falta aí entrar o engate da minha querida tia!
- Olha que…é só o Marco dar aqui uma festa. - a Halle falou continuando a rir-se.
- Não vos entendo! Está tudo a rir-se porquê?
- Nada, minha querida – a Evelyn sentou-se junto a mim dando-me um beijo na bochecha – desculpa não ter ido à tua coisita, a loucura chamou por mim.
- Não acredito que acabei de ouvir isto… - sussurrei.
- Ai – suspirou, estava apaixonada? Olhei-a esperando uma resposta para aquele suspiro – sabes como é… - explicou – ainda por cima é bom com redes, é de aproveitar.
- Não… - começava a juntar as peças na minha cabeça, amigo do Marco, bom com redes – Não, não e não! – levantei-me colocando-me em frente à Evelyn – o Weidenfeller?
- Roman é o nome dele. – advertiu.
- Mas tu és velha!
- Thaís! – repreendeu-me – eu tenho trinta e cinco anos, não sou velha!
- És para encontrar agora o amor! Eu nunca te vi suspirar assim! E…e o Weidenfeller?
- O que é que tem? Tu também não andas com o Mario Götze?
- Mas…mas como é que vocês se conheceram?
- A Evelyn saiu comigo e com o Marco há dois dias – a Halle que até agora não pronunciava uma única palavra falou – e conheceu o Roman.
As palavras faltavam-me, estava perplexa com isto tudo.
- Agora eu tenho que ir – olhou para o relógio – combinei ir jantar com o Roman. Adeus meninos – levantou-se, chegou perto de mim e beijou-me a testa – adoro-te pirralha e não digas que sou velha que me ofendes.
- Não és velha, és uma jovem – disse-o como se o fizesse sobre o efeito de algum tipo de droga. Saiu pela porta com um sorriso estampado na cara – viram aquilo? – a Halle já tinha trocado de lugar com o Marco e agora estava no seu colo – isto não é normal!
- É o amor Thaís – disse a Halle.
- Amor? A culpa é tua, Marco! A culpa é toda tua porque os apresentaste!
- Thaís, eles são tão fofos.
- Vocês acham aquilo fofo?
- Sim – responderam ao mesmo tempo.
- Não é fofo! – contrariei.
- Agora tens a Tia Evelyn e o Tio Weidenfeller. – atirou o Marco gozando.
- Cala-te! Isso é horrível de imaginar.
- Vai-te habituando Thaís. Ela…está mesmo apaixonada. – concluiu a Halle com o seu sorriso típico na cara.


Jantámos os três calmamente. Não pararam de gozar os dois comigo por causa do mais recente amor da minha tia. A verdade é que nunca a tinha visto tão contente. Quem sabe esta vinda a Dortmund não lhe mude a vida.
- Sempre tive uma dúvida acerca de vocês. – disse a Halle no fim do jantar.
- O quê?
- Vocês conheciam-se, certo? Mas não se davam? É que na festa em casa do Marco eu tive a sensação que vocês mal se falavam.
- Eu passo a explicar – tomei a palavra preparando-me para contar toda a história desde o inicio – eu e o Marco conhecemo-nos desde que eramos crianças acho eu mas nunca tivemos assim uma ligação forte. Até porque ele era muito feio – gozei.
- Thaís! Não era nada – barafustou a Halle.
- Pois não. Ele era lindo – disse em tom de ironia – bem os nossos pais trabalham há muitos anos juntos e vem daí tudo mas nunca nos demos como amigos.
- A Thaís era rabugenta e uma pequenita estúpida.
- Era bem fofa eu! – defendi-me – continuando e terminando. Chegamos a passar ferias juntos quando eramos mais pequenos mas na adolescência deixamos de nos encontrar, só em jantares ou almoços e muitas vezes o Marco nem ia por causa do futebol, suponho.
- Sim, deixei de passar ferias com os meus pais e excluir esses almoços da agenda quando no Dortmund aquilo começou a ser a sério.
- E agora aqui estamos nós. Eu cada vez mais linda, ele cada vez mais feio.
- Ela chata e rabugenta como sempre.
