domingo, 22 de junho de 2014

21º Capitulo - « Sou o Thomas...o ex »

- Thomas, Thomas…Thomas – disse passando a minha mão sobre a sua face – continuas o mesmo.
- Tu não, agora tens manchas na pele e estás ainda mais… - olhou para mim de alto a baixo.
- Escusas de acabar a frase. Tenho sono, tenho manchas e tenho comichão. Como podes ver não estou muito feliz. – disse enquanto ele me mexia no braço procurando as veias. – Au! – queixei-me enquanto me colocava o cateter.
- Muito fraquinha a menina. – disse enquanto me lançava um daqueles olhares provocadores.
- Halle chega aqui. – disse puxando para junto de mim. – é o Thomas…um amigo.
- Um amigo… - disse ele enquanto se ria um pouco.
- Sim um amigo! – disse olhando-o – E é a Halle a minha amiga.
- Não sei se tu te lembras mas eu já a conheço. – disse o Thomas.
- Mas eu não te conheço. – disse a Halle olhando para mim com cara estranha.
- Só para veres como a Thaís é uma boa amiga que me falava de ti mas falar de mim nada. – atirou olhando para nós. Como ele gostava de difamar.
- Primeiro isso é mentira e segundo se fosses assim tão importante eu tinha falado de ti à Halle. – disse-lhe enquanto a Halle nos olhava estranha. – E eu quero ir embora que tenho sono.
- Estás bem Thaís? – disse o Marco entrando na sala onde estávamos.
- Não. Eu estou muito mal e quero ir para casa. – queixei-me.
- Sempre tão realista. Até parece que estás a morrer ou coisa parecida. – disse o Marco gozando comigo.
- Não digas isso! – disse a Halle agarrando o Marco pela cintura – coitadinha da nossa Thaís cheia de comichão.
- Eu dizia-te quem te tratava da comichão… - disse enquanto se virava de costas para mim e de frente para a Halle.
- Nós vamos lá fora – disse a Halle saindo com o Marco atrás.
- Aquele era o Reus? – perguntou de imediato o Thomas.
- Queres mesmo que eu te responda?
- E eles namoram? – perguntou enquanto me dava algo mais pelo cateter.
- Não se vê? Babam-se todos e é só sorrisinhos quando estão juntos.
- Então a Halle namora com o Reus e tu? – perguntou enquanto o olhei sem vontade de responder – não me digas que é com o Götze?
- Claro que é.
- Querias não era? – gozou enquanto me analisava o braço – já estão a desaparecer – assegurou-me.
- Já posso ir para casa?
- Não. 
O meu telemóvel começou a tocar e com cuidado tirei-o do bolso. Vi que era o Mario e coloquei o telemóvel na minha perna esperando que tocasse mais um pouco.
- Não atendes?
- São sete e dez da manhã neste momento, Thaís nunca estaria acordada a essa hora não é?
Peguei no telemóvel e atendi.
- Sim – disse de uma forma calma.
- Onde estás? – perguntou muito de repente.
Fechei os olhos como que procurando paz. Para ele estar a perguntar já sabia, já alguém lhe tinha dito.
- Mario…onde é que eu havia de estar? – perguntei calmamente.
- Numa situação normal estarias na tua cama, sozinha e a dormir calmamente mas eu sei que não estás. Estás bem Tha?
- Tenho sono…mas sim estou bem.
- Podias vir dormir comigo.
- Podia…se me vieres buscar eu durmo contigo.
- Dormes mesmo?
- Onde é que estás Mario? – perguntei achando estranha toda aquela conversa.
- Dortmund. – respondeu animado.
- Porquê?
- Porque tenho folga hoje e tenho saudades tuas, chega-te?
- Podemos dormir?
- Estás cheia de sono, não dizes coisa com coisa mas sim podemos. Eu já vou ter contigo. Beijinho.
- Beijinho. – respondi desligando a chamada.
- Arranjaste namorado e não me disseste nada?
- Até parece que te tenho que contar a minha vida toda. – atirei.
- Ter não tens mas podias.
- Cala-te – ordenei sem paciência para o aturar – preciso de um café, bem que me podias ir buscar um.
- Depois não dormes com o teu namorado. – gozou enquanto se levantava e se dirigia à porta – forte? – perguntou parando na porta e olhando para trás.
- Não, só o suficiente para eu acordar um bocadinho.
Acabou por sair daquela sala e deixar-me só. Pouco tempo depois a Halle acabou por entrar e se sentar perto de mim.
- O Mario ligou-te? – perguntou.
- Sim, nós vamos dormir os dois.
- Estás estranha. – disse enquanto me olhava séria.
- Tenho sono, sabes como é…quando tenho sono fico assim meia estranha.
- Eras capaz de te declarar agora ao Mario?
- Tenho a ligeira sensação que sim.
- Ah! Porque é que eu nunca tive conhecimento daquele pedaço.
- Ele não vale nada…quer dizer vale na cama, é selvagem.
- Thaís – disse agarrando-me a mão – precisas de um café.
- Ele já foi buscar. Pelo menos serve para ir buscar cafés não é?
Ela riu e olhou para a porta sorrindo, de imediato olhei também suspeitando que era o Marco quem ali estava mas afinal não. A Halle levantou-se e saiu enquanto o Mario veio ter comigo.
- Estás bem pipoca? – perguntou dando-me um beijo na testa.
- Sim, tenho é sono.
- Isso eu já notei e não é pouco.
Virei-me para o lado do Mario e tentei levar as minhas duas mãos até à sua face mas sem sucesso. O cateter no braço direito impedia-me de movimentara mão direita em direção a ele. Levei assim apenas a minha mão esquerda até à cara do Mario chegando-a junto a mim. Juntou a sua testa à minha. Fechei os olhos permanecendo assim por algum tempo apenas a senti-lo junto de mim.
