sábado, 8 de fevereiro de 2014

9º Capitulo - « Tu magoas-me Mario.»

Apoiei as minhas mãos no ombro direito do Moritz, isto de ter saltos altos tem a sua vantagem, fiquei a olhá-lo durante um tempo.
- Os meus olhos dizem o quê?
- Dizem que estás com muito sono.
- Verdade. – mal o acabou de dizer bocejou o que nos levou a rir muito. – não vou ter a tua companhia, verdade?
- É, infelizmente deixa que te diga.
- É?
- Até é porque tu…
- Eu?
- Moritz…tu tratas-me tão bem, como uma autêntica princesa.
- Trato-te como mereces ser tratada, é o que tu és Thaís, uma princesa.
- És mesmo real?
- Sou Thaís.
- Oh – cheguei-me perto dele e abracei-o – posso apaixonar-me por ti?
Tinha a minha cabeça perto do seu pescoço e ouvi o seu pequeno riso.
- Podes – respondeu afastando-me um pouco e depositando um pequeno beijo na minha testa.
Continuei agarrada a ele, é tão bom.
- É melhor eu ir Thais.
Larguei-me dele e olhei para onde ele olhava, estava o Marco, a Halle e o Mario. O Mario…não estava lá com uma cara muito animada. Tive a ligeira impressão que o Moritz estava incomodado por causa do Mario. Será?
- Ligas-me amanhã? – perguntei.
- Sim, eu ligo-te amanhã.
- A sério?
- A sério. – levou uma das suas mãos á minha cintura, tudo com uma delicadeza tão grande. Depositou-me um beijo na face e sorriu para mim. – vejo-te amanhã.- disse por fim.
Não me deixou sequer retribuir o beijo, vi-o a afastar-se e as nossas mãos que até ali estavam juntas a separarem-se.
Virei-me para a direção da Halle e dos outros e fui ao encontro deles.
- Olá – saudei sem muito entusiasmo.
- Estás com uma cara…- disse a Halle.
- O Dortmund perdeu, quando o Dortmund perde fico assim. – respondi.
- Nós vamos embora, vocês ficam os dois, certo? – perguntou o Marco.
- Sim – respondeu o Mario.
O Marco e Halle despediram-se de nós para depois se irem embora.
- O que é que tu tens? – perguntou.
- Nada. – respondi.
- Estás toda mal disposta!
- Por a caso até estou bem animada.
- Ah! – olhei para ele, até tinha medo do que ia sair daquela boca – ele conseguiu e eu não? – agora é que eu não estava a perceber nada.
- O quê?
- O Moritz!
- O que é que tem o Moritz?
- Ele conseguiu?
- O quê?
- Ter a noite que eu não consegui.
- Eu não acredito – tentei controlar-me ao máximo – a sério que não acredito Mario! Juro-te que não! Tu neste momento metes-te nojo!
- Porquê?
- Porquê? Ainda perguntas porquê? É isso que queres de mim? Uma noite, é isso?
- Não Thaís, não foi isso que quis dizer…
- Então foi o quê? O que é que pensas que eu sou Mario? – respirei fundo para depois continuar - Quem? – perguntei numa voz calma- Diz-me quem é que pensas que sou?
- Thaís…
- Não sei se quero ouvir mais alguma coisa. Houve um dia em que tu me fizeste acreditar que tu não eras essa pessoa…a pessoa que me estás agora a mostrar que és. Eu acreditei em ti Mario, em tudo o que disseste sabes? Mas tu de repente falas como se o que quisesses de mim fosse só uma noite…
- Mas não é Thaís acredita.
- Não sei. O Moritz é tão boa pessoa e acredita que mais cedo tenho algo com ele do que contigo. Ele trata-me bem, ele respeita-me Mario.
- Eu também o sei fazer.
- Então faz! Mostra-me quem és, não te escondas por detrás deste Mario – disse embatendo com a minha mão no peito dele.- Tu magoas-me Mario.
