segunda-feira, 25 de agosto de 2014

25º Capitulo - « Então escolheste mal o teu namorado. »

A primavera havia chegado, o vento soprava calmo. O jardim de casa do Mario estava extremamente bonito, algumas das flores estavam abertas e algumas das arvores já tinham aquela beleza que vinha com esta estação.
- Pensei que não vinhas – disse entrelaçando a sua mão com a minha.
Estávamos deitados na relva, o dia estava bonito, verdadeiramente agradável.
- Por enquanto acabei o que tinha a fazer antes do estágio, só ponho os pés naquela universidade daqui a dois meses.
- Podias passar esta semana aqui comigo… - propôs.
- Não posso – rolei na relva ficando com maior parte do meu corpo sobre o dele – tenho a apresentação das miúdas e a minha.
- Que apresentação?
- Resumindo…sabes que dou as aulas às miúdas? Incluindo a Emma, a tua prima. – assentiu com a cabeça e prossegui – não sou só eu que o faço. Há mais raparigas e mais rapazes por Dortmund e arredores a fazer o mesmo. E no começo das férias de verão costumamos juntar-nos e fazemos a apresentação, é tipo de um concurso em que eu concorro com as meninas e os outros com os alunos deles.
- Entendo. Mas ainda está longe de começar as férias de verão e falaste numa apresentação tua?
- Sim, bem não sou a única a entrar em estágio e decidimos que este ano fazíamos no final de mês de Março, ou seja, já no final desta semana. E bem, falei na minha apresentação porque nós, ‘’professores’’, também fazemos uma, o Denis é quem orienta as coisas. Esta semana tenho: os ensaios das miúdas, os meus ensaios e ainda tenho que ir a Barcelona.
- O quê? – perguntou rebolando na relva e colocando-se ele sobre mim.
- Ah… - pronunciei – eu não te contei.
- Não me contaste o quê? – levantou o seu tronco e sentou-se na relva. Fiz o mesmo, estava com cara séria.
- Calma Mario, está tudo bem – assegurei, agarrando as suas mãos. – a minha tia disse que precisava de mim em Barcelona, ainda não sei bem porquê mas desconfio.
- Ela não estava em Berlim?
- Estava, acho que começou lá a fazer a nova coleção mas sabes como ela é…
- Saber eu não sei mas…desconfio.
- Não queres vir comigo para Barcelona?
- Quem joga no meu lugar?
- Mario…tu não jogas…tu aqueces o banco.
- Obrigada Thaís! – disse num tom irónico. Se calhar fui demasiado parva com ele.
- Desculpa – pedi de cabisbaixo – sou muita parva de vez em quando mas não é por mal, eu gosto muito de ti e tu sabes disso. E eu estava a brincar não é? Eu não costumo ver os teus jogos mas aposto que mesmo a aqueceres o banco és bem sexy.
- És mesmo doida. – aproximou-se de mim e beijou-me sem que eu esperasse.
- Mario…? – olhou-me e decidi prosseguir – não te arrependes de estar comigo?
- Porque me haveria de arrepender?
- Porque…não sei, deve haver aí modelos todas cheias de curvas e todas magras a querer-te e eu sou apenas…eu.
- És apenas tu…a Thaís linda e querida que é minha namorada.
- Não digas isso…
- Que és minha namorada?
- Sim, soa estranho.
- Tu aceitaste!
- Não há provas! – argumentei, sorrindo depois.
- Thaís…tu disseste: sim Mario, amor da minha vida, eu aceito namorar contigo.
- Não, eu não disse nada disso…
- Disseste…
- Não…
- Sim… - disse fazendo com que eu me voltasse a deitar e colocou o seu corpo sobre o meu.
- Não! – abanei a cabeça em sinal negativo.
- Sim! – colou os seus lábios aos meus com delicadeza – podemos continuar esta discussão lá dentro.
- Sim, é melhor…esta relva começa a ser desconfortável – disse rindo-me juntamente com o Mario.