- Não me deixes. – acabei por sussurrar.
- Nunca o irei fazer. – assegurou-me colocando as suas mãos na minha face e beijando-me. 
Separou os nossos lábios e olhou para mim sorrindo.
- Quanto tempo é que esse teu estado vai durar? – perguntou.
- Até o meu café chegar.
Acabei de dizer aquelas palavras quando o Thomas entrou na sala. Olhou-nos e pude ver o espanto no seu olhar. De certeza que não esperava ver Mario Götze ali.
Entregou-me o café e voltou-me a analisar os braços, e olhou para as minhas pernas para ter a certeza que a alergia estava a passar.
- Obrigada. – agradeci.
No momento em que o Thomas se dirigiu ao Mario tive medo do que podia acontecer a seguir.
- Sou o Thomas…o ex. – disse esticando-lhe a mão.
Baixei a cabeça e fechei os olhos desejando um buraco para me enfiar.
- Mario – disse ele levando a sua mão ao encontro da do Thomas – o atual.
Intitulou-se de meu namorado…nada mau. Orgulhoso como é nunca iria deixar ficar o Thomas por cima.
- Então vocês foram namorados? – perguntou o Mario.
Oh meu Deus, é desta que me dá uma coisinha má- pensei. Falar sobre o meu namoro com ele não estava nos meus planos.
- Fomos sim. – respondeu olhando para mim – durante precisamente três meses. – ainda por cima ele lembrava-se do tempo e tudo.
- Porque é que acabaram? – perguntou o Mario visivelmente interessado no assunto.
- Mario! – repreendi-o – estou aqui quase a morrer e tu estás para aí a fazer perguntas sobre o passado?
- A Thaís traiu-me. – disse o Thomas calmamente.
- Lá estás tu a difamar… - disse-lhe passando a minha mão pelo cabelo. – que eu me lembro quem pôs aqui os cornos foste tu! – atirei.
- O café está a fazer efeito. 
- Está, está!
- Afinal quem é que traiu quem? – perguntou o Mario como mero espetador.
- Mario! – repreendi-o mais uma vez.
- Foi ela que me traiu claro.
- Ai isso é que não traí! – defendi-me.
- Não que ideia.
- Pára mas é com isso que ele depois pensa que é verdade!
- Até parece que é mentira!
- Isabela! – atirei sem meias medidas.
- Lucas! – disse também ele no mesmo tom.
- E é melhor ficamos por aqui.
- Eu vou lá fora. – disse o Mario beijando-me a testa.
- Ai que eu mato-te Thomas… - disse-lhe quando o Mario saiu.
- Achas que o assustei?
- Não acho, eu tenho a certeza e ainda ficou a pensar que eu te traí.
- E não traíste?
- Não fiz nada que tu também não tivesses feito! E nós concordamos os dois. Eu traí-te com o teu consentimento tal como tu me traíste com o meu. – disse esclarecendo as coisas – e já me podes tirar isto?
- Já posso sim. Deixa-me ir buscar álcool que isso agora vai sangrar.
- Ui, que novidade! – gozei.
 - Tu com o Mario Götze…quem diria.
- Ele não é…- meu namorado? Não claro que não é mas não o ia dizer agora. – o bruto que parece ser.
Retirou-me o cateter e colocou o pequeno pedaço de algodão sobre a minha pele.
- Tenho uma curiosidade. – disse despertando-me.
- Que é…
- Continuas a mesma leoa? – perguntou provocador.
- Ah isso é uma questão de combinarmos um dia destes… - continuava a olhar-me provocador – e eu estou a gozar como é óbvio. Agora sou uma mulher comprometida.
- Achas que se eu for perguntar ao teu namorado ele me responde?
- Acho que ele ficaria chocado. Posso ir embora?
- Vai buscar a receita e depois sim podes ir embora.
- Beijinho – disse pondo-me em biquinhos de pés e depositando um beijo na sua bochecha. Ele fez o mesmo e saí da sala.
- Já ressuscitaste? – perguntou o Marco.
- Eu digo-te o ressuscitar digo! A minha Halle é que te deve ressuscitar e mais não digo.
- Tomou café? – perguntou a Halle virando-se para o Mario.
- Sim. – respondeu-lhe.
- Bem me parecia que este teu ar animado não vinha do céu. – falou virando-se para mim.
- O meu vem do céu, já o teu vem aí do Marco – atirei.
- Tenho a receita, vamos embora? – perguntou a Halle fugindo ao assunto.
- Oh Halle – disse pegando-lhe no braço – eu sei que vocês não conseguem viver um sem o outro e também sei que têm uma vida noturna bem ativa…segundo o Mario claro.
- Eu? Eu não disse nada! – defendeu-se o Mario.
- O teu café tinha substâncias ilícitas? – perguntou a Halle.
- Já te disse que foi o Mario que me disse que vocês…toda a noite. – defendi-me.
- E quem é que te disse Mario? – perguntou  a Halle virando-se para o Mario agora.
- O Marco!
- Ei! Eu não disse nada disso. Minha rosa ele está a mentir. – disse o Marco agarrando as mãos da Halle.
- Olha que romântico! – atirei – até usam nomes de flores para se tratarem.
- Minha orquídea. – disse-me o Mario gozando.
- Minha gerbera cor-de-rosa – disse colocando as minha mãos em torno do pescoço do Mario.
- Minha tulipa vermelha.
- Minha erva daninha. – disse enquanto o Mario me mordia a bochecha.
- Isso não é nenhuma flor! – atirou a Halle.
- O Mario é a minha erva daninha, problemas com isso oh Rosa?
- Nenhuns pipoca. – respondeu a Halle gozando com a forma como o Mario me tratava.