- Desculpa – disse chegando-se perto de mim e segurando a minha cara entre as suas mãos – eu não queria, a sério que não. Desculpa.
- Esquece Mario, isto não dá! - sem pensar virei costas e tentei sair dali.
- Não Thaís – disse agarrando-me no braço – não me faças isto. Não me deixes aqui não queiras acabar assim.
- Isto tem que acabar, percebe isso.
- Anda – disse agarrando-me pela mão e caminhando para fora dali.
Para onde íamos? Não fazia a mínima ideia, caminhava em passo acelerado e eu era levada atrás. Parou finalmente, olhei à minha volta e apercebi-me que estava num jardim, jardim esse que não fazia a mínima ideia que existia. Posicionou-se à minha frente, havia uma tensão estranha entre nós e percebia que o Mario estava…nervoso.
- Thaís, precisamos de falar seriamente.
- Oh não, não faças isso. Seja o que for que vais dizer não digas. Vais piorar as coisas.
- Mas eu preciso de te dizer coisas que estão presas há muito tempo aqui dentro. Quero começar por te dizer que tu me faças sentir coisas esquisitas de certa forma – levou uma das suas mãos à minha entrelaçando-as – sabes a sensação de querer andar assim o dia todo? A sensação de só me sentir completo com o simples facto de ter a minha pele em contacto com a tua?
- Cala-te! – ordenei-lhe.
- Não me vou calar antes de te dizer tudo o que tenho a dizer! Thaís tu és diferente! Sabes o tempo que tenho passado em Dortmund, de certeza que não é por ser uma cidade maravilhosa, é porque te tem cá a ti. De um momento para o outro eu deixei de me sentir vazio, tu ocupas-te um lugar que precisava de ser ocupado há muito tempo por alguém…e esse alguém és tu.
- Cala-te Mario! Não estragues tudo! Não digas mais nada… - baixei o meu tom de voz - por favor – disse num sussurro. Uma lágrima teimosa acabou por me cair pela face.
- Thaís, tu estás a chorar? – apressei-me a limpar a lágrima – tu estás a chorar? – reparei na admiração na sua voz.
- E tu estás a dizer coisas queridas! De todo nenhum de nós está bem!
- Mas tu estás a chorar…por minha causa?
- Eu não estou a chorar! – disse já farta da conversa.
- Thaís…
- Mario, para! Esquece isto, esquece esta conversa.
- Porquê?
- Porque sim, esquece tudo sim?
Chegou-se perto de mim e beijou-me, de todo não esperava isto dele neste momento. Contudo foi o melhor que podia ter feito, de facto esqueci tudo naquele momento e concentrei-me nele, apenas nele.
- Eu esqueço tudo desde que fiques comigo.
- Eu fico contigo Mario mas como amiga e apenas isso.
- Coloridos?
Soltei uma pequena gargalhada, o ambiente aliviou de repente.
- Sim Mario, coloridos.
Sinto-me cada vez mais estranha, sinto uma certa bipolaridade no que quer que seja que tenho com o Mario.
Quando tive aquele momento com o Moritz depois do jogo foi muito especial, de facto o Moritz trata-me bem e é o rapaz ideal, é querido, é simpático, é amigo e em pouco tempo ganhou a minha amizade. Ele trata-me como uma verdadeira princesa mas depois, como eu odeio este mas, há o Mario e mesmo sendo um cabrão comigo não há ninguém que me faça sentir como ele. Discutimos, rimos e até choramos mas basta apenas um beijo dele para ficar tudo bem. Depois de estarmos calmos tratamo-nos bem e passamos bons momentos juntos…mas o ciclo volta ao início mais tarde ou mais cedo e aí voltam as discussões.


