sexta-feira, 18 de abril de 2014

18º Capitulo - « it's simple , you complete me »

- Desculpa – acabei por quebrar o aquele silêncio enquanto a Halle me passava a mão pelo rosto. Estava com a cabeça deitada no seu colo desde que tinha chegado àquela casa.
- Essa fala não devia ser a minha? – perguntou sorrindo.
- Não, do que é que queres pedir desculpas? Da pessoa maravilhosa que és?
- Se calhar da pessoa maravilhosa que não fui ao esconder-te tudo durante os nossos três anos de amizade.
- Todos nós temos segredos que preferimos esconder. Preferimos que não passem disso…segredos, e se é segredo pouca gente ou ninguém além de nós o sabe.
- Não estás magoada comigo?
- Não, já passou. Neste tempo que passei longe de ti percebi bem que sem ti eu não consigo fazer nada, custa-me sair de casa e voltar sem passar por aqui, custa-me não te ver e não falar contigo a toda a hora, especialmente custa-me não ter-te junto a mim. Ocupaste lugar muito importante na minha vida que precisava de ser ocupado…foste a irmã que…a Cíntia deixou de ser.
- A Cíntia? Thaís porque é que… - percebi a sua admiração quando toquei no nome dela, talvez porque nunca antes o tinha feito, contei-lhe e enterrei o assunto para nunca mais voltar a falar nele.
Levantei-me e peguei na minha mala, retirei de lá a carta e entreguei à Halle.
- Queres que eu…
- Sim, quero que leias.
Voltei a poisar a minha cabeça nas suas pernas enquanto jogava um jogo qualquer no telemóvel só para passar o tempo enquanto a Halle lia a carta. Enquanto jogava lembrei-me das mensagens não eram umas simples mensagens mas sim, as mensagens.
Impulsivamente fui até às mensagens do Mario…percorrias de cima para baixo procurando por algo que me fizesse voltar a sentir aquele sentimento que só ele me faz sentir e que eu ainda não consegui decifrar.


Mario: Vamos fugir?
Eu: Para onde?
Mario: Qualquer sítio, desde que fiquemos só os dois.



Mario: Sabes o que era perfeito?
Eu: O quê?
Mario: Dortmund ficar ali ao virar da esquina.

Eu: Realmente era fantástico Munique ficar perto, teria muito mais lojas
a onde ir.
Mario: Tha…queria-me mesmo referir a estar perto de ti.

Eu: Eu sei…também não me importava nada de adormecer nos teus braços.

O toque de mensagem despertou-me e congelei quando reparei que a mensagem era do Mario, andei devagar para baixo procurando a mensagem que acabara de receber.

«Às vezes nós temos que ficar longe para perceber que tínhamos que ter ficado perto.»

Começo a sentir-me pequenina neste mundo, a achar que isto não é realidade, não a minha…
Subi lentamente o telemóvel para que a Halle também pudesse visualizar aquela mensagem.
- Viste? Mesmo indo buscar frases à internet consegue ser um querido?
Abri um pequeno sorriso face aquele comentário da Halle.
- Consegui um sorriso? – perguntou espantada.
- Conseguiste.
- Posso fazer uma pergunta meu amor?
- Sim, diz.
- Queres continuar a conversa que estávamos a ter no outro dia.
- Não Halle, por agora não. Já consegui aceitar isto mas deixa passar um tempo por favor, depois sim voltamos a tocar nesse assunto, pode ser?
- Claro.


(Halle)

