terça-feira, 4 de março de 2014

11º Capitulo - « Não, não quero casar contigo. »

- Mario? O que estás aqui a fazer? – ouvi alguém chamar, aquela voz…tinha a certeza que já a tinha ouvido em algum lado.
Olhamos os dois para trás para entendermos de onde vinha aquela voz. Deparei-me com uma rapariga alta e de olhos claros tinha o cabelo claro e um sorriso na cara.
- Sabine?- pronunciou o Mario chegando-se perto dela.
Tinha também um sorriso nos lábios e os dois cumprimentaram-se com dois beijos na face.
Os minutos que se seguiram foram de troca de palavras e sorrisos entre os dois. Eu e a Emma eramos meras espetadoras. Aquela rapariga não me era estranha e tinha quase a certeza que a conhecia da escola
Chegou o momento em que se despediram e o Mario voltou para junto de nós.
- Era a Sabine. – disse-nos.
Sabine, como se isso me interessasse- pensei.
- Andar de cima? – perguntei virando-me para a Emma.
- Sim. – respondeu com o seu típico sorriso. – Anda Marito! –disse agarrando a mão dele e ficando entre nós os dois.
Subimos e entrámos noutra loja. A Emma encontrou uma amiga da escola e ficou um pouco com ela. Não me afastei muito apenas o suficiente para que pudessem ter a sua privacidade.
- Oh ciumenta. – disse o Mario chegando perto de mim e rodeando-me a cintura com os seus braços.
- Deixa-me em paz! – disse-lhe afastando-me dele.
- A Sabine é minha amiga de infância.
- A Sabine é minha amiga de infância – disse tentando imitar a voz dele – o que é que eu tenho a ver com isso?
- Que ciumeira Thaís! – disse aproximando-se novamente de mim.
- Deixa-me! – ordenei-lhe.
Reparei que a Emma já estava novamente presente.
- És mesmo ciumenta. – atirou.
- É normal Marito, a Tha é tua namorada tem que ter ciúmes.
Com esta é que eu não esperava de todo, é o que dá o Mario ter mentido à menina.
- A Tha – disse chamando-me da mesma maneira que a Emma o tinha feito – não precisa de ter ciúmes – prosseguiu – porque eu só a quero a ela.
Acabei por sorrir, ir até junto dele e beijá-lo, sem medo de sermos vistos ou do que as pessoas pudessem pensar, beijei-o porque precisava daqueles lábios junto dos meus, daquela segurança, do calor do seu corpo.
- Livra-te de depois de me dizeres que amigos não se beijam! – atirou.
- E não, amigos não se beijam mas há muito tempo que deixámos de ser só amigos.

***

Saí de casa com uma vontade enorme de correr, de me livrar de todos os pensamentos que me iam na cabeça, de deixar de pensar em coisas que não me levam a lado nenhum.
Comecei a correr sem destino mas no fundo sabia bem até onde queria ir. A casa dele não é longe para o que costumo correr e esforçar-me só para no fim o ver a ele é uma boa recompensa.
Parei no início da casa da Astrid, comecei a caminhar mais devagar e avistei o Mario e o Felix a jogarem basquetebol.
- Então Thaís como andas? - perguntou o Felix despertando-me. Fui aproximando-me dando pequenos passos em direção a eles.
- A ver se emagreço uns quilos.
- Sim porque és muito gorda - disse o Mario encestando mais uma vez.
- Alguém falou consigo? – perguntei virando-me para ele.
O Mario não respondeu e continuou a jogar como se eu não estivesse ali. Odeio quando fala para mim e depois me ignora.
- Jogas connosco? - convidou o Felix.
- Basquetebol não é o meu forte.
- Também o que é o teu forte? - perguntou o Mario com ironia virando-se para mim e sorrindo.
- Certas coisas que tu não sabes, e sinceramente duvido que algum dia vás a saber.
- Quem sabe se eu não vá saber até mais depressa do que imaginas. – disse passando-me a bola.
- Sonha – disse atirando-lhe a bola de seguida.
- Porque é que eu nunca percebo nada das vossas conversas?
- É essa a intenção! – respondeu o Mario.
- Não, não é Felix, o teu irmão é que gosta de conversar indiretamente porque não é homem o suficiente para dizer ás coisas de uma vez na minha cara.
- Não sou homem o suficiente? – disse chegando-se perto de mim.
- Parece que não.
- Só tens essas dúvidas porque queres, esse parece que não já podia mudado para um sim há muito tempo. – disse encestando junto a mim.
- Era suposto eu ficar impressionada?
- Não. Saímos hoje?
- Sim, por mim.
- Com apaixonados atrás?
- Eu falo com a Halle.
- Eu ligo ao Marco.
- Vens-me buscar?
- Vou. Ainda te digo mais alguma coisa mais logo.
- Até logo. – disse depositando-lhe um beijo na face.