***




- Sabes que não me sinto confortável aqui não sabes?
- Porquê?
- Se eu sair deste quarto e entrar no da direita encontro o Felix e se eu por a caso decidir-me pelo da esquerda…
- Encontras o quarto vazio do Fabian. – disse sem me deixar acabar de falar.
- Mesmo assim…- disse chegando-me mais para junto dele.
- Estás a chegar-te muito para junto de mim hoje – olhou seriamente para mim – estás bem?
- Estou normal. Mas afasto-me já de ti! – disse afastando-me dele e dando meia volta na cama.
- Não – disse agarrando-me o braço – chega-te aqui, eu gosto de te ter perto.- assim fiz e voltei para junto dele – fala-me das tuas tatuagens.
- Hum, queres que te fale das minhas tatuagens.
- Sim. De onde vem esse teu ‘’C’’ ?
Referia-se à tatuagem que tinha no meu pulso, um ‘’C’’ tatuado, história estranha, comprida e sem vontade de falar neste momento.
- Não Mario, falar do meu ‘’C’’ não está nos meus planos por agora.
- Ex-namorado?
- Ai que horror, achas que eu fazia isso?
- Não sei…
- Não, não tatuava nem iniciais de nomes nem nomes de namorados.
- Porquê?
- Porque te pode…dizendo de uma forma suave, pôr-te os cornos a qualquer momento!
Nada disse e continuou acariciando-me o cabelo.
- Mario fala-me da Ann. – pedi.
- O que Thaís?
- Sim fala-me da tua namorada.
- Porquê?
- Fala lá.
- Eu falo…a Ann tem 23 anos, é modelo e por isso anda sempre de um lado para o outro.
- Estão muito tempo juntos?
- Nem por isso, nas férias e alguns dias livres por mês.
- Como a conheces-te?
- Numa saída de amigos.
- Namoram há muito tempo?
- Desde o verão.
- Está bem.
Começo a ter a sensação que ainda vou estragar a relação dele com a namorada mas por outro lado ele não parece muito interessado e como ele diz: se eu quiser somos os dois a querer. A verdade é que já estive bem mais longe de recusar algo ao Mario.
- A minha mãe gosta de ti. – disse-me.
- Eu também gosto muito da tua mãe.
Estar assim com ele era algo novo, estranho. Estava agarrada a ele e estávamos os dois deitados na cama dele estava a ser tudo tão diferente.
- Não vamos dormir pois não? – perguntou.
- Acho que não vamos dormir não mas eu tenho que sair de tua casa antes que alguém entre neste quarto!
- Tens medo? – disse a rir.
- Medo não é de todo a palavra certa. Imagina eu a sair do teu quarto e encontrar-me com o teu pai, havia de ser bonito!
- Eu gostava de ver!
- Sabes o que eu também gostava de ver? Tu um dia a saíres do meu quarto e encontrares-te com o meu pai!
- Quando isso acontecer o teu pai já me deve tratar como genro e não se vai importar.
Sorri e encostei a minha cabeça ao seu peito.
- Amanhã almoçamos em casa do Marco.
- Sério?
- Sim.
Virou-se deixando-me por baixo dele. Chegou a sua cara perto da minha e beijou-me.
- Uh…morango e limão eu gosto – disse dando-me uma serie de beijos seguidos.
- Trident splash – disse a rir.
Começou a fazer-me cocegas e não consegui conter o riso.
- Mario para! Vamos acordar o teu irmão!
- O puto tem sono pesado. – respondeu-me continuando a fazer-me cocegas.
Não sei como mas conseguiu levar-nos para debaixo dos lençóis. Continuei-me a rir que nem uma perdida, cocegas é o meu ponto fraco.