- Quatro, cinco, seis, sete e um, dois, três – o Denis ia-se movimentando pelo chão enquanto nos ensinava a coreografia à nossa frente.
- Espera lá! – interrompi colocando a minha mão no ar.
- O que é que foi Thaís? – virou-se para trás encarando-me.
- Ele – apontei para o rapaz que estava ao meu lado e que eu já me tinha esquecido do nome – vai mesmo ter que me pôr as mãos no rabo?
- Sim Thaís, faz parte da coreografia.
- Não sei se o meu namorado vai achar muita piada a isso!
- Esquece lá o rapazito e ouve. Mete-te assim tanta impressão o Alan ter que te pôr as mãos no rabo?
- Sou tímida! – defendi-me.
O Denis riu-se e disse algo ao rapaz que não me foi audível. Agarrou a minha mão e subiu-a fazendo com que eu rodopiasse em torno da sua mão.
- Preferes que seja eu a andar com as mãos no teu rabo?
- Não quero ser má mas prefiro rapazes assim com mais… – passei as mãos pelo seu tronco – corpo!
- Então escolheste mal o teu namorado. – passou a sua mão pela minha cintura e caminhou ficando à nossa frente – vamos lá outra vez, agora sem interrupções - olhou para mim como que esperando que eu fizesse algo, lancei-lhe um olhar confuso – estás à espera de quê para vires para ao pé de mim? – perguntou.
- Porquê? – perguntei continuando a não perceber.
- Ficas comigo, em vez de ficar com o Alan.
- Ah – pronunciei, caminhando até ele.
- Realmente não sei como o teu namorado te atura.
- Se soubesses quem é o meu namorado…tu entendias. – disse enquanto ele me agarrava uma das mãos puxando-me para junto dele.
- Um dia apresentas-mo – sussurrou-me colocando-me à sua frente – vamos lá! – disse desta vez mais alto.


O ensaio tinha acabado e encostei-me a uma das paredes bebendo água. Sabia que a minha próxima paragem seria Barcelona.
- Posso-te confessar uma coisa? – a voz do Denis despertou-me, olhei para trás encontrando-o.
- Confessa lá.
- Tens uma grande hipótese de ganhares este ano. Pôr as tuas miúdas a dançar Beyoncé foi uma boa aposta.
- Elas deram-se bem com os movimentos e aquele tipo de dança foi algo que as motivou logo desde o início.
- A professora também ajuda. – disse num tom de voz provocante.
- Podia acontecer…há uns tempos atrás, agora não.
- Pronto…tentei a minha sorte. – disse fazendo-me rir – sempre vais para Barcelona?
- Queres vir comigo, é?
- Não posso senão até ia…
- Eu é que tenho mesmo que ir – cheguei-me perto dele e depositei um pequeno beijo na sua bochecha – até daqui a uns dias.
- Adeus – disse acenando-me com a mão.




- Não. – respondi-lhe mais uma vez.
- Mas Thaís! – contrapôs a Evelyn – eu preciso de ti!
- Ouve, não sou modelo nem tenho jeito nenhum para isto, há por aí dezenas de modelos que podem desfilar com a tua coleção.
- Mas eu quero que tu também desfiles.
- Não!
- Thaís…por mim.
- Não! Dá emprego a essas miúdas, todas magrinhas que andam por aí porque eu não entro nisso!
- És teimosa! Tenho a certeza que o Mario ia adorar…
- Não, não e não.
- Fogo – bufou – é a primeira coleção que vou apresentar aqui em Barcelona e tu que és a minha sobrinha preferida podias pelo menos desfilar com ela.
- Evelyn, eu faço tudo o que estiver ao meu alcance para te deixar feliz…menos isso!
- Tenho até julho para te fazer mudar de ideias, são quatro meses para te convencer a desfilares com a minha coleção.
- Já está acabada pelo menos?
- Não mas tenho que começar a pensar no desfile que vai ser em julho. E preciso de umas dicas tuas. – pegou na minha mão e caminhou comigo até ao outro lado daquele estúdio – que decote é que achas que assenta aqui melhor? – perguntou mostrando-me os esboços de uns vestidos.
- Talvez em coração…
- Ah, desconhecia a tua falta de jeito para isto.
- Por alguma razão fui para fisioterapia – expliquei – desenhar, criar…isso não é para mim, eu costumo compor o que está criado. – disse-lhe levando-a a rir. Peguei noutros desenhos que ela já tinha para ali – este desenho é este vestido? – perguntei-lhe comparando o vestido que estava no manequim com o desenho que tinha nas mãos.
- Sim. – respondeu-me – mas está inacabado como podes ver.
- Não ponhas  os folhos que tens aqui desenhados – aconselhei – uns retoques deste lado em organza ficaria muito melhor.
- Afinal até tens jeito…
- Se calhar também nasci com uma veia artística.
- Ei, sobrinha! Não te entusiasmes a artística aqui sou eu, na tua vida já tens o artista do teu namorado que já não é mau. – disse levando-me a rir.