***

Noite de Natal costuma ser passado com a família mas na minha não é isso que acontece nem nunca aconteceu. Maior parte da família da minha mãe está em Berlim e a do meu pai em Estugarda. Como uma família normal devíamo-nos reunir mas nunca foi isso que aconteceu. O facto de a família do meu pai não aceitar a minha mãe foi sempre um problema mas mesmo assim casaram-se e são hoje o que são. A família com quem tenho mais proximidade é Evelyn a irmã da minha mãe. Estilista e solteirona o tipo de tia que se diverte independentemente da idade.
O Jantar de Natal aconteceu em minha casa com os meus pais, a minha tia, a Halle e os pais.
Foi tudo calmo, como uma noite de Natal deve ser.
A Halle tirou-me uma foto que eu partilhei no instagram.

Feliz Natal


Passado algum tempo da meia-noite tanto eu como a Halle saímos de minha casa. A Halle ia-me levar a casa do Mario, já que ela ia ter com o Marco.
- Tenho medo! – quase que gritou aquilo dentro do carro.
- Medo? De quê? Da Heloísa te assassinar com uma faca?
- Thaís! Não sejas parva, ainda me assustas mais!
- É muito querida a tua sogrinha.
- Mãe do meu amigo!
- Pronto se é assim que queres assim seja. A mãe do teu amigo é querida.
- Que levas nesse saco?
- O meu coração – gozei.
- Para ofereceres ao Mario?
- Halle, menos.
- Acho que ele nunca saberia cuidar de uma coisa tão preciosa.
O resto da viajem foi feita em silêncio.
Quando chegámos despedi-me da Halle e fiquei no exterior da casa sem saber bem o que fazer. Iniciei chamada para Mario.
- O quê?- atirou quando me atendeu a chamada.
- Olha eu vou chatear-me a sério contigo, é assim uma pessoa liga-te e tu falas assim?
- Desculpa…
- Desculpa? Quando te ligo não tens aí um quadradinho com o meu nome?
- Tem, e diz: Thaís princesa.
- Então mais uma razão para me tratares bem e não atenderes e dizeres: o quê?
- Estás muito irritada, é Natal sim?
- Mario estou aqui no exterior da tua casa ao frio da madrugada de 25 de Dezembro.
- Que tal entrares.
- Não vou entrar!
- É preciso eu ir aí buscar-te fora?
- Não, quer dizer Mario deve estar aí muita gente da tua família.
- E…
- E eu não vou aí entrar!
- Estás linda hoje.
- O quê? – olhei para cima e reparei no Mario debruçado na janela. – oh Mario… - sussurrei.
- Vens ou não? Preciso da tua ajuda com a roupa.
- Anda cá buscar-me.
- Tens medo é?
- Até tenho.
Desligou a chamada e pouco tempo depois já estava junto de mim.
- Mario a porta é ali, não? – disse já que íamos no sentido contrário.
- Queres dizer olá aos meus tios, tias, primos, primas…
- Nop! – respondi.
- Então vamos.
- Porque é que nunca tive conhecimento desta porta?
- Porque nunca precisas-te de cá entrar como ‘’adolescente a quebrar as regras’’.
- Parece muito mau dito assim.
- Mas não é. – disse abrindo a porta do quarto dele.
Sentei-me na cama dele e olhei-o.
- Esta camisola ou esta camisola?
- Que tal…uma camisola?
- Parva! – atirou mandando-me uma das camisolas à cara.
- Bem Mario…
- Não, não quero casar contigo.
- Eh pá cala-te! – disse atirando-lhe a camisola de volta.
- Diz lá.
- Comprei-te uma prenda.
- Compras-te? – perguntou surpreendido.
- Comprei.
Abri a minha mala e retirei de lá o saco e depois o pequeno embrulho e dei-lhe para a mão.
Sentou-se junto de mim e abriu o embrulho.
- Meu é lindo Thaís, obrigada.
- Ainda bem que gostas.
Colocou o relógio no pulso e seguiu até ao espelho do quarto.
- Segunda gaveta da mesa-de-cabeceira.
- O quê?
- A tua prenda.
Estava surpreendida de todo, não esperava que ele se lembrasse de mim, não mesmo.
Abri a gaveta e deparei-me com um embrulho cor-de-rosa pequeno, praticamente do tamanho do meu. Abri e dentro encontrei um relógio bonito. Tínhamos tido a mesma ideia e a verdade é que adorei a prenda dele.
Coloquei o relógio e fui até ele dando-lhe um beijo na bochecha.
- Obrigada Mario é lindo.
- A intenção era mesmo essa, tu gostares.
Fui até junto da gaveta para fechar mas ouve algo que me chamou a atenção. Uma foto que por mais natural que fosse na minha cabeça não fazia sentido. Mirei mais uma vez a foto e de seguida ri-me muito.