Acordei de manhã com uma sensação inexplicável, estava contente, feliz e hoje era dia dos namorados. Tinha adormecido ao lado do Marco e tinha recuperado a minha amizade com a Thaís há dois dias, não me podia sentir mais feliz e completa. Quando me movimentei a primeira vez naquela manhã pude notar na ausência…a ausência dele. Acordar e não ter a pessoa com quem adormecemos ao pé é talvez das piores sensações do mundo.
Levantei-me e de pijama fui até ao andar de baixo procurando por ele mas não o avistei. Percorri o pequeno caminho até à cozinha e liguei a máquina do café, estava mesmo a precisar de um. Ouvi a porta da entrada a bater mas…ele tinhas as chaves?
- Levei as chaves que estavam aqui, achei que não te importavas…- disse-me quando cheguei à sala.
- Sim…quer dizer não, claro que não me importo. – disse atrapalhada.
Reparei que trazia dois ramos de flores nas mãos, seria algum para mim?
- Toma – disse entregando-me um dos ramos para as mãos e colocando o outro sobre a mesa. – sei que não somos namorados… - disse chegando perto de mim – na realidade nem sei bem o que somos mas…não interessa não precisamos de nomes ou coisas parecidas para dar-mos nome ao que temos precisamos apenas de sermos nós e conservarmos o que temos.
- Oh Marco, és realmente tão especial.
- Espero o tempo necessário para que te sintas preparada para…
- Eu sinto! – disse aproximando-me dele e colocando a minha mão sobre a dele.
- Sentes? – perguntou confuso.
- Sinto, se calhar até já me sinto há mais tempo mas eu sinto! Eu sinto-me mesmo preparada para isto! Para esta nova aventura, para me sentir tua todos os dias. Para poder acordar poder olhar para o meu lado e ter-te ali sempre apoiar-me, sempre a proteger-me de tudo e todos como tu tens feito durante todos estes dias.
- Então e tu queres namorar comigo Halle…bem eu não estava preparado para te pedir em namoro mas…
- Claro que quero. – disse interrompendo-o.- não há nada que eu queira mais neste momento.
- Isto vai mudar alguma coisa do que tínhamos? – perguntou.
- Acho que não, nós já fazemos vida de namorados há algum tempo.
- Estamos oficializados – disse rodeando-me a cintura – Halle Reus.
- Ei Marco, somos namorados não estamos casados.
- Acredita que também não falta muito para isso.
- És tão doido mas…e aquele ramo? – perguntei com uma certa curiosidade.
- Aquele…bem, digamos que hoje vamos fazer de cupidos.
- Até tenho medo. – disse rindo.


(Thaís)

Dia 14 de Fevereiro, dia de São Valentim, o dia mais foleiro de sempre. Não entendo mesmo porque é que ele existe. Namorados, casados ou juntos não precisam de um dia específico para mostrarem o amor que sentem um pelo outro.
Quando acordei reparei que tinha duas mensagens, uma era da Halle que dizia para passar em casa dela. Congelei quando reparei que a outra mensagem era do Mario, é daqueles momentos em que parece que o tempo passa e temos medo do que pode conter aquela mensagem. Abri-a e pude ver o que continha ela.

«O passado está na tua cabeça. O futuro está nas tuas mãos.»

Pensar naquela mensagem era massacrar-me. Voltar a pensar nele não era novidade por estes dias. A recordação da última discussão que tivemos estava bem presente, assim como cada beijo e cada toque dele. Por mais que tentasse esquecer tudo estava a tornar-se cada vez mais impossível.
Acabei por atirar o telemóvel para a cama e procurar uma roupa pra vestir e para rumar a casa da Halle.

- Bom dia! – disse quando entrei naquela sala e deparei-me com o Marco junto da Halle com um ramo de flores nas mãos.
- Bom dia. – disseram os dois.
- Não me digam que esperaram por mim para o Marco te oferecer flores e te pedir em namoro?
- Olha, voltou a Thaís com o seu típico humor matinal. – disse o Marco.
- Acordei bem-disposta por acaso. – disse-lhes tentando convencer.
- Ainda bem que sim, e ainda vais ficar melhor espero. – comentou o Marco – São para ti. – disse ele entregando-me as flores para as mãos.
- Marco…deves estar a enganar-te na pessoa. – cheguei perto dele e virei-o para o lado onde se encontrava a Halle – é ela a tua musa.
- São para ti Thaís! – disse a Halle com aquele sorriso típico nos lábios.
- Ok, está aqui alguma coisa que não está a bater certo. – comentei não percebendo nada.
- Pega lá nisto e vê o cartão. – disse o Marco.
Peguei no ramo de flores e reparei que havia um cartão preso a uma das extremidades.
- Se isto for do teu…amigo, eu não sei…
- Já vais ficar a saber. – disse o Marco.
Abri o cartão e olhei em para ele, aquela letra desajeitada só podia ser de uma pessoa…o Mario. Mais frases da internet – pensei.

