quinta-feira, 17 de julho de 2014

23º Capitulo - « Porque te amo! »

- Vê mas é se te divertes e não deixas o Mario a zeros. Beijinhos Tha! – foram as ultimas frases que a Halle pronunciou antes de desligar a chamada.
Estar em frente ao Allianz Arena, prestes a entrar e a ir ver um jogo do Bayern de Munique…eu só posso estar doida!
Senti um ligeiro toque no meu braço e olhei de imediato para trás. Era a Cíntia.
- Entramos? – perguntou sorrindo.
- Sim – respirei fundo e olhei para o chão, voltando depois a olhá-la – vamos – acabei por dizer.
Entramos as duas no estádio em silêncio e no fim de estarmos sentadas o silêncio permaneceu.
Sentia-me estranha. Estar junto da Cíntia novamente é algo completamente maravilhoso mas de certa forma sinto que já não a conheço, vai demorar algum tempo até eu voltar a chamá-la de irmã. Sinto-me até um pouco perdida na verdade. Demasiadas mudanças na minha vida têm este efeito em mim. Estar com o Mario assim…os dois tal e qual como um casal, casal que não somos na verdade, faz-me confusão e depois há a Cíntia que aparece assim e…são demasiadas coisas para eu conseguir digerir em tão pouco tempo.
- Thaís, tu estás bem? – provavelmente tinha notado como estava afastada deste mundo.
- Sim…eu acho que sim.
- Estás assim por minha causa?
- Não, quer dizer…se calhar sim. São muitas mudanças, estou…confusa.
- Entendo – colocou a sua mão em cima da minha e prosseguiu – não voltei com essa intenção mas sim com a de conseguir recuperar a minha verdadeira família.
Sorri-lhe, na verdade não sabia o que lhe dizer. A conversa estava tão diferente de ontem. Ontem consegui ser muito mais solta e até manter uma conversa aberta com ela, por mais pequena que tenha sido, mas hoje…nem conseguia falar muito bem. Tinha a sensação que estava a falar com um estranho mas não…é apenas a Cíntia, a minha irmã mais velha.
- Thaís – olhei de novo para ela esperando a continuação – eu…bem isto está estranho e compreende-se mas fala comigo por favor. Fala-me de como está a tua vida.
Respirei fundo algumas vezes e olhei em volta, queria-me sentir à vontade para falar com ela.
- Bem, as coisas mudaram tanto. Estou no quarto ano de fisioterapia. Foi o que sempre quis e está tudo a correr bem e…eu sou feliz. – não foi mau, consegui falar e libertar-me um pouco.
- Estás a falar de tudo isso com um sorriso na cara e é tão bom ver-te assim. Conta-me mais coisas, o que mudou e como foi a tua vida nestes quase cinco anos?
- Cíntia, tudo mudou desde que tu nos deixaste, senti-me cada vez mais vazia dia após dia. Senti-me fraca porque na verdade eu só era forte porque tu me davas a força que eu precisava. Eu nunca fui forte, foi a tua partida que me obrigou a tornar-me forte mas não foi fácil…dormi muitas noites no teu quarto e chorei por muitas mais. Senti-me totalmente desamparada porque sem ti eu não encontrava o caminho para prosseguir a minha vida. Sempre foste a minha segunda mãe – parei e olhei-a, na sua face pude ver algumas lágrimas. Sentiria ela o mesmo? – a decisão que tomaste em desaparecer da minha vida levou a que parte de mim também desaparecesse contigo...mas eu habituei-me, demorou, na verdade mais do que um ano, mas a tua ausência começou a tornar-se normal. Passado algum tempo de fazer os meus dezoito anos fiz a tatuagem mais importante da minha vida – puxei ligeiramente a minha camisola para cima ficando o meu pulso destapado, tornando-se visível assim o ‘’ C ‘’ que eu tinha tatuado – deves imaginar que depois de mais um ano sem apareceres foi impossível não pensar o pior – a sinceridade permanecia no meu discurso, não lhe iria mentir apenas dizer a verdade – e bem…aqui estou eu mais forte que nunca.
Expor assim os meus sentimentos. Há quanto tempo não o fazias, Thaís!
- A minha intenção nunca foi magoar-te, nunca foi deixar-te assim…- limpou as lágrimas que lhe cobriam o rosto – a minha intenção era precisamente o contrário. Não queria que vocês sofressem mais por minha causa e na altura desaparecer pareceu-me a melhor opção.
Neste momento sentia a cumplicidade entre nós a crescer. Agarrei as suas mãos entre as minhas, acho que eu lhe devia dizer o que realmente sentia em relação a isto.
- Cíntia, na minha opinião…bem eu vou sincera e direta.
- Sempre o foste.
- Acho que não deves ficar arrependida desse passado, nada mesmo na verdade. Ajudou-te a crescer Cíntia, estiveste longe de nós sim mas vê tudo o que o destino de trouxe! O teu namorado, o teu filho ou filha. Tens uma vida espetacular.
- Mas eu não me sinto completa Thaís, eu não vos tenho a vocês, a ti, à mãe e ao pai eu sinto saudades.
- E…a partir de agora terás todo o tempo do mundo para as matar.
- Tenho medo das reações deles. A mãe sabe?
- A mãe leu a carta.
- E o pai?
- O pai não tem estado cá, com as coisas da empresa ele já está há dois meses em Berlim.
- Portanto ele não sabe?
- Acho que nem desconfia. A mãe tem falado com ele mas não lhe contou nada.
- Com o pai em Berlim e tu aqui em Munique, Dona Minna está sozinha em Dortmund.
- Deixa lá que sozinha não está que ela arranjou uma nova amiga. – falei com uma ponta de ironia.
- Uma nova amiga?
- Astrid…Götze – acabei de falar quando a equipa do Bayern de Munique entrou em campo para aquecer.
Olhei para o campo procurando pelo Mario, ele estava ali. Voltei a olhar para a Cíntia e ela estava a rir-se, bastante até, olhei para ela séria, afinal porque é que se estava a rir?
- Astrid Götze, a sogra – sussurrou rindo-se.
- Cíntia! – repreendia dando-lhe um leve encontrão no ombro.
- Tem piada!
- Ai isso é que não tem! A nossa mãe e a mãe daquele…coisito juntas não é nada bom, deixa-me que te diga.
- Falas como se fossem perigosas ou assim.
- E são! Eu vou-te contar uma coisa…
- Só uma? – interrompeu – eu queria que me contasses a vossa história toda, desde o inicio.
- Nossa história? Que história?
- A tua e do Mario. O teu sobrinho ou sobrinha quer saber.
- Por falar nisso…quantos meses? – perguntei tentando desviar aquele assunto ao máximo.
- Cinco meses.
- Já mexe?
- Sim, Thaís já mexe, dá pontapés.
- Que estranho.
- Estranho?eu tinha dito estranho? E é…na verdade é bastante estranho. – isto é tão maravilhoso, teres uma vida a crescer dentro de ti.
- Isso não é para mim, de todo… - bebés, não obrigada.
- O teu sobrinho não gostou da tua resposta! – pegou na minha mão e encostou-a à sua barriga. Aquilo é que era um pontapé? Que coisa estranha…
- Thaís! Olha para a tua cara! Até parece que isto é alguma coisa do outro mundo!
- E é. Dormes de noite?
- Claro que durmo! Aliás desde que engravidei dormir sabe-me ainda melhor.
- É bom?
- O quê?
- Estar grávida.
- Já te disse que sim, é uma sensação única.
- Um dia destes experimento isso! – atirei brincando. A Cíntia sorria a olhar para mim, provavelmente não tinha notado a ironia com que o disse – estava a brincar!
- Oh, sabes Thaís? Devias pensar nisso, o Mario daria um bom pai.
- Mario? Um bom pai? Oh Cíntia! Nós…nem namorados somos! Não gostamos suficientemente um do outro para tal coisa.
- Isso achas tu! Se calhar até gostam.
- Não.
- Como é que se conheceram? – agora tinha que levar com interrogatório – oh espera, eu sei! Foi numa festa em casa do Marco.
Olhei para ela espantada, ela sabia…será que ele lhe tinha contado? Será que ele lhe falava sobre mim?
- Ele contou-me – disse apontando para o campo. As equipas já estavam em campo e…o jogo ia começar.