- Mario o que é isto?
- Uma foto. – disse chegando-se perto de mim.
- Com o meu amigo, aquele de quem tens ciúmes não é verdade?
- Estamos bonitos.
- Correção o Moritz está bonito com aqueles olhos tão mágicos dele. Tinhas o quê? 16, 17 anos.
- Por aí.
- Tinhas falta de cabelo, eras gordo e…eras gordo.
- Thaís!
- Pronto desculpa, tu agora até estás qualquer coisa de…
- De?
- De…de interessante. As californianas ficam-te bem.
- Californianas?
- Não tens californianas? – tentei dizer com o ar mais sério possível.
- Não!
- Olha…mas parece! – coloquei a minha mão no seu cabelo – tens a certeza que não fizeste californianas?
- Não.
- Certo, não é preciso responderes assim também. O teu cabelo é fofinho. Lavas com Elvive total repair ou Linic for women liso e sedoso?
Ele não me respondeu e apenas olhava para mim com aquela cara de me querer matar.
- Oh que cabeça no ar que sou. Lavas com Elvive color-vive que é para os cabelos pintados.
- Já acabaste? – perguntou mandando-me com uma almofada à cara.
- Já. Usas amaciador?
Veio até mim e pegou-me ao colo.
- O que é que estás a fazer? – perguntei-lhe calmamente.
- Vou atirar-te da janela. – respondeu abrindo-a.
- Mario! – disse mexendo os pés tentando que ele me largasse.
- Vamos fazer um acordo. Tu deixas de gozar comigo e eu deixo-te viva e inteira.
- Ambos sabemos que por tua vontade inteira já não estava há muito tempo.
- Verdade ainda estou a tempo de dar umas trincas.
- E eu de te bater.
Acabou por me colocar no chão e fechar a janela.
- Vamos?- perguntou.
- Sim, deixa-me apenas arrumar isto.
Voltei a colocar a foto no lugar mas deparei-me com mais algumas fotos, desta vez diferente Mario criança. Não tinha aquela cara de safado que tinha agora.
- Podes ver. – disse-me.
Peguei nas fotos e observei-as uma a uma. Duas fotos sozinho e uma com o Fabian. Eram fotos bonitas.