Jantámos num restaurante no centro de Barcelona. Amanhã voltava para Dortmund e a Evelyn insistiu que iria comigo.
- Quero ver a tua apresentação e já não vejo a tua mãe há muito tempo – caminhávamos pelas ruas de Barcelona. Retirei o maço de tabaco da minha mala enquanto ela falava – o que é que vais fazer Thaís? – perguntou parecendo escandalizada.
- Queres? – tirei um cigarro oferecendo-lhe, abanou negativamente com a cabeça e coloquei o cigarro na boca acendendo-o.
- Pensei que já te tinhas deixado disso.
- E deixei – esclareci – quer dizer, deixei quando estou com o Mario, agora apetece-me.
- Isso é falta de sexo!
- Claro! Não sei porque é que ainda falo contigo, para ti a razão de problemas é falta de sexo.
- Olha que…eu não tenho problemas.
- De onde é que tu saíste? – perguntei perplexa – a minha mãe não é assim!
- Correção: a tua mãe não é assim, agora! Porque ela já foi assim.
- Não acredito…
- Acredita porque é verdade. Acho que ela até estava com ideias de publicar um livro: 10 passos para levar um homem para a cama.
- És maluca!
- Eu sou uma maluca e tarada sexual, a D. Minna já não o pode ser!
- A D. Minna não é assim. – argumentei.
- E tu vieste de uma cegonha…
- Talvez…da tua irmã não vim de certeza.
- Desculpa – pediu agarrando-me as mãos e parando na rua.
- De quê? – perguntei confusa.
- Da brincadeira da cegonha…na verdade nem sabes de onde vieste.
- Da cegonha não foi de certeza. – disse rindo-me. A Evelyn olhou para mim séria rindo-se depois também.
Pegou na minha mão e mexeu na pulseira que a Cíntia me tinha devolvido há uns dias atrás.
- Eu conheço isto… - disse-me com um sorriso.
- A Cíntia esteve lá em casa há uns dias e…bem, devolveu-ma.
Perdi-me em pensamentos, lembrava-me daquele dia como se tivesse sido ontem.

O dia estava a terminar e rumei até a minha casa para depois ir para a da Halle.
Abri a porta e mirei o cenário. A Cíntia estava ali…a falar com a minha mãe.
- Olá – disse enquanto fechava a porta e voltava a guardar as chaves de casa.
- Olá Thaís – disse a minha mãe, olhando para mim.
- Olá. – disse a Cíntia chegando perto de mim. Abraçou-me e deu-me um pequeno beijo na bochecha. A sua barriga já grande ficou em contacto com a minha e senti outra vez aquela coisa estranha. – está contente por estar com a tia – disse passando a sua mão pela sua barriga.
Sorri e fui até ao quarto. Recolhi alguma roupa para levar para casa da Halle e coloquei alguma no cesto para lavar.
- Thaís…posso entrar? – a Cíntia espreitava à porta. Dei-lhe permissão e ela assim o fez. - temos uma coisa para ti – disse referindo-se a ela e à criança
- Têm?
- Sim – sentou-se ao fundo da cama e retirou algo da sua mala – dá cá a tua mão – assim o fiz, abri a mão e depositou-me algo que só depois pude contemplar.
- Cíntia. Isto… - olhei novamente para a minha mão, ali estava a pulseira que eu lhe tinha dado para vender…há cinco anos – mas tu não a vendeste? – perguntei confusa.
- Não…não ia vender algo tão precioso como isto era para ti. Até hoje tem estado sempre comigo e agora volta para ti, tratei-a com muito amor mas agora é tua, novamente…
- Pões-me? – entreguei-lhe a pulseira e ela colocou-a no meu pulso apertando-a. – obrigada – agradeci. Depositei um beijo na sua bochecha.
- Eu vou-me embora – disse ela saindo do meu quarto – adeus.
- Adeus. – disse-lhe.
Acabei de arrumar as minhas coisas. Peguei na minha mala e saí do quarto. Cheguei até à sala e a Cíntia estava sentada no sofá e estava abraçada à minha mãe…fico verdadeiramente feliz por ela.

- Conta-me coisas – pediu fazendo com que eu volta-se à Terra.
- Vou-te confessar uma coisa…sinto falta do Mario.
- E…
- De sexo também…
- Eu sabia! – disse com um sorriso de satisfação na cara. Aquela…era a minha tia.