- Vais adormecer? – perguntou enquanto me mexia no cabelo.
- Não sei…provavelmente sim. – respondi enquanto colocava a minha mão dentro da sua camisola.
Olhava em volta e achava tudo demasiado estranho. Estávamos em minha casa, no meu quarto e sozinhos já que tanto o meu pai como a minha mãe estavam a trabalhar. Estávamos deitados na minha cama e a minha missão era dormir enquanto o Mario me acariciava o cabelo. Se estava a ser cumprida? Claro que não. Tentar dormir com o Mario ao meu lado é algo estranho.
- Mario fala comigo, diz-me coisas bonitas.
- És linda.
- Mario isso não.
- Anda pipoca, dorme. Estás cansada e precisas de umas horinhas de sono. Sabes? Acho que tive um ataque de ciúmes lá com o Thomas. – sorri sem ele se aperceber disso – Eu sou mais bonito que ele não sou? – não lhe iria responder, esperei sim que ele continuasse – és tão especial Tha, és tão genuína, tão…sinto que és a tal, gostava que ficasses comigo para frente mas és tão orgulhosa e teimosa que nem sei bem como lidar contigo. Num momento parece que me queres como te quero a ti mas no outro momento a seguir ignoras-me…- falava calmo e com uma voz doce - agora sou eu quem diz: não me deixes. Fica comigo mesmo que possa ser difícil mas fica porque eu sei que seremos felizes os dois eu sei que és tu quem eu…