- Eras fofinho.
- Eu sou fofinho.
- E és convencido!
- Também, vamos ou não? Estamos há muito tempo a tentar sair de casa.
- Vamos.
Voltei a arrumar as fotos na gaveta e saímos de casa, novamente pela porta das traseiras.
Entrámos no carro e eu coloquei a minha mão em cima da mão do Mario.
- O que é que vais fazer?
- Mostrar ao mundo que dou prendas lindas e que também recebo umas engraçadas. As pessoas conhecem a tua mão tapada com a minha?
- Acho que não.
- Não me segues a mim e eu não te sigo a ti e fica tudo lindo e maravilhoso
- Se tu o dizes.
Acabei por tirar a foto e coloca-la no instagram.

Troca de prendas e até tivemos a mesma ideia 

(Mario)
A noite estava a ser divertida cheia de surpresas e a maior de todas era a Halle e a Thaís. Digamos que as duas tinham-se deixado levar pela bebida. A Halle estava extremamente animada como nunca a tinha visto, estava solta e melhor que nunca. Já a Thaís estava animada mas não tanto como a Halle de alguma maneira estava chateada comigo, num momento aproximava-se de mim o no outro ignorava-me.
O fim da noite chegou rápido. O Marco concordou levar a Halle a casa e eu fiquei com a Thaís por minha conta.
Caminhávamos em direção ao carro eu vinha mais à frente ela mais a trás. Queixava-se com dores nos pés e caminhava devagar.
- Oh Mario? - chamou-me com um tom de menina safada.
Virei-me para trás e fui até ao seu encontro.
- O quê?
- Menos arrogância por favor - disse colocando a sua mão no meu peito - respondes-me com sinceridade a uma pergunta?
- Que pergunta?
- Gostas de mim?
- Que pergunta é essa?
- É uma pergunta fácil - o seu tom de voz estava diferente, desta vez falava a sério - sim ou não.
- Não, não gosto. Eu tenho namorada ou já te esqueceste- respondi-lhe mentindo em tom sério.
- Odeio-te! - atirou visivelmente afetada.
De seguida ergueu a mão tentando dar-me uma chapada. Agarrei a sua mão antes de poder alcançar a minha cara, ergueu a outra mas sem sucesso, agarrei-lhe nos pulsos e fiz força para a impedir de mover os braços.
- Claro que gosto de ti! Mais do que imaginas, mais do que alguma vez pensei gostar de alguém! Pode parecer que não mas eu tenho sentimentos e por ti são bem fortes e bem diferentes. Em tão pouco tempo tornaste-te tanto. A minha cabeça está uma confusão porque tu apareces-te e baralhaste-me as ideias todas porque és tu e só tu mas depois…- acabei por lhe largar os pulsos – depois há ela e…não a posso deixar porque lhe devo tanto e não ando a ser sincero com ela, ando a faltar-lhe ao respeito mas por mais que ela tente fazer-me feliz só tu o consegues. – falei tudo o que tinha para falar sem receio.
A Thaís olhava para mim de uma maneira estranha. Avançou uns passos até mim e puxou-me até junto dela juntando os nossos lábios, a primeira vez hoje.
- Provavelmente amanhã não te vais lembrar de nada. – sussurrei-lhe depositando-lhe um beijo na testa.