- Não te queixes que de mim só levaste uma chapada, agora é a Halle que te tem que dar as chapadas que mereceres.
- Bateste no meu Marco? – perguntou a Halle acariciando-lhe o rosto.
- Foi só uma chapada! E foi devagar.
- Dizes que foi devagar porque não a sentiste!
- Olha eu lembro-me eu tinha para aí uns dez anos e tu devias ter uns treze. Estávamos a passar férias no sul de França. Os meus pais tiveram a bela ideia de pôr o Marco a tomar conta de mim. Eu queria ir à água e ele disse que não, eu entrei na água, o menino Marco agarrou-me o braço e puxou-me para fora da água e levou uma chapada.
- Vê lá como ela já era bruta…e eu só estava a protege-la.
- Então conheceste a Cíntia? – perguntou a Halle ao Marco.
- Sim, essa não era tão chata. – atirou.
- Eu nunca fui chata! Tive muitos namorados quando era pequena.
- E depois deste-lhes chapadas e eles fugiram – gozou o Marco.




- Vamos sentir a tua falta – disse a Emma pegando na minha mão – gostamos muito de ti – disse como que falando por elas todas.
- Eu também gosto muito de vocês e eu não sei o que vou fazer a seguir ao meu estágio mas eu estarei sempre presente esteja onde estiver.
- Como? – perguntou uma delas.
- Eu tenho-vos aqui – encostei as minhas duas mãos ao meu coração – e sei que cada uma de vocês também me tem aí. Mesmo longe, eu estarei presente.
Ainda algumas me olhando com alguma dúvida sorriram. Esta despedida delas estava a custar-me tanto, sentia-me tão completa junto delas e deixá-las não estava a ser tão fácil como imaginei.
- Até ao verão, vocês vão ficar com o Denis. – olharam-me não muito contestes – meninas – pedi – eu sei que vocês até gostam dele e ele também gosta de vocês.
- Mas ele, não és tu – disse a Lóris levando-me a sorrir. Agora prestava atenção quando falava com ela, havia mesmo algo que fazia lembrar a Halle. O olhar…talvez fosse o olhar.
- Mas eu volto, eu prometo que volto. – assegurei – agora abraço de grupo. – baixei-me ficando da altura delas, abraçaram-se a mim e fechei os olhos saboreando aquele momento. Como é que seres que mal sabem o que é o amor, o conseguem dar numa quantidade tão grande?



Arrumava alguma da minha roupa na mala enquanto a minha mãe me olhava.
- Não gosto nada de fazer malas – cometei enquanto deliberava comigo mesmo que roupa se adequaria melhor ao tempo que fazia.
- Thaís…a viagem não é demasiado grande?
- Mãe, já a fiz algumas vezes.
- Mas nunca a conduzir! Ainda são algumas horas de viagem.
- Já sou grande!
- Continuas a ser a minha menina e tenho medo que te aconteça alguma coisa.
- O Mario costuma-me tratar bem.
- Não me refiro ao Mario, eu sei que ele te trata bem, referia-me à viagem.
- Eu sei mas está tudo bem, vai correr tudo bem. – assegurei.
- Pronto, está bem, vou deixar de me preocupar tanto. O teu pai vem esta semana.
- Eu venho cá no fim-de-semana, não conto ficar lá com o carro no estágio mas agora para levar as malas todas dá jeito.
- Ele não sabe do Mario.
- Nem tem que saber! – disse olhando-a de relance.
- É teu pai.
- E tu és minha mãe.
- Eu não lhe vou contar, vais ter que ser tu a fazê-lo.
- Tudo bem. Duvido que aquele namoro dure muito por isso…
- Não mintas. Nessa tua cabeça esse namoro é a coisa mais preciosa que tens neste momento. – não me atrevi a responder, tinha que acabar de fazer as malas.




- Cheguei a Munique! – disse à Halle que estava em alta voz.
- Boa! Chegaste a Munique não a casa do Mario.
- Isso é agora é fácil, morada dele no GPS resolve. – coloquei os dados no GPS esperando que encontra-se o caminho – quinze minutos e estou lá.