Acordei procurando pelo Mario, sabia que tinha adormecido ao lado dele, sabia que adormecido ao som da voz dele.
Levantei-me, ouvia vozes na sala e conhecia bem aquelas vozes.
Fiquei encostada à porta que dava para sala, a minha mãe falava com o Mario com um sorriso na cara, aquele sorriso que eu via quando ela falava comigo.
Fiquei ali durante algum tempo apenas ouvindo o que diziam.
- A Thaís sempre aceitou bem o facto de ser adotado, ao contrário da Cíntia.
- Sim, ela já me falou nela. – disse o Mario -  ela gosta muito dela pelo que percebi.
- Gosta, foi uma segunda mãe para ela. A Thaís era a menina dos olhos da Cíntia, elas davam-se muito bem. Lembro-me como se fosse ontem de andarem a correr uma atrás da outra por esta casa. Eram as minhas meninas e ainda o são mas a Cíntia já não está cá.
Reparei na tristeza com que a minha mãe dizia aquilo. Tinha saudades da Cíntia saudades de ter as suas meninas lá em casa. O Mario olhava-a com um sorriso ternurento.
- Ela gosta de ti Mario.
Não esperava aquilo da boca da minha mãe, nem eu nem o Mario. Reparei na cara com que ficou quando ela disse aquilo.
- Eu também gosto dela, gosto mesmo.
- Não a deixes fugir. Ela é muito teimosa nós sabemos mas ela lá no fundo é uma doçura. O maior medo da Thaís é mesmo a traição, custa-lhe confiar nas pessoas, tem medo de ser magoada.
- Eu sei, eu tenho reparado nisso mas também sei que já estive mais longe do que estou agora.
Decidi interromper aquele momento e fui ter com eles. Dei um beijinho à minha mãe e sentei-me no colo do Mario.
- Dormiste tudo? – perguntou o Mario colocando as suas mãos em cima das minhas pernas.
- Sim, vamos sair. – disse-lhe.
- Ainda estás com manchas filha.
- Mas eu quero sair mãe. Nós precisamos de sair. Eu vou me arranjar e já saímos.
- E almoçar? – perguntou a minha mãe.
- Comemos qualquer coisa por aí? – perguntei ao Mario.
- Sim. – respondeu-me.
Encostei levemente os meus lábios aos dele e saí em direção ao quarto mas…deixá-lo ali novamente com a minha mãe? Demasiado perigoso. Voltei atrás e peguei na mão dele.
- Tu vens comigo. – disse-lhe enquanto o puxava para se levantar.