- Quais os planos para o resto do dia? – o Mario abriu a porta de casa deu-me espaço para eu entrar, entrando ele em seguida.
- Dormir.
- Thaís! dormir?
- Sim, eu gosto de dormir! Toda a gente gosta de dormir.
O Mario agarrou a minha mão levando-me com ele até à sala. Atirou-se para o sofá levando-me com ele atrás.
- Este é um bom sítio para dormir. – falei encostando a minha cabeça ao seu ombro.
- Vieste para Munique para dormir?
- Não. Eu vim para Munique para estar com o meu…amigo.
- Tu ias dizer namorado?
- Não! Claro que não.
- Ias sim.
- Não estou com paciência para discutir contigo. Vamos dormir.
- São sete horas da tarde, tens a certeza que queres dormir?
- Mario – pronunciei chegando-me para junto dele, levantei-me e sentei-me no seu colo colocando as minhas mãos em torno do seu pescoço enquanto ele colocou as suas no fundo das minhas costas – vais-me fazer o jantar?
- Vou?
- Vais,…eu quero conhecer os teus dotes culinários.
- Não queres conhecer antes outros dotes? – afastou-me ligeiramente o cabelo dando-me um pequeno beijo no pescoço.
- Esses, eu já conheço!
- Não queres conhecer melhor?
- Depois de comer o jantar que me vais preparar…penso nisso.
- Vou ter mesmo que cozinhar para ti? – perguntou dando uma volta no sofá fazendo com que eu ficasse por baixo do seu corpo.
- Mario,…tu eras capaz de deixar aqui a tua miúda à fome?
- Eu não – disse enquanto se levantava – em nenhum dos sentidos. – levantei-me compondo a minha camisola – já tu…- disse saindo da sala.
Acabei por me compor e rumar até à cozinha. De certeza que era para lá que ele tinha ido.
- Mario – falei fazendo com que ele me olhasse – eu hoje compenso-te.
- E se eu não quiser?
- Tu queres sempre! – cheguei mais perto dele e coloquei as minhas mão nas suas costas – queres ajuda?
- Não – falou enquanto me pegou ao colo. Coloquei as minhas pernas em volta da sua cintura enquanto as suas mãos estavam no meu rabo – tu ficas aqui – disse colocando-me em cima da bancada da cozinha. Ele só podia estar a gozar!és a minha inspiração.
- Uh – pronunciei enquanto me ajeitava para ficar confortável ali sentada – à tua inspiração apetecia-lhe algo.
- Ferrero rocher?
- Não pipoca, és mesmo tu.
- Thaís não querias o jantar?
- E quero! Um beijo…
- E depois?
- Depois?
- Sim, depois do beijo que queres que te dê.
- Eu vou dormir enquanto fazes o jantar.
- Dormir?
- Mario… - desci a bancada e percorri os meus bolsos – o meu telemóvel?
- Não sei, onde é que o deixaste?
- Não sei.
- No carro?
- Muito provavelmente…eu queria ligar à minha mãe.
- Toma – disse dando-me o telemóvel dele para a mão.
- Vou para a sala – cheguei perto dele e beijei-o – o beijo – esclareci antes de sair da cozinha.
Peguei no telemóvel do Mario e…oh espetáculo uma fotografia minha no fundo.