- Como foi Barcelona? – perguntou a Halle assim que abri a porta de casa.
- Boa, acreditas que a Evelyn quer que eu desfile?
- E tu disseste que sim…
- Não, disse que não claro.
- Mas…tu és bem gira Thaís!
- Isso não chega… - olhei para as mãos dela que seguravam um pequeno envelope preto – e o que é isso?
- Nem eu sei…
Tirei o meu casaco, atirei-o para o sofá e depois sentei-me junto dela.
- Recebi isto – deu-me uma folha para as mãos – hoje de manhã. – concluiu.
- O que é isto? – desdobrei a folha e comecei a ler – Afasta-te dele senão sofres tu por ele, o que é isto?
- Uma ameaça, suponho.
- Mas…ah! O Marco tem uma ex-namorada psicopata.
- Duvido… - disse-me com um ar triste – pelas conversas que temos tido ele já não anda a sério com alguém há algum tempo.
- Então é uma fã psicopata.
- Thaís…eu tenho medo – confessou de cabisbaixo.
- Minha rosa linda – cheguei-me mais perto dela e agarrei as suas mãos entre as minhas – não és mulher de ter medo de ameaças, muito menos dessas que são foleiras.
- Foleiras, Thaís?
- Sim! Isso não mete medo a ninguém, estás insegura é? É esse o problema?
- O Marco tem andado distante…
- Já lhe contaste?
- Claro que não…nem penso contar, como tu dizes: são apenas ameaças foleiras e eu não devo ter medo delas.
- Assim é que é falar. – olhei em redor, estava um ramo de rosas em cima da mesa de jantar – o que é aquilo?



- Ah, são para ti.
- Para mim? – perguntei desconfiada.
- Sim, Thaís Baden és tu.
- O Mario é tão lindo.
- Thaís…
- Espera Halle, deixa-me ligar-lhe. Deve estar livre a estas horas.
- Thaís…
- Dá-me só uns minutos e já falamos – pedi dirigindo-me ao exterior da casa.
- Olá – saudou.
- És tão lindo.
- A que é que se deve essa simpatia toda comigo?
- As rosas!
- Que rosas?
- As rosas, Mario.
- Eu não sei do que é que tu estás para aí a falar.
- Claro! Claro! Como pude eu pensar que tu poderias ser romântico e enviar-me rosas?
- Eu…
- Cala-te! Seu insensível, nem romântico sabes ser.
- Mas eu…
- Tu nada! Não me enviaste rosas! – comecei a caminhar em direção à porta abrindo-a – adeus!
- Mas afinal quem é que te enviou rosas?
- Não tens nada a ver com isso! – atirei antes de desligar a chamada.
- Thaís… - disse a Halle olhando para mim – eu tentei avisar-te que as rosas não eram do Mario.
- De quem são?
- Vai ver…
Fui atá à mesa retirando o pequeno cartão e abrindo-o.

Há pessoas que estarão sempre ao teu lado…e eu sou uma delas.
Com amor,

Thomas

- Ele é mesmo querido – sussurrei.
- Não lhe vais ligar?
- Prefiro continuar a rejeitar as chamadas de Mario Götze… - disse levando a Halle a rir.




(Halle)