- Sabes do que tenho mais medo? – perguntei – é de perder tudo o que consegui adquiri até agora. – continuei sem esperar que ele me respondesse à pergunta que tinha feito.
- Eu estou nessa embalagem de coisas que conseguiste adquirir até agora?
- Mentiria se dissesse que não. – disse enquanto passava os meus dedos sobre a sua face.
- Somos o casal mais sexy de toda a Alemanha, não somos?
Pronto…quando acredito que estamos a ter uma conversa decente e bem bonita o Mario tem que estragar tudo.
- Uh sim, claro que sim. Ainda me tens que explicar desde quando é que somos um casal.
- Queres mesmo que te explique essa parte? – disse chegando os seus lábios perto dos meus..
- Quero! – disse afastando-o de mim – e quero muito.
- Então vamos por partes.
- Vamos então.
- Comecemos pelo: quando deixamos de ser amigos?
- Mario, amor, nós nunca fomos amigos.
- Chamaste-me de amor?
- Foi um lapso. – disse virando a cara para o lado.
- Lapso… – disse colocando os seus dedos na minha face virando-a para ele – say baby: I love you Mario Götze.
- I don’t love you Mario Götze.
- Já é um começo, o meu nome e love na mesma frase.
- És tão parvo Mario.
- Tu gostas de mim assim!
- Verda…não! – corrigi rapidamente.
- Foi um lapso esse verda?
- Foi…
- Vamos lá continuar o que eu estava a dizer. Nós deixamos de ser amigos quando nos beijamos pela primeira vez e fizemos aquela rica aposta.
- Que tu perdeste! Há que salientar isso.
- Passado um mês e pouco tive sexo do bom e do melhor, por isso…
- Olha…- disse enquanto encostei a minha testa à palma da minha mão. É daqueles momentos em que não sei mesmo o que dizer, só ele para provocar disto.
- Quando a que passamos a ser um casal? É essa a pergunta principal certo?
- Sim. – respondi olhando novamente para ele.
- Quando nos começamos a beijar frequentemente ignorando quem nos rodeava, quando foste comigo para o Dubai, quando deixamos de nos importar com a relação que tinha com Ann, quando simplesmente o sexo que tivemos deixou de o ser para passar a ser amor. Quando começamos a falar noites e noites sobre nós sem nos importarmos com as horas ou com o que tínhamos a fazer no dia seguinte. – fez uma pausa olhando-me e encostando a sua testa à minha – comecei a ver-te como minha namorada quando me apercebi que sem ti a minha vida já não faz sentido nenhum.
Sorri olhando-o, sabia bem que o que dizia era totalmente verdade porque aqueles olhos não enganam…não a mim.
- Agora a parte cómica – disse chamando-me à atenção e sorrindo – a razão por que não te peço em namoro.
- Que é…
- Tu ias dizer que não! Está na tua cara!
- Por uma simples razão… - segurei a sua face entre as minhas mãos – lembraste porque é que estás comigo agora?
- Porque gosto de ti!
- Não essa razão. Refiro-me ao facto de estares comigo porque traíste a tua ex-namorada.
- Sim.
- Quem me garante que também não me vais trair a mim?
- Eu garanto. Se traí a Ann foi porque precisava de algo que ela não me dava e esse algo foi tudo o que encontrei em ti. Não preciso de mais ninguém, tudo o que necessito para ser feliz és tu, tu dás-me tudo o que preciso para me sentir realizado.
- Palavras são muito bonitas mas palavras não são tudo.
- Eu vou-te provar Thaís, provar que o que sinto por ti não é apenas uma paixoneta mas sim algo que eu quero que dure para sempre.
- E eu vou esperar por isso Mario. E eu também preciso de tempo, tempo para pôr todas as ideias no lugar, vieste assim de repente…
- Tha, de repente? Conhecemo-nos há quase cinco meses.
- Cinco meses são pouco!
- Foram os suficientes para eu me apaixonar por ti.
- Não sejas querido que eu depois habituo-me.
- Eu sei ser querido!
- Eu sei que sim.
- Tenho uma proposta para ti. – disse agarrando a minha mão e encostando-a aos seus lábios.
- Tenho medo. – admiti rindo um pouco.
- Tenho dois bilhetes.
- De ida para o paraíso? – perguntei gozando.
- É mais para Colónia, um concerto no domingo.
- Mario… - falei apercebendo-me que o concerto de que falava era o da Beyoncé.
- Nós ao som de XO dávamos um casal bem lindo.
- É impossível dizer não.
- Então sexta-feira à noite tenho-te em Munique?
- Sexta-feira Mario?
- Sim, passas comigo a noite de sexta-feira, sábado tenho jogo logo vens ao meu jogo e domingo Colónia é nossa.
- A segunda-feira vem incluída ou não? – perguntei sorrindo-lhe.
- Se quiseres…eu gostava.
- Assim será.
- Por favor que essa cabecinha não mude de ideias até lá!
- Não muda Mario…eu quero mesmo estar contigo.



- Não combinaste nada com os teus amigos hoje? – perguntei deitada no sofá e com a cabeça no colo do Mario – é sexta feira…
- Tenho-te aqui Tha por isso não combinei nada.
- Mas vamos ficar aqui?
- Queres sair?
- Podíamos sair, os dois? – propus olhando-o – mas se estás cansado podemos ficar aqui.
- Eu nunca estou cansado.
- Eu deixava-te cansado se quisesse!
- Não deixavas não! Sabes que tenho uma alta resistência física.
- O ginásio é o meu melhor amigo.
- Podemos sempre testar a tua resistência física em vez de sairmos.
- Não, não. Eu quero sair e além do mais tens jogo amanhã.
- E então?
- Então vamos sair, eu vou-me vestir.
- Estás vestida!
- Não para sair de casa. – respondi levantando-me do sofá.
- Vê lá o que vestes!
- Nada que tu não gostes. – garanti saindo da sala.
O que vestir? Algo curto com certeza, Mario com ciúmes é das melhores coisas que se pode ver. Calções ou saia? Saia não porque certamente manda aquela de: não achas que a tua saia é demasiado comprida? Por isso calções sem dúvida. Vesti-me e fui ter novamente com ele.




- Não tinhas algo mais curto? – perguntou-me assim que entrei na sala.
- Mario! Não vesti uma saia por causa das tuas bocas e agora tu implicas com os meus calções.
- Gosto de te ver mais vestidinha quando saímos. A sério que não me importo que andes toda descapotável cá em casa mas… - chegou junto a mim passando as suas mãos pelas minhas pernas deixando-as depois nas minhas nádegas – quando saímos os outros olham e eu não gosto que os outros olhem.
- Ouve! Mas tu ouve mesmo! Queres comparar o número de rapazes que olham para mim com o número de raparigas que olham para ti? Tu queres Mario?
- Não, tem calma.
- Calma? Tu deixas-me fora de mim!
- Isso sei eu. – disse apertando-me contra ele – e não é de agora.
- Sim, claro. Vamos embora. – disse largando-me dele.
- Estás a evitar-me? – perguntou agarrando-me a mão.
- Estou. – responder calmamente – se não te evitar provavelmente vamos os dois parar à tua cama, a este sofá ou até mesmo ao chão e eu quero mesmo sair.
- Não tens medo de sair nas revistas amanhã?
- Sejamos sinceros Mario, as revistas não querem saber de ti!
- Então se te rotularem como minha namorada não te importas?
- Tu já me rotulaste como tua namorada há muito tempo, por isso…