- O vosso apartamento é muito longe da casa do Mario?
- Sim, ainda é um bocado.
- Assim já não podes escapar de noite para ir ter com ele.
- Essa nunca foi a minha intenção, Halle.
- Vocês agora vão ter uma semana bonita com muito amor.
- Provavelmente…mas sem a parte do amor.
- Na vossa cara está estampado amor.
- É amor é principalmente com o irmão dele lá em casa.
- O Fabian?
- Sim, essa coisa. – disse desvalorizando-o.
- Pensei que vocês se davam bem.
- Ele não gosta de mim…
- Tal como tu não gostas dele.
- Sim! Temos isso em comum pelo menos.
- Bem – a voz da Halle mudou – recebi outro papel pouco bonito que indiretamente diz que se não me afastar do meu namorado, o Marco, a minha vida será arruinada.
- Será que o Mario também tem fãs dessas?
- Thaís…e se não for uma fã?
- É uma ex-namorada dele.
- Tenho medo, Thaís.
- Conta-lhe? Porque é que não lhe contas?
- Não o quero preocupar com isto.
- Tens medo de lhe contar.
- Também…
Olhei em volta em quanto conduzia e avistei a casa do Mario ao fim da rua. Tinha o carro cá fora, algo que não era muito comum.
- Halle… - disse-lhe com uma vontade enorme de me rir.
- Eu conheço essa voz, que porcaria fizeste, tu?
- Acabei de atropelar o carro do Mario.
- O quê? – perguntou perplexa.
- It’s not my fault. A culpa é do Mario que não sabe estacionar o carro dele como deve ser.
- Fizeste muito estrago?
- Que pergunta é essa? Claro que não! Foi só um mini atropelamento. Um toque mínimo. Esta porra é que ligou o alarme. – peguei no meu telemóvel e saí do carro – oh.
- Oh?
- Sim…nem se nota que lhe atropelei o carro.
- Querias que se notasse?
- Tinha mais piada.
- E levavas um sermão daqueles do Mario.
- E acho que ainda vou levar – olhei para a frente da casa do Mario, ali estava ele a sair de casa e a vir até mim com uma cara assustadora – vou desligar, beijinho.
- Se ele te matar, liga. Beijo.
- Thaís Baden o que é que tu fizeste ao meu carro?
- Nada! – menti – desliga mas é alarme que ainda acordas a tua vizinha da frente, a senhora quer dormir de certeza.
- Olha para isto! – disse apontando para a traseira do carro onde não se notava absolutamente nada a meu ver.
- Isso não tem nada, Mario.
- Coitadinho!
- Sim…coitadinho foram-lhe ao… - decidi não acabar a frase o olhar do Mario assustava-me.
- Tu foste-lhe…
- O meu carro é que foi. E a culpa é tua porque não sabes estacionar um carro como deve ser. E não negues! – ele ia falar mas continuei sem o deixar dizer uma única palavra – porque eu bem vi como estacionaste o carro no parque de estacionamento da garagem do estádio da outra vez.
- Estava com pressa…
- É e eu também estava com pressa para chegar aqui e ver-te mas…tive uma receção tão boa, é que nem te dignaste a dar-me um beijo!
Chegou perto de mim, colocando a sua face perto da minha mas afastei-me.
- Não quero! – barafustei – agora não quero! Primeiro tratas-me mal e agora vens-me dar um beijo.
- Eu não te tratei mal – olhei-o tentando que ele percebesse o que tinha a fazer – desculpa ter discutido contigo.
- Desculpa ter atropelado o teu carro.
- Ele não interessa – desvalorizou – tenho saudades tuas – voltou a aproximar-se de mim, não me afastei e ele juntou os seus lábios aos meus. Tinha saudades daqueles beijos. Daquelas suas mãos que já passeavam por todo o meu corpo, tinha sentido falta de tudo aquilo durante os dias que havia ficado sem ele.
- Sabes? – mordi-lhe o lábio inferior afastando-me depois para continuar a falar – a Thaís é toda tua durante esta semana.
- Que plano tão tentador. – concluiu juntando novamente os seus lábios aos meus calmamente.