sábado, 4 de janeiro de 2014

7º Capitulo - « Thaís, estás a apalpar-me »

Deitei a mão à mesa-de-cabeceira para ver se encontrava o telemóvel, quando o apanhei peguei nele e vi as horas 4:05 da manhã. Desde que nos deitamos ainda não consegui dormir nada, é cama estranha e…é Mario estranho mas estranhamente bom o que me preocupa.
Tentei acima de tudo não me mexer muito não o queria acordar.
Voltei a poisar o telemóvel e tentei acalmar-me, num impulso cheguei-me mais para ao pé dele, ficando frente a frente com ele, sentia-me mais quente sentia-me sobretudo protegida. Fiquei por momentos a olhá-lo assim sim ele estava bem calado que é como ele nunca costuma estar. De certo modo até tinha o seu encanto até é engraçado…e Thaís já estás a pensar em coisas que não deves.
Levei a minha mão direita às costas do Mario, estavam quentes ao contrário da minha mão, senti-o de certo modo a arrepiar-se. Percebi que ele não estava a dormir e que também ele estava acordado. Senti também a mão dele a percorrer o meu corpo indo até dentro da minha minúscula camisola permanecendo lá.
***

- Quando é que volto a ver? – Perguntou.
- Não sei. – Respondi.
- Quinta há concentração da seleção, vejo-te quarta à noite?
- Vês-me quarta à noite.
- É o dia em que acaba a nossa aposta.
- Pois é. – Respondi.
Peguei na minha mala e preparei-me para sair do carro do Mario.
- Thaís? – Chamou, detendo-me e agarrando-me no braço.
- Sim. – Disse olhando para ele.
- Obrigada, foi um dos melhores domingos da minha vida.
- Obrigada eu por me mostrares quem és realmente. – Cheguei perto dele e dei-lhe um beijo na bochecha.
Não resisti e antes de sair completamente do carro roubei-lhe um beijo, ele sorriu no fim e eu comecei a caminhar em direção à porta de casa.
Procurei a chave entre a confusão de coisas que ia naquela mala, peguei finalmente em algo que me parecia uma chave, e era…era uma chave mas não a chave de minha casa. Sorri ao relembrar-me de tudo, de como aquela chave tinha ido parar à minha mala. Sorri ao relembrar todo aquele domingo.
Peguei finalmente na chave certa e abri a porta. Cheguei à conclusão que não estava ninguém em casa. Num domingo à tarde como hoje provavelmente os meus pais estariam em casa dos pais do Marco ou da Halle, ou se calhar tudo junto.
Não pensei muito mais tempo nisso, atirei-me para a minha cama e fechei os olhos. O domingo não podia ter sido melhor passado.

***

Quarta à noite é sempre dia de sair e hoje não é exceção, até porque a companhia vai ser boa, e sim quando digo que vai ser boa refiro-me ao Mario. Nestes dias a companhia dele tem-se tornado fundamental e é a melhor companhia que posso ter.
 Amanhã tenho as minhas pequenas para aturar, por isso não me posso deitar muito tarde.
- Vais sair Thaís? – Perguntou a minha mãe à porta do quarto.
- Vou mãe, a Halle deve estar a chegar.
- Então vais sair com a Halle?
- Sim. – Respondi, percebi bem até onde é que ela queria chegar, já que eu não disse nem uma palavra sobre o meu fim-de-semana.
- E é só mesmo com a Halle?
- Com o Marco e com o Mario também.
- Vais sair com o Mario.
- Vou mãe e para de ser cusca. – Ela continuava a olhar para mim da porta do quarto – vou-me arranjar, está bem?
- Porque é que ainda não disseste uma palavra quanto ao teu fim-de-semana?
- Porque não há nada para dizer.
- Há sim!
- Não há não. – Respondi-lhe.
- Fizeram as pazes?
- Se fizemos… - respondi.
- Já percebi que não vou conseguir arrancar-te nada.
Saiu do meu quarto e eu comecei por ver o que vestir. Algo justo, algo sexy. Escolhi a roupa e comecei a arranjar-me.
- A Halle já chegou! – Ouvi a minha mãe a dizer.
Acabei de me vestir e de me calçar, antes de sair revolvi a minha mala à procura da chave e quando a encontrei abri a pequena gaveta da minha mesa-de-cabeceira e depositei-a lá, em seguida fui até à sala.
- Uh lá lá.- Disse a Halle.
Não vesti nada mais que uma saia preta justa, uma camisola larga e tencionava levar um casaco porque o frio faz-se sentir em Dortmund.