Aquela fotografia…tinha sido tirada nas nossas férias no Dubai. Porque raio tinha ele uma foto minha no telemóvel dele.
- Mario? – chamei o suficientemente alto para ele puder ouvir.
- Diz.
- Porquê esta fotografia? – perguntei virando o telemóvel para ele.
- Porque perdi as minhas fotos.
- Desculpa mais estúpida…- sussurrei.
- Sabes bem porque te tenho a ti como fundo! – disse saindo em direção à cozinha.
- Oh sei! – disse já sem ele ouvir.
Ligar à minha mãe era esse o objetivo. Marquei o numero dela e incrivelmente o Mario já o tinha na lista telefónica e o nome era sogra e…ele só pode estar a gozar comigo.
- Mario? – chamei. Desta vez levantei-me e fui até à cozinha. O Mario estava no fogão da cozinha. Ficava bastante sexy a cozinhar – porquê sogra? – perguntei virando o telemóvel para ele.
Continuou o que estava a fazer, simplesmente nem se virou. Cheguei-me um pouco mais perto dele e toquei-lhe levemente no braço.
- Porque te amo! – virou-se para trás de repente e agarrou os meus pulsos. O seu tom de voz tinha mudado e os seus olhos olhavam-me de uma forma completamente intensa.
Sentia-me estranha, ele continuava a olhar-me e nenhum dos dois pronunciava uma única palavra. Tentava sair dali mas parecia que não conseguia, sentia-me presa àquele lugar. Dei apenas meia volta sem mexer mais nada a não ser os meus pés. Agora estava de costas para ele podia voltar respirar. Aquilo tinha sido estranho!
Virei-me novamente para ele. O Mario continuava no mesmo sítio a olhar-me.
- É melhor nós… - as palavras pareciam falhar-me mas ainda consegui dizer aquilo.
- Esquecermos isto. – continuou ele virando-se para o fogão novamente
- Sim…isso mesmo. – voltei-me em direção à porta e voltei para a sala mas…eu tinha que voltar.
Voltei para a cozinha e quando ia a entrar bati contra o Mario, também ele ia ter comigo. Ficamos ali os dois a olhar um para o outro sem dizer uma palavra sequer.
Senti os lábios dele a embaterem contra os meus num beijo rápido e desprevenido.
- Gosto de ti, Thaís. – disse quando acabou aquele beijo.
- Eu também…Mario. – sussurrei.