(Marco)
Acordei e a primeira coisa que fiz foi olhar para o lado para ver se a Halle estava junto a mim. O contrário do que esperava não estava, saí do quarto e fui até ao andar de baixo procura-la.
- Desculpa servir-me da tua cozinha mas estava a precisar de tomar um comprimido – disse-me quando a encontrei encostada à bancada – a dor de cabeça é grande – disse um pouco envergonhada.
­- Estás bem?
- Estou – respondeu poisando o copo da água e dando uns passos até mim – obrigada.
- Obrigada de quê?
- De certeza que não vim aqui parar sozinha e tu trouxeste-me e trataste de mim.
- Estavas animada mas não deste trabalho nenhum, garanto-te.
- Falei coisa que não devia?
- Talvez. – agarrei a sua mão – anda cá – disse enquanto nos encaminhávamos para o sofá.
A Halle sentou-se junto a mim e tentei arranjar a melhor maneira de começar.
- Falei nela? – perguntou antecipando-se a mim.
- Falaste. – respondi-lhe.
- Oh meu Deus, eu não queria que soubesses assim, principalmente tu. E falei nos problemas que tive com ele?
- Também falaste nisso.
- Deves estar desiludido comigo! Deves achar que sou um monstro.
- Não Halle! – disse agarrando as suas mãos entre as minhas. é o teu passado sim?
- Passado que Thaís desconhece totalmente.
- Desconhece?
- Tentei convencer-me a mim mesma que não passava de isso mesmo, passado e que ninguém o precisava de saber mas cada vez percebo mais que de um momento para o outro pode-se tornar presente.
- Mas pensas contar-lhe?
- Não sei Marco – disse levantando-se do sofá e dando uma volta – achas que devo?
- Tu é que sabes Halle.
- Ela vai ficar desiludida comigo…conhecemo-nos há três anos e eu nunca fui capaz de lhe contar nada disto, somos as melhores amigas e afinal ela não sabe metade da minha vida. E se ela disser que a nossa amizade é uma mentira?
- Tem calma – levantei-me e juntei-me a ela – a vossa amizade não é mentira nenhuma é bem verdadeira. – disse tentando acalma-la. – queres contar-me tudo?
- Se te contar tudo isto, terás de ser o único a saber. Não o poderás contar a mais ninguém.
- Tudo o que me quiseres contar eu ouço e não partilho, podes confiar em mim.



(Thaís) 
Acordei com a luz que vinha da janela, perturbava-me bastante aquela claridade logo pela manhã, principalmente hoje que a dor de cabeça era bem grande.
Olhei para o lado e deparei-me com o Mario, dormia sereno com uma perna de fora da cama e um dos seus braços rodeava-me a cintura.
Pela dor de cabeça e a forma como estava vestida percebi rapidamente que a noite tinha sido longa, que devia ter exagerado na bebida e que provavelmente disse coisas que me vou arrepender, quem sabe se não fiz.
Ouvi a alguém a bater à porta e estremeci, fiquei estática sem saber como reagir. Cheguei-me perto do Mario e deitei a minha cabeça junto da dele. A porta abriu-se algum tempo depois e reparei que era Astrid quem entrara, não se deteve quando nos viu, não parecia surpreendida, tinha quase a certeza que ela sabia que eu estava ali.
- Vocês sabem que horas são? - perguntou.
- Já vai mãe! - respondeu o Mario mas ele estava acordado?
A Astrid saiu do quarto fechando a porta.
Senti a mão do Mario a afastar-se da minha cintura e num movimento rápido o corpo dele ficou em cima do meu.
- Bom dia - disse depositando um beijo no meu nariz.
Levei a mão à minha testa a dor de cabeça começava a ser intensa.
- Mario...
- Não. - respondeu sem que eu fizesse algum tipo de pergunta.
- Não?
- Não, não aconteceu nada de mais.
- Muito mais aliviada.
- Mas pela vontade da menina acho que até tínhamos feito um filho.
- Mario!
- Verdade - disse rindo-se - disseste com cada coisa.
- Oh meu Deus - sussurrei - foi assim tão mau?
- Disseste com todas as letras que estavas com uma vontade enorme de me saltar para cima e que eras capaz de passar toda a tua vida ao meu lado e que eu era homem da tua vida.
- Oh, já estás a inventar!
- A sério!
- Acredito na primeira, nas outras não.
- E acreditas bem.
- Posso ser doida mas não tanto para dizer isso.
- Assim ofendes-me!
- Desculpa - disse depositando-lhe um beijo na cara e passando lhe a mão pela cara.
Olhei para o seu pulso e permanecia lá o relógio que lhe ofereci.
 - Ai as horas! Mario tenho que estar daqui a meia hora em casa dos pais da Halle. - disse levantando-me e pegando no meu vestido.
Tentei vestir-me rápido enquanto o Mario me observava.
- Está muita gente lá em baixo? - perguntei ajeitando o meu cabelo ao espelho do seu quarto enquanto ele se vestia também.
- Deve estar alguma.
- Tenho medo.
- Não tenhas. – disse já vestido.
- Não tenho cá o meu carro verdade?
- Levas o meu?
- Mario não, é melhor não eu arranjo-me.
- Thaís - disse dando me as chaves para a mão.
- Mario não.
- Thais sim.
- Eu sou um perigo na estrada!
- Mais do que eu não deves ser.
Descemos as escadas e tentamos escapulir pelas traseiras, não contávamos era que Astrid estivesse ali.
- Feliz Natal Thaís. – disse-me.
- Feliz Natal também para si. - respondi à Astrid com um sorriso na cara.
Fomos em direção à porta e o Mario não me deixou sair enquanto não me roubou um beijo. Reparei no sorriso da Astrid quando me ia embora.
Fui até ao carro do Mario e entrei, talvez conduzir o carro dele não estivesse nos meus planos mas agora que o tenho na mão o que posso fazer é aproveitar.
Comecei a conduzir até minha casa e pouco depois cheguei, o caminho não era extenso. O meu telemóvel começou a tocar e reparei que era o Mario quem me ligava.
- Sim, cheguei inteirinha assim como o teu carro.
- Não era isso, esqueci-me de te perguntar uma coisa quando estiveste aqui.
- O quê? – disse fechando o carro e indo até à porta.
- Tens planos para a passagem de ano?
- Tenho, ir para Marrocos passar a passagem de ano com os camelos.
- Thaís! A sério.
- Planos para a passagem de ano? Não, acho que não.
- Que tal eu e tu no Dubai?