Tell me, was it worth it? (Diz-me, valeu a pena?)
We were so perfect (Nós eramos tão perfeitos)
But baby I just want you to see (Mas amor, eu só quero que tu vejas)

There's nothing like us (Não há nada como nós)
There's nothing like you and me (Não há nada como eu e tu)
Together through the storm (Juntos no meio da tempestade)
There's nothing like us (Não há nada como nós)
There's nothing like you and me (Não há nada como eu e tu)
Together (Juntos)

Acabei de ler aquilo e olhei para eles.
- Sim…- pronunciou a Halle à espera de alguma reação minha.
- Justin Bieber? Isto é horrível! E vocês estão metidos nisto.
- Estamos metidos nisto sim e há outro cartão – disse a Halle apontando para a parte de trás do ramo.

I miss you, like everyday (Eu sinto a tua falta, como todos os dias)
Wanna be with you, but you're away (Quero estar contigo, mas estás longe)
I miss you, missing you insane (Eu sinto a tua falta, loucamente)
But if I got with you, could it feel the same? (Mas se eu estivesse contigo, sentiria o mesmo?)

Como eu conhecia e amava aquela música, agora sim tinha-me deixado completamente à toa sem saber o que dizer ou o que fazer. Se o que ali estava escrito fosse verdade talvez o meu futuro fosse bem promissor. Talvez ele gostasse mesmo de mim mas não fazia sentido…não na minha cabeça. Para mim havia um Mario que passou uns momentos comigo, apenas isso…porque bons momentos não passaram de bons momentos.
- Thaís…vais dizer alguma coisa? – perguntou o Marco.
- Isto é totalmente, como é que vou dizer isto? – perguntei tentando arranjar as palavras certas – horrível!
- Horrível? – perguntou a Halle – Oh Thaís! – repreendeu-me.
- Não gosto de Justin Bieber, e Bey por um rapaz é muito desinteressante.
- Tinhas razão – disse o Marco colocando a sua mão na cintura da Halle.
- Eu avisei-te que a Thaís é esquisita!
- Não sou esquisita! – defendi-me.
- És e bastante o Mario está solteiro e empenhado em te reconquistar. – disse o Marco.
Ele estava…solteiro? A tentar…reconquistar-me?
- Desculpa? Reconquistar o quê? Ele nunca me conquistou! – atirei.
Reparei no telemóvel que tocou, olhei-o e reparei que era algo do Mario, uma imagem.



Se me está a tentar conquistar…acho que vai num bom caminho.


***

Fevereiro…passou de uma forma rápida e com o fim dele chegou março com melhores temperaturas e quem sabe muitas mudanças.
Primeiro dia de março, um sábado. Esta noite a Halle tinha-me convidado para ir para casa dela. Apesar de eu passar lá a vida hoje era diferente, tinha convidado a Noemy e a Safira, duas amigas dela que passaram a ser minhas, para uma noite de raparigas.
A ideia agradava-me, não podia dizer que não mas hoje tinha acordado estranha e hoje que tanto precisava não havia mensagem do Mario. Apercebi-me o quanto estava agarrada aquelas simples frases que recebia todos os dias. Frases como:

«Aquela nossa mania de pôr o orgulho em primeiro lugar»

«…a cabeça não apaga o que o coração já gravou…»

«Fiquei em silêncio quando devia ter dito tudo»