Voltei novamente para a sala e sentei-me no sofá. Incrivelmente tinha perdido a vontade de dormir.
Na cozinha aquilo tinha sido estranho, demasiado estranho,…aquelas palavras que o Mario tinha pronunciado, nunca pensei ouvi-las da boca dele, muito menos para mim.  
Ligar à minha mãe…era esse o plano inicial e era isso que eu precisava de fazer.
- Olá Thaís – disse quando atendeu a chamada.
- Estive com a Cíntia, ela está grávida e bonita! – disse sem me preocupar muito com a forma como dizia. Apenas o disse porque a minha mãe precisava de saber.
- Isso é bom…é bom Thaís.
- Estás chocada?
- Não, nada disso. Estou admirada.
- Ao início foi estranho – admiti – mas depois a conversa foi fluindo. Tens de falar com ela.
- Claro, ela é minha…filha. Como é que estão as coisas com o Mario? Tinha de vir esta conversa!
- Bem, bem…porque é que haveriam de estar mal?
- Tens a certeza que as coisas estão bem?
- Sim, o Mario está a fazer o jantar.
- Olha que querido, também vai fazer para a sogra um dia destes?
- Mãe…por favor.
- Pronto, está bem. Eu vou ter com a Astrid, adeus.Está tudo maluco. Porque raio não fica em casa?
- Vai sim, beijinho.
- Beijinho. – desligou a chamada.



- Thaís… - ouvia a voz doce do Mario e a sua mão deslizava sobre o meu braço – pipoca – devagar abri os olhos.
Senti o seu corpo em cima do meu, com cuidado o Mario deitou-se sobre mim.
- És pesado! – barafustei.
- Tem calma – disse dando-me um leve beijo no pescoço – vamos jantar? – perguntou enquanto me mexia no cabelo.
- Mario… - tentei chegar ao bolso das minhas calças, consegui e retirei de lá o telemóvel dele – obrigada – disse entregando-lhe o telemóvel.
- A minha fotografia de fundo não é linda?
- Não!
- Ela é mais simpática que tu! – estes joguinhos a esta hora são bons.
- Já viste? Mas sou eu que te aturo.
- Tenho mais fotografias, queres ver?
- Não.
- Eu mostro-te à mesma.
Chato, ele é mesmo chato e teimoso. Começou a mostrar-me as fotografias, as minhas fotografias.
- Gosto desta. – disse virando o telemóvel para mim.


- E aqui estás muito sexy.


- E os teus olhos aqui estão ainda mais bonitos!


- Mario…
- É verdade! – com cuidado levantou-se de cima de mim – vamos jantar?
- Sim, vamos jantar. – levantei-me também e fomos os dois até à cozinha – é possível eu ter uma intoxicação alimentar, depois disto?
- Não, sua parva!