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Olá :)
É um bocadinho grande eu sei mas espero que gostem.
Espero as vossas opiniões sinceras.
Obrigada pelos comentários que têm deixado é muito bom lê-los.
Beijinhos,
Mahina 

4 comentários:

  1. Minha pipoca linda (gostaste, gostaste?)
    Este é só dos capítulos mais wçoricyebgutefj que podias ter escrito. Já te disse, mas volto a dizer, Thaís e Mario me estão a conquistar de uma maneira louca (se bem que eu prefiro a Caniche e o Jardineiro da história). Mas...aaaaaaaaaaaah! É que o capitulo todo é tão perfeito, tão lindo, tão maravilhoso. Eles foram feitos um para o outro, Mario admitiu que Thaís o faz mais feliz que a Ann...e era bom que ela se lembrasse disso..assim sabia o quanto ele gosta dela, apesar de ser um carão lindo de vez em quando.
    Já viste, isto não está a fazer sentido nenhum pois não? Pois...não está. Mas olha..o que faz sentido é Mario e Thaís numa passagem de ano linda no Dubai (tu livra-te de não meteres os meninos no Dubai!).

    Vá, vá que venho o próximo muito lindo, lindo, lindo. Porque este estava e está perfeito.
    Besos.
    Ana Patrícia.

    PS: Adoro que seja a única (ou das únicas) que percebeu TUDO do capitulo ahahahahaha XD

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  2. Olá. Já sabes que adoro esta fic e cada vez estou mais agarrada a ela :)
    Adoro o Mário e a Thais...que doidos. Mas será que eles nunca mais admitem o obvio? ;)
    E adoro o Marco e a Halle...também outros dois parvos...mas queridos e fofinhos *.*
    Adoro a passagem de ano no Dubai :D
    Espero pelo próximo sff bjs

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  3. Olá!!
    Ammeeiii! Capítulo muito lindo!
    Começando pelos ciúmes da Thais que foram lindos! E das picardias entre os dois! E a trocas de prendas? Lindo estão em sintonia e tudo! *_*
    Depois o Marco admitiu que gosta mais da Thais que da Ann...espero que ela se lembre disso porque foi um momento lindo!
    Agora este passado da Halle que a Thais não sabe...espero que quando souber não se chateiem!
    E ta visto que Halle e Thais depois de beberem uns copitos uma desbronca-se toda e a outra ficou animada e a querer saltar para o colo do Mario!
    Agora...Passagem de Ano + Dubai=Bom mas Passagem de Ano no Dubai + Thais e Mario=Mais que bom! Por isso espero que a Thais aceite!!
    Próximmooo!!

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