***

(Halle)
A noite passada tinha sido complicada...o regresso do Mario a Dortmund tinha sido tudo menos pacífico. Os adeptos tinham um certo tipo de ódio a ele e o facto de ter ajudado nos 3-0 à derrotada do Borussia não ajudou em nada. Só fez piorar a situação.
Tentei compreender os dois lados: o lado do Mario...e o lado do Marco. O Mario, via-se que lhe tinha custado aquele regresso, mesmo quando o jogo já tinha acabado e que estávamos só os 4, ele estava meio abatido. E o Marco? Pior ainda...perdeu, reencontrou-se com o seu melhor amigo em campo a jogarem em equipas adversárias...e esse amigo marcou. Mesmo em campo pouco era o contacto que ele quis ter com o Mario...só no fim do jogo é que o abraçou, mas ele estava muito mal.
Queria ter ficado com ele...ampará-lo de alguma maneira. Como ele o faz comigo. Não sei que tipo de relação é a nossa, não somos simples amigos, mas não somos namorados...pelo menos nenhum de nós se assume como isso. E ainda bem, porque ando meio perdida. Depois de ele me deixar em casa, a noite foi curta: adormeci pouco depois e só acordei quando o despertador tocou. Se não tivesse colocado o alarme o mais certo era acordar às quatro da tarde.
Tinha de me despachar. Tinha de ir ter com o Marco para lhe dizer que a Thaís e o Mario iam almoçar a casa dele, ou melhor íamos todos mas era para, ao menos, ver se eles já estão melhor. Despachei-me o mais depressa que consegui e fui até casa do Marco. Queria surpreende-lo...mas como? Ele estaria a dormir, muito provavelmente, e não tinha mais ninguém em casa. Estava parada em frente do portão sem saber muito bem o que fazer...quando uma senhora com um saco preto abre o portão.
- A menina precisa de alguma coisa? - perguntou ela, depois de deitar o saco no lixo.
- Eu sou amiga do Marco...e queria fazer-lhe uma surpresa.
- Hum...isso dizem muitas fãs dele.
- Não...eu sou mesmo amiga dele. Halle...
- Andler? Com esses olhos e esse cabelo deveria ter percebido logo, entre - não sei como, mas aquela senhora sabia coisas a meu respeito. Sabia, por obra de alguém que eu era Andler...deveria saber quem eu era.
Caminhei atrás da senhora, entrando em casa do Marco.
- O Marco ainda está a dormir, pode ir lá acordá-lo que já está mais que na hora - confesso que não estava à espera que a senhora me dissesse algo do género, mas era exatamente o que queria ouvir.
- Obrigada... - deixei a minha mala em cima do sofá e subi até ao quarto do Marco. Abri a porta devagar e entrei. E ele estava mesmo a dormir, meio destapado, meio tapado. Todo torto e com um braço pendurado de fora na cama. Ri sozinha, aproximando-me da cama dele e ajoelhei-me junto dele, dando-lhe um beijo na bochecha.
Esperei um sinal da parte dele, mas este rapaz a dormir mais parece pedra! Inclinei a minha cabeça um pouco para junto da dele, fazendo com que os meus caracóis tocassem ao de leve nele e aí sim! Ele mexeu levantou a mão afastando os cabelos dele.
- Deixem-me dormir...!
- Estavas à espera de mais pessoas? - percebi que só ao ouvir a minha voz é que percebeu que era eu.
- Halle?! - ele abriu os olhos, sorrindo.
- Surpresa, pedra dorminhoca!
- Sabes perfeitamente que eu sou assim, além do mais era suposto teres ficado cá!
- Sabes perfeitamente que isto não pode ser um hábito.