O jantar ia decorrendo tranquilamente. Tenho que admitir o Mario tinha bastante jeito para cozinhar, estava admirada.
- Sabes…tens mais jeito para cozinhar do que para jogar futebol! – pela cara que o Mario fez percebi que não tinha gostado do que eu tinha dito – estou a brincar! Não na parte de que cozinhas bem mas na parte em que pus o futebol na conversa – um sorriso formou-se no seu rosto – aliás eu e futebol…nem nos damos bem nem mal apenas nos damos.
- Obrigada – agradeceu. – Thaís…
- Sim…?medo…
Sorriu nervoso e o medo que eu sentia começava a aumentar.
- Bem – ele ia falar mas começou a rir.
Percebi que não se ri porque algo tinha piada mas sim porque estava nervoso. Comigo acontecia o mesmo.
- Mario…
- Thaís… - pegou na minha mão e por momentos tremi – queres namorar comigo?
Pronto…agora era eu que me ria, não que tivesse piada mas as palavras pareciam que me tinham fugido todas. Tapei a minha cara com as mãos. Como é que eu me ia livrar disto agora?
- Tha?
- Ai – acho que foi a única coisa que consegui dizer.
- Ai?
- Ai.
- Thaís?
- Oh Mario. – que conversa mais estranha.
- Diz que sim.
Levantei-me da minha cadeira e fui em direção a ele. Sentei-me nas suas pernas e olhei-o.
- Mario…eu estou sem palavras. Prometo que te respondo antes de me ir embora mas dá-me tempo…dá-me tempo para assimilar as coisas.
- Eu dou – disse juntando os nossos lábios num beijo calmo – vens viver cá para casa? – perguntou acariciando-me a face.
- Porque haveria eu de vir viver para cá?
- Porque estás grávida. – colocou a mão na minha barriga e sorriu. Ele só podia estar maluco.
- Mario, querido, como o James Arthur diz isso é tipo impossible.
- Não é nada.
- É. Eu não estou grávida e isso não vai acontecer.
- Mas tu tens sono.
- Não és tu que fazes viagens Dortmund – Munique. As viagens cansam-me e tu também.
- Eu não te canso de certeza, aliás tu não me dás a possibilidade de eu te cansar, não é?
- Eu hoje dou-te toda a possibilidade para isso.
- Dás? – perguntou entre beijos.
- Dou. Esta tua cama é-me completamente desconhecida.
- Já dormiste cá.
- Tu não queres dormir Mario.
Não ouvi mais qualquer palavra da boca do Mario. Os beijos começaram a ser mais fugazes, as respirações mais aceleradas…e eu sabia como ia acabar isto e agradava-me bastante.



- Que tal Colónia? – acariciou-me a face e fez a sua mão encontrar-se com a minha.
- Continua igual desde que me lembro mas também já foi há algum tempo. Devia ter uns treze anos quando vim cá a última vez.
- E continua igual?
- Continua, apenas acho que este café não estava aqui.
Estávamos sentados numa esplanada, ainda que Março não fosse calorento estava-se agradável no exterior.
Esperava algo da parte do Mario mas estava calada, especado a olhar para mim. Admito que ainda me faz confusão quando ele me olha assim.
- Mario…? – passei a minha mão à frente dos seus olhos – Thaís chama Mario…
- Diz pipoca.
- Estavas fixado…
- És tão linda, sabes?
- Mario…
- Mario nada! Anda cá…- disse agarrando-me a mão.
Levantei-me da minha cadeira e ele puxou-me até si, fazendo-me em seguida sentar numa das suas pernas.
- Não te devo pesar…estás sempre a puxar-me para o teu colo.
- És magrinha e além disso gosto de te sentir bem perto de mim. – assentou a sua mão na minha perna – já pensaste na minha proposta?
- De ir viver contigo?
- Não…sim, vens viver comigo?
- Não.
- Porquê?
- Eu estudo em Dortmund ou já te esqueceste?
- E então?
- És tão parvo.
- Mas já pensaste no meu pedido de namoro?
- Mario… - aquele assunto outra vez não. Ainda não estava preparada para dar uma resposta.
- Desculpa…não te quero pressionar mas…
- Shhh – passei o meu dedo indicador pelos seus lábios fazendo assim com que não dissesse mais nenhuma palavra – Live in the moment…



O concerto da Beyoncé foi talvez o melhor que eu vi até hoje, toda aquela magia…aquele à-vontade dela em palco, a voz, aqueles movimentos tão sensuais…sem dúvida algo repetir.
Também foi a oportunidade do Mario para atacar, os beijos, as mordidelas, as mãos dele no meu corpo. Ele sabe o que faz e como faz. Sabe como seduzir, sabe como ser querido mas também sabe como ser parvo. Por isso ele me enerva tanto…por isso é que ainda não aprendi a lidar com ele.