Cheguei-me perto de um pequeno espelho que estava ali.
- Halle tira-me daí um gloss da mala.
A Halle abriu a minha mala e procurou por o gloss.
- Este? – Disse mostrando-me um – Ou este?
- Qualquer um. – Respondi não muito importada.
- Este é mais bonito. – Disse dando-me um para a mão.
Fui até ao espelho e comecei a aplica-lo, no fim dei à Halle.
- Dura 8 horas – disse ela.
- Nas mãos do Mario nem meia quanto mais 8 horas.
- Oh Thaís!
- Não disse mentira nenhuma.
- Não posso acreditar que teve que vir o Mario para revelar a parte mais doida da Thaís. Onde está a minha amiga Thaís? O que lhe fizeste?
- A Thaís está aqui, mas na sua forma mais doida, provocadora e animada.
- Ainda estou para ver o que é que vai acontecer esta noite.
- Nada, ainda estou em pacto de freira.
- Nada?
- Nada até à meia-noite.
- Ai Thaís que doida! Tu não eras contra isso?
- Isso?
- Tu e ele.
- Eu e ele somos amigos.
- Amigos?
- Amigos.
- E a Ann?
- Oh amigos amigos namorada dele à parte.
Acabamos por sair de casa entre muita risada, para onde íamos? Não faço a mínima ideia mas que era para uma festa era.
Chegamos a uma casa e o Marco estava cá fora provavelmente à espera da Halle, que de mim ele nem quer saber.
Como eu disse de mim ele não quer saber e cumprimentou a Halle e começaram logo a falar.
- Eu estou aqui! – Disse.
- Oh olá Thaís. – Disse o Marco.
- Eu sei que vocês gostam muito um do outro mas daí a ignorarem-me.
- Não te estávamos a ignorar.
- Que ideia…mas pronto, onde é que está o Marinho?
- Como isso já anda – disse o Marco a rir-se – está lá dentro.
- E vão levar-me até ele, para convivermos claro, não pensei outras coisas!
Eles riram-se e lá fomos para dentro e fomos ter com o Mario.
- Aqui tens! – Disse o Marco.
- Thaís – disse o Mario.
- Mario. – Disse eu.
Deu-me um beijo em cada bochecha e ficamos os quatro a conversar.
- Ai Thaís essa tua saia. – Disse o Mario.
- Calma Mario, daqui a nada é toda tua.
- Oh meninos! Controlem-se não? – Disse a Halle.
- Nós estamos controlados! Só não sei se é por muito tempo. – Respondi.
- Comportem-se, estão em público.
- Podemos já deixar o público. – Disse o Mario.
- Era uma boa ideia não era? – Perguntei.
- Se era… - Respondeu pondo a mão à volta da minha cintura.
- O que é que aconteceu no vosso domingo? – Perguntou a Halle.
- Queres saber o que se passou no domingo? – Perguntei.
- No nosso domingo? – Perguntou o Mario.
- Sim.
- Nada! – Respondi.
- Nada? – Perguntou o Marco.
- Nada! – Respondeu o Mario.
- E eu sou o pai Natal! – Disse a Halle.
- Fizemos um bolo!
- E jogaram xadrez? – Perguntou a Halle a gozar.
- Jogamos pois. E a quantidade de xeque-mate que fizemos?
- E olha que não foram poucos – disse o Mario.
O Marco e a Halle olhavam-nos confusos provavelmente.
O Mario pegou na minha mãe e levou-nos até às bebidas.
- Não está cá gente a mais? – Perguntei. – Não é melhor dar menos nas vistas.
- Não te preocupes. È impossível não dar nas vistas. Thaís já olhaste bem para ti?
- Estás tão querido hoje.
- Eu sou querido todos os dias.
- Sim, isso é metade verdade.
- Só metade? – Perguntou.
- Sim, só metade.