- Qual é o mal de dois amigos dormirem juntos?
- O mal é que todos pensam que somos namorados. E se eu dormir aqui todas as noites ainda pensam mais. Principalmente a senhora que me deixou entrar.
- A Reich?
- Deve ser...
- Oh ela...é querida.
- Sim, deixou-me entrar porque sabe o meu apelido!
- Devo ter dado detalhes a mais...
- Pois, até que o meu cabelo era assim e os meus olhos...
- Os mais bonitos de toda a Alemanha.
- Marco...
- Ai Halle, pronto eu já não digo nada, mas anda cá - ele puxou-me pelo braço e acabei por ir para cima dele. Da cintura para cima estava deitada ao lado dele, da cintura para baixo estava por cima dele.
- Marco! Olha se alguém entra, deixa-me levantar - tentei, a todo o custo levantar-me, mas ele acabou por meter a cabeça dele no meu peito, fazendo força para eu não sair dali.
- Pensas demasiado nos outros...somos amigos e o que eu e tu pensamos deveria ser o mais importante - ele olhou para mim...e aquela proximidade era terrível para o meu coração. Há Marco todos os dias...há sempre qualquer coisa dele para mim durante o meu dia: uma mensagem, um telefonema, um passeio...e depois há o Torsten que, apesar de não fazer nada disso, continua a ser parte de mim...porque o foi e voltou a procurar-me.
Parecia que o Marco ia investir em algo mais...num beijo, mas o telemóvel dele tocou. Ele virou-se para o outro lado da cama para atender e eu levantei-me ajeitando-me. Percebi que, pela maneira que ele falava, era o Mario.
- Tens o telemóvel desligado? - perguntou-me ele - puto, calma deixa que ela responda sim? - disse ele dirigindo-se ao Mario.
- Está no silêncio.
- O telemóvel da Halle está no silêncio. Tranquiliza a Thaís. Ei, se a Thaís está aí qual é o mal da Halle estar aqui? - portanto: a Thaís estava com o Mario e, pelos vistos, já tinha tentado ligar para mim. Tirei o telemóvel da mala e tinha uma chamada e uma mensagem. A dizer que já estavam a vir para casa do Marco. Boa! Ainda não tinha dito ao Marco!! - estão a vir para cá? Como assim? - ele olhou para mim e...ups - acho que o recado ficou perdido pelo caminho...esquece, sim venham. Vá, até já - o Marco desligou o telemóvel, deixando-o em cima da mesa-de-cabeceira e olhou para mim.
- Era suposto eu ter-te dito, só que demorei a cá chegar e depois a entrar..e depois...
- Ei, é na boa. É só o Mario e a Thaís.
- Desculpa.
- Nada disso - ele veio até junto de mim, dando-me um beijo na testa - desculpa eu por andar a insistir...não é minha intenção.
- Não tem mal...mas, Marco, eu dormi cá duas noite porque adormeci, porque precisei de desabafar contigo e acabei por adormecer...mas sabes que o que há entre nós.
- Amizade...especial.
- Isso.
- Desculpa.
- Já disse que não tem mal - ele voltou a dar-me um beijo na testa, afastando-se.
- Vou tomar um duche e vestir-me. Podes avisar a Reich para fazer o almoço a contar com vocês?
- Sim... - o Marco entrou na casa de banho e eu fiz o que ele me pediu.
Estava a ajudar a Reich (a pessoa que ajuda o Marco nos dias depois de jogos) a por a mesa, quando tocaram à campainha.
- Eu vou lá...deve ser o Mario e a Thaís.
Fui até à porta e confirmei as minhas suspeitas, eram eles.
- Vejam só se não é a nova companheira de cama de Marco Reus! - atirou o Mario, dando-me dois beijinhos e entrou, seguido da Thaís. Cumprimentei-a com um abraço e fechei a porta.