Sentia demasiado movimento naquele quarto, talvez por isso tivesse acordado. Abri os olhos e muito vagarosamente comecei a espreguiçar-me. Mario…o Mario era quem me faltava ali, não havia um braço em torno da minha cintura nem uma perna dele por baixo das minhas.
Levantei o tronco podendo mirar o que se passava à minha volta o Mario ia embora, provavelmente treinos.
- Mario? – chamei esperando que ele viesse ao meu encontro.
- Tenho que ir embora – chegou perto de mim e deu-me um leve beijo na testa – bom dia!
- Não vás! – ele sorriu e sentou-se na cama junto a  mim.
- Não vou? – perguntou empurrando-me cuidadosamente para trás e atacando os meu lábios de uma forma feroz.
- Não – disse entre beijos – fica comigo – pedi agarrando o seu rosto entre as minhas mãos.
- E vais tu avisar Pep Guardiola que eu não vou?
- Sim.
- E o que lhe vais dizer?
- Que o Mario Götze precisa de ficar em casa a cuidar da namorada.
- Da…namorada? – um sorriso apareceu no seu rosto. Aquele sorriso…
- Sim, Thaís Baden é oficialmente namorada de Mario Götze. – disse enquanto o beijava.
- É para durar, certo? – interrompeu o beijo, percebi que tinha necessidade de fazer aquela pergunta.
- Eu espero que sim, meu amor.

6 comentários:

  1. Olá!
    Eu vou ser muito breve porque estou no tele! Apenas para dizer: adorei estes dois últimos capítulos e Aleluia, Thais! Estava a ver que não! Eu não gosto de alemães, mas com um concerto da Bey no pacote até ficava com um ahahah
    Espero o próximo!

    Ana Santos

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  2. Olá!
    Ameiiiiii!!!
    Este capitulo foi perfeitoooo!!!!
    Desde a conversa da Thais com a irmã que foi emocionante e fofa às conversas entre ela e o Mario!
    O Mario é um querido! E aquele pedido de namoro foi assim repentino mas veio na altura certa! Ela não ter aceite logo é que dá cabo de quem ta a ler! Mas depois aceitou e agora sim são oficialmente namorados!
    Este foi mesmo daqueles capitulos que deu para ficar a sorrir do prinicipio ao fim!
    Quero maiisss!!! Próximo!
    Beijinho,
    Sofia.

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  3. Olá!!
    Ameiiiiiiii!!!!
    Este foi daqueles capítulos que nos metem um sorriso nos lábios do início ao fim!
    Começou com a conversa entre a Thaís e a irmã que no início estava um ambiente estranho mas que depois as coisas ficaram melhores e só espero que elas consigam voltar à cumplicidade e ligação que tinham antes!
    Depois foi o resto do capítulo com aquelas conversas da Thais e do Mario que são sempre lindas sejam a brincar sejam a sério como aquela pequena e simples frase "-Porque te amo!" e o pedido de namoro! Ela não ter aceite logo dá cabo de quem está a ler mas ela no fim aceitou! Ela é oficialmente namorada dele! E gostei da ideia de ela falar com o treinador e ele não ir ao treino xD
    Mas agora quero maiissssss!! Próximooooo!!!
    Beijinhos
    Sofia

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  4. Amei o capítulo, cada dia que passa essa fic fica mas... fantástica, maravilhosa, perfeita, tudo isso e mais um pouco!!!!
    Que bom que a Thaís está se entendendo com a Cíntia, e eu a entendo, ela só quis poupar a familia do sofrimento. Pensei que a mãe fosse falar algo quando Tha contou a novidade, mais até que ela reagiu bem...
    E Tha com o Mario são muito fofo juntos!!! Bem que Mario podia estar certo e eles terem uma Pipoquinha <3 e ainda bem que ela aceitou namorar com ele, se ela não quizesse eu queria!! ;)


    *Quando eu vi o Mario fazendo o gol da Alemanha na copa eu fiquei :0 e só lembrei desse fic...

    Beijinhos!!!
    Lari Lima

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  5. Olá :)
    Amei este capitulo *.*
    Até que enfim que as manas falaram e o casalinho assumiu tudo :D
    Próximo sff bjs

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