- É o David Alaba, tu conheces não é? – perguntou o Mario olhando para mim.
- Olá Thaís. – disse-me o Alaba. Ok, ele sabe o meu nome sem ninguém lho ter dito. É um bom começo sem dúvida!
- Olá. – disse retribuindo-lhe um sorriso. – como é que ele sabe o meu nome? – perguntei virando-me para o Mario e encostando a minha cabeça ao seu ombro.
- Eu falo-lhe de ti pipoca.
- A ele, ao Muller…
- E ao Thiago.
- E ao pessoal todo! – disse o Alaba despertando a nossa atenção.
- Cala-te! – ordenou o Mario.
- Mario… - sussurrei.
- Ele não sabe o que diz Tha.
- Não, não sabe. Diz que não sabe!
Senti uma mão no meu braço e olhei imediatamente para trás.
- Thaís?
Entrei em choque…eu estava em choque era a Cíntia…
- Cíntia? – foi o Mario que falou, olhava para ela espantado.
- Mario? – falou a Cíntia surpreendida.
Mas eles…conheciam-se? 


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Boa noite :)
Meninas aqui fica mais um, espero que gostem.
Obrigada por estarem sempre desse lado.
Espreitem Be my forever , é uma história diferente :) 
Espero os vossos comentários que são muito importantes. 
Beijinho, 
Mahina  

5 comentários:

  1. Ai porra, ai porra, ai porra!
    Vá olá primeiro que há que ser educada.
    Sim...já tinha lido grande parte do capitulo, mas estive a ler tudo direitinho e sem saltar parte nenhuma e ai que me desfaleci. "...comecei a ver-te como minha namorada quando me apercebi que sem ti a minha vida já não faz sentido nenhum." foi talvez das coisas mais bonitas e que me marcaram no capitulo. O Mario começa a ser tão...tão ele com a Thaís e eu já nem sei o que dizer a não ser PERFEIÇÃO!
    Acho que é das histórias mais bonitas que leio, é das histórias mais...únicas, mais tuas. É tudo tão especial, tão único, tão sentido e vivido que parece que é algo muito muito perfeitinho demais, o que sabemos que não é, não tem sido e não será. Eles são dificeis mas um com o outro são tão oughrdwhbkdbf.hg *-*
    Cíntia.Cíntia, Cíntia...eu só espero que o drama venha, dure e que Mario se mantenha do lado dela. Ou então que venha assim coisinhas lindas de manas que não se vêm à imenso tempo e Mario lá do mesmo lado...até porque ele a conhece!!!!!!!

    Aaaaaaaaaaaaaaaah! Eu espero o próximo e espero com muita ansiedade.
    Muitos beijinhos.
    A tua Ana.

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  2. Olá!
    Que capítulo mais linnddddoo!!
    Fartei-me de rir com o inicio com a parte do Thomas! A parte em que desmanchei mesmo a rir foi quando ele e Mario de apresentaram como o ex e o atual xD
    Depois as coisas que o Mario disse à Thais foram perfeitas e lindas! Eles são um casal que apesar de alguns ciumes e desentendimentos pelo meio, também sabem ser um casal muito querido e fofo!
    Agora no fim apareceu a Cíntia :o e Mario conhece-a :o :o Quero muito o próximo para saber mais!
    Próximo rápido!!
    Beijinhos,
    Sofia

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  3. Olá!!!
    Conheci a tua fic pelo grupo do facebook e tenho que admitir que amo o seu trabalho!!! Ela é bem diferente das outras, o enredo, e eu gostei disso.
    Enfim amei o capítulo, foi engraçada a conversa do Mario com Thomas, se eu fosse a Thais também procuraria um buraco para me esconder... E o Mario está se revelando um fofo! Agora a pergunta principal, de onde ele conhece a Cíntia?
    Estou ansiosa pelo próximo!
    Beijinhos!!!
    Lari Lima

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