- Ei, oh menino veja lá a educação sim? Para tua informação eu não troquei a minha cama pela do Marco - atirei, naquela de brincadeira como sempre é.
- Vocês não dormiram juntos? - perguntou a Thaís.
- Não! Lá porque vocês passam mais que uma noite juntos...
- Como é que tu sabes? - perguntou o Mario.
- Sabes? Quem tem mais de dois dedos de testa compreende isso...e vocês coiso!
- Não, Halle! - a Thaís muito rapidamente me deu um encontrão no braço escandalizada.
- Sim, peço desculpa...vocês só fazem bolos juntos...
Acho que fui a única a rir-me, mas nem liguei. O Mario já estava sentado em frente da televisão e a Thaís sentou-se ao lado dele. Esperávamos o Marco que, como sempre, demora um bocadinho a arranjar o cabelo. A Reich veio ter comigo:
- Menina, diga ao Marco que o comer está no forno. Está na minha hora de ir.
- Claro. Obrigada Reich.
- Foi um prazer conhece-la.
- Obrigada e igualmente.
A Reich foi embora e o Mario voltou a olhar para mim.
- Que é que se passa, Mario Götze?
- Nada, nada...só faltou seres Menina Reus.
- Ai trata-te! - sentei-me no sofá que não estava a ser ocupado por eles e poucos segundos depois apareceu o Marco.
- Aleluia menina! - disse o Mario e, por incrível que pareça, nem pareciam os mesmos rapazes de ontem. E era assim que deveria ser porque, apesar de tudo o que acontece em campo, eles têm uma relação muito boa para além disso.
Era altura de irmos almoçar, por isso o Marco foi até à cozinha e eu fui ajudar.
- Que é que precisas que eu leve para dentro? - perguntei.
- Podes levar as bebidas.
- Ok - fui até ao frigorifico e retirei de lá as bebidas, ao fechar a porta tinha o Marco especado a olhar para mim - que é que se passa?
- Nada...
- Então e...porque é que olhas assim para mim?
- Halle... - ele retirou as bebidas da minha mão, pousando-as na bancada. Colocou as suas mãos na minha cintura puxando-me um bocadinho para junto dele...e é coisas assim que me baralham toda - acho que já passou algum tempo para sabermos que isto anda um bocado sem nome.
- Marco...
- Tu és especial para mim...
- E tu para mim, és uma das pessoas que mais sabe da minha vida...tens sido maravilhoso comigo.
- Só porque o que sinto por ti...é forte.
- Marco...mas...
- Eu sei que tu ainda não esqueceste o Torsten, eu sei disso! Mas...nada me impede a mim de gostar de ti. Porque tu...
- Marco, não a sério, não pode ser - tentei afastar-me dele, mas ele acabou por me puxar para junto dele e beijou-me.
Foi uma coisa estranha e esquisita porque parece que nada em mim mudou, parece que a resposta que eu procurava não estava cá. Mas...ambos estávamos a querer aquele beijo, só o parámos quando ouvimos da sala o Mario a reclamar. Foi a minha oportunidade de fugir das mãos do Marco e ir para a sala.
O almoço correu bem...muita boca, muita piada...mas as coisas entre mim e o Marco...não sei não. Tenho medo que a partir de agora as coisas se comecem a correr mal, não sei...não o queria perder por isto.
Depois de almoço enquanto eles ficaram na sala a Thaís fugiu comigo para o jardim, por algum motivo em particular, mas que acabava por ser bom para mim...não sei como encarar o Marco, nem como falar com ele.