- Estava a ver que não chegavas! – disse a Thaís assim que chegou junto a mim.
- Estás linda. – elogiei. A maquilhagem simples mas elegante fazia o seu rosto brilhar.
- Obrigada. O Marco vem?
- Sim, deve estar a chegar.
- Quero que esta apresentação corra na perfeição, tenho medo de falhar.
- Vai tudo correr bem, vais ver.
- Obrigada – disse beijando-me a face. - Agora vou ter de ir. Nós ,os grandes, abrimos o espetáculo.
- Boa sorte! – desejei.
- Olá! – aquela voz atrás de mim sobressaltou-me olhei para trás encontrando  o Marco ali. Rodeou-me a cintura com as suas mãos para depois me beijar calmamente. – desculpa, tenho andado um pouco distante, são os treinos e os jogos e desculpa minha rosa.
- Tudo bem… - acariciei-lhe o rosto, sabia que ele não fazia por mal, apenas se isolava um pouco dos outros quando a pressão sobre ele era elevada.
- O Mario vem, sabias?
- Jura… - não podia acreditar que ele viesse, o Marco assentiu com a cabeça – acho que vai ter um ataque cardíaco.
- Porquê?
- Vi um dos ensaios que a Thaís teve com o resto dos professores e aquela dança é demasiado sensual.
- Isso é bom, então!
- Não – abanei negativamente com a cabeça – o Mario vai querer matar o coreografo.
- Porque é que eu haveria de matar o coreografo? – a voz do Mario surgiu atrás de nós, ele tinha mesmo vindo.
- Por nada Mario – esclareci.
- Halle, preciso de uma coisa tua. – disse o Mario colocando-se à nossa frente.
- Vê lá o que vais pedir, oh! – disse o Marco.
- Relaxa mano. Halle, quem é que mandou as tais rosas à Thaís, há quatro dias?
- Ela não te disse? – perguntei admirada com uma certa vontade de rir.
- Não! Ela não me disse nada e eu quero saber quem foi o rapaz.
- Foi o Thomas. – esclareci-lhe.
- Não acredito!
- Acredita… - as luzes apagaram-se e as do palco acenderam-se – vamos lá ver a nossa Thaís.
O palco iluminou-se por completo e as pessoas apareceram, ali estava a Thaís com um sorriso contagiante no rosto, com a maquilhagem simples e elegante que lhe dava brilho e com aquela roupa mínima que duvido que agrada-se ao Mario.
Tudo estava a correr bem, a ir tudo com uma naturalidade esplendida e podia ver o sorriso na cara do Mario até o que eu já esperava (mas o Mario não) acontecer. As mãos do Dennis encontraram o rabo da Thaís e tanto eu como o Marco nos rimos com a reação do Mario.
- Ele está com as mãos no rabo da minha namorada!
- Pois está – concordou o Marco rindo de seguida.
- E continua! – disse escandalizado – Halle, faz alguma coisa!
- Eu? Estás doido Mario, eu não posso fazer nada.
- Mas…ele está ali com as mãos!
- Calma Mario. – disse-lhe enquanto me ria.
As luzes apagaram-se e as palmas surgiram. Tinha sido o momento bonito de verdade.
O Mario estava com cara de chateado e tanto eu como o Marco não nos importamos com isso, a situação em si tinha piada. A Thaís apareceu com um sorriso na cara e a primeira coisa que fez foi agarrar-se ao Mario.
- Ele está cheio de ciúmes! – disse-lhe o Marco.
- Não me digam – a Thaís falava com uma certa ironia na voz. Deixamos de nos mimar um ao outro e prestar atenção À conversa entre os dois – Marito da Thaís – falava espalhando vários beijos pelo rosto dele – vamos fazer uma campanha: diz não aos ciúmes.
- Thaís! Ele pôs as mãos no teu rabo!
- E então? Ele pôs no rabo tu costuma pôr noutros sítios.
- Estou chocada… - falei interrompendo aquela conversa deles.
- Até parece que o Marco também não te põe as mãos nesses sítios. – atirou a Thaís – bem , vou só preparar as meninas e já venho para junto de vocês.
- Vou contar-lhe… - sussurrei ao ouvido do Marco – preciso de o fazer.
- Se é o que queres…segue em frente meu bem – o Marco deu-me aquela confiança que eu precisava para contar a verdade à Thaís.
As luzes voltaram-se a apagar e a Thaís surgiu novamente ao nosso lado. Puxei-a um pouco para ao pé de mim. A música Run the world da Beyoncé começou tocar e coloquei a minha mão junta da mão da Thaís.
- Olha como as minhas princesas dançam – disse-o com um orgulho enorme, podia apostar que estava emocionada.
- Thaís…eu tive aquele bebé aos dezasseis anos e cada vez tenho mais certezas de que voltei a encontrar a menina que dei à luz naquele inverno. – ela olhou-me admirada e ao mesmo tempo confusa – eu tenho a certeza que…a minha filha é a Lóris – finalizei apontando para uma das meninas que dançava naquele palco.






Olá, olá!
Espero que as vossas férias estejam a correr bem.
Deixo-vos aqui mais um capitulo, passado mais de um mês mas o importante é que aqui está.
Espero que gostem de deixem as vossas opiniões que eu gosto tanto de ler.
Mais uma coisinha, pedia para quem lê as minhas outras duas histórias que me deixassem as vossas opiniões.
- I will wait for you - capitulo 31 - foi o capitulo de aniversário e que deu uma reviravolta na história, preciso muito de opiniões.
- Be my forever - capitulo 3 - está no inicio e os comentários são decisivos para continuar ou não.
Beijinhos, continuação de boas férias

Mahina