Passei o dia todo por volta do telemóvel ainda com esperança que aquela mensagem chegasse.
A noite chegou, arranjei as minhas coisas e rumei a casa da Halle.
- Olá meninas. – disse quando entrei na casa dela e reparei que a Noemy e a Safira já estavam lá.
- Que cara é essa? – perguntou a Halle.
- Cara de quem não recebeu a mensagem que estou habituada. – disse sentando-me no sofá e retirando os sapatos que já me incomodavam.
- Olha! – atirou a Halle – Marito habituou-te mal agora não queres outra coisa.
- Oh. - disse sem muita paciência.
- Vamos lá ver, quem é o rapaz? A Halle anda metida com o Reus e tu, Thaís? – perguntou a Noemy.
- O Marito. – disse a Halle sentando-se junto a mim.
- Que Mario? – perguntou a Safira.
- Mandzukic. – gozei.
- A sério? Mas esse não é casado e não tem filhos? – perguntou a Noemy confusa.
- Ela está a gozar. É o Götze.
- Tens olho para a coisa tens! – comentou a Safira a rir.
- Mas vocês não sabem do melhor!
- Halle, tu vê lá o que vais contar! – avisei.
- Oh Thaís, nós gostamos de histórias destas.
- No dia em que se conheceram o Mario apostou com a Thaís que a conseguia levar para a cama em duas semanas.
- Jura! – disse a Noemy. – Não o deixaste ganhar a aposta pois não?
- Fiquem descansadas que não caí na cama dele em duas semanas.
- Caiu passado dois/três meses. – atirou a Halle.
- Halle! – repreendia-a.
- Uh, ele mexe-se bem?
- Não, não, não e não eu não vos vou falar disso!
- É uma pergunta fácil. – começou a Safira – ou sim, ou não.
- Não vou falar sobre a minha vida intima.
- Uh la la, que eles têm vida intima. – atitou a Noemy.
- Tínhamos. – corrigi – vá Halle dá-me uma caixa de gelado, lenços de papel e põe O Diário da nossa paixão e serei feliz nas próximas duas horas.
- E eu a pensar que íamos ver Amizade colorida com o jeitoso do Justin Timberlake.
- Não! Isso faz-me lembrar o Mario. – disse sincera.
- Então vamos ver Melodia do adeus. – sugeriu a Noemy.
- Não isso faz-me lembrar o Mario! Tem praia e água.
- Afinal o que é que não te faz lembrar o Mario?
- O Diário da nossa paixão! – disse-lhes.
- E saímos daqui todas a chorar…
- Que tal Velocidade furiosa? Pelo menos não choramos… - sugeriu a Halle.
- Concordo. – disse.
- Assim vemos o jeitoso do Vin Diesel é tão hot. – atirou a Noemy.
- Oh meu Deus ele tem quê? Cinquenta anos? – perguntei.
- Quarenta e seis. – disse a Safira olhando para o telemóvel.
- Ei, não, não mesmo…já está bom para a reforma. – disse levando-as a rir.
- Olha que com aquele corpo não deve desiludir. – disse a Noemy.
- Não! Deixa-me lá com os meus pensamentos bons, toca a afastar esses pensamentos feios.
- Tradução. – começou a Noemy – deixa-me afastar os pensamentos do Vin Diesel ao natural e pensar na noite escaldante com Mario Götze. – terminou levando-nos a rir.
- Não se pode ter uma conversa convosco, desisto! – acabei por dizer.
Aconcheguei-me no sofá com uma manta em torno de mim. Ouvi o toque de mensagem do telemóvel e olhei-o.

«Fica comigo mesmo que seja difícil ou complicado mas fica»

Sorri ao olhar para aquela frase que tanto esperava.
- Não me digas que estás a ver fotos do Vin Diesel sem roupa? – perguntou a Safira gozando.
- Não! Ela é que recebeu a mensagem do seu príncipe encantando. – atirou a Halle colocando o filme.
- O filme vai começar. – disse tentando escapar à conversa.


***


(Mario)

Cheguei a Dortmund por volta das quatro da tarde seguindo depois o meu caminho até casa. Hoje não tinha mandado nenhuma mensagem a Thaís esperava puder fazer-lhe uma surpresa cara a cara, estar perto dela e puder dizer-lhe tudo o que queria dizer.
Entrei em casa e fiquei espantado quando a vi sentada no sofá da sala, não a esperava ali junto da minha mãe na minha casa.
- Olá. – disse esperando alguma resposta da parte de alguma delas.
- Oh, olá Mario. – pronunciou a minha mãe.
Não obtive nenhuma resposta da parte da Thaís, notei que estava incomodada com a minha presença. Disse algo à minha mãe que não me foi audível e levantou-se saindo pela porta por onde eu acabava de entrar.
- Vais deixá-la fugir…outra vez? – perguntou a minha mãe.



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Boa tarde meninas :)
Deixo-vos aqui mais um, surpreendidas?
Espero as vossas opiniões. ( é tão bom lê-las, um grande OBRIGADO)
Beijinhos e bom fim de semana, 
Mahina 

5 comentários:

  1. Olá :)
    Como estou no telemóvel, vou dizer que amei este capitulo e quero o próximo sff bjs :D

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  2. Fantastico quero o proximo rapido.bjs

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  3. Olaaaa

    E ele não a pode deixar fugir :)


    Adoreiiii *_*



    Beijinhos


    Catarina

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  4. Como é que tu acabas assim? Só podes querer matar-me :O
    Eu amei amei como sempre !!!
    Ele tem de ir atrás dela, tem mesmo!!
    Besos :*

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  5. Quando voltas a publicar?bjs

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