(Thaís)

- O que é que tens? – perguntei-lhe.
- Olha! Foste tu que me trouxeste cá para fora. – respondeu-me.
- Estás estranha.
- O Marco…
- O Marco?
- Ele mexe comigo.
- Que novidade!
- Tha…
- Queres colinho? – perguntei-lhe a brincar, a cara esquisita com que ficou…- sim é melhor pedires ao Marco!
- Eu não sei porque é que ainda falo contigo!
- Porque me amas.
­- Sim é verdade.
Voltamos as duas para dentro. Sentei-me junto do Mario e o marco atirou-me uma revista para a mão. Pequei na revista e reparei no que estava no canto direito: Entrevista a Mario Götze em 28 segundos.
- Lê aí a pequena entrevista ao teu amigo colorido! – disse o Marco.
Comecei por ler nada de muito interessante: ídolo de infância, comida favorita, se preferia jogar na Champions ou na Bundesliga mas ouve algo que me chamou à atenção.


Hobbies?
Qualquer tipo de desporto - ténis, voleibol, natação, ténis de mesa – jogo tudo.


- Ai tu jogas tudo! – comentei a rir.
- Até jogo e tu ainda não viste metade se queres que te diga. – respondeu-me.
- Nos hobbies falta aí o ‘’ fazer bolos’’. – comentou a Halle.
- Ah! E jogar xadrez – acrescentou o Marco.
- Que piada! – ironizou o Mario.
Levantei as minhas pernas poisando-as em cima das pernas do Mario.
- Vá Mario, estou cansada faz-me uma massagem.
- Oh meninos! Livrem-se de fazer figuras tristes no meu sofá!
- Oh Marco? Vai dar banho ao cão! – atirou o Mario.
- Melhor, vai dar banho ao Caniche.
Tanto eu como o Mario rimo-nos mas nenhum dos outros dois percebeu.
- Sim porque a Halle com esse cabelo! – disse o Mario.
- Tens algum problema com o meu cabelo? – perguntou a Halle.
- Não, de todo. Quem me dera ter um assim – ironizou o Mario. Foi impossível não rir.
- E tu menina Thaís para quem nunca quis ser loira estás no bom caminho.
- Oh Halle o claro fica-me melhor, não é Mario? – perguntei virando-me agora para o Mario agora.
- Fica sim senhor.
- Agora o Mario é que trata do visual da menina? – perguntou o Marco no gozo.
- Claro, foi ele que escolheu a minha roupa de hoje.
- Assim já percebemos o porquê da saia ser tão curta! – atirou a Halle.

Estes momentos a quatro são de todo os melhores. Senti o telemóvel a vibrar, olhei-o e reparei que era o Moritz que me estava a ligar. O que fazer? Atender ou não atender? 


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Olá
Grande, enorme? Acho que o maior que escrevi até agora mas com a minha grande ajuda.
Bem eu sempre tive alguma dificuldade em escrever para Halle e Marco, aquele ‘’casal’’ fofinho que de casal ainda não tem nada. Neste capitulo houve Halle & Marco, Ana Patrícia Moreira deu-vos Halle & Marco e ficou lindo, perfeito. Eu adorei toda essa parte.
Quanto ao resto do capítulo espero que tenham gostado, espero as vossas opiniões.
Beijinhos,
Mahina 

4 comentários:

  1. Olá

    Adoreiiiiiiiiiiii :)


    PRÓXIMO !


    Beijinhos


    Catarina

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  2. Olá! Buenos dias! Vá, buenas tardes, talvez!
    Mario e Thais, Marco e Halle...
    Va, definitivamente, Mario e Thais sao os meus favoritos. Eu tenho uma "paixao" por casais mais complicados e...raros por assim dizer! Este anda nao anda, este vai nao vai. Este ciclo vicioso: magoa, estraga, beija, cura, magoa, estraga, beija, cura...
    Mas Halle e Marco sao fofinhos e eu tambem gosto de momentos fofinhos. E gostei daquele beijo! Estava na hora do Marco arriscar.
    Mas o melhor deste capitulo é mesmo a grande boca do Mario! Va, diga-se de passagem, que quando os quatro se juntam dificil é encontrar alguem que nao tenha uma grande boca... e uma pequena saia :p
    Eu adorei e ja espero o proximo!

    Beso
    Ana Santos

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  3. Aiiiiiii *-* comentar aquilo que não escrevi *-*
    Vou-te dizer foi das coisas mais bonitas que li em relação a Mario e Thaís. Ele quis abrir-se para ele (e fê-lo) e ela sempre a dar para trás...isso não importa porque o Mario disse, está dito e ela não esquecerá.
    Caniche? A Halle? ahahahahah tadinha xD estes quatro juntos...Dios mio.
    Sabes bem que AMEIIIIII o capitulo e amo que me dês o privilégio de fazer parte da tua fic.

    Espero os próximos!
    Beijinhos.
    Ana Patrícia Moreira.

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  4. Olá :)
    Acredita que passei o capitulo tudo a rir :)
    Adoro estes 4 malucos :P
    Próximo sff :)
    Bjs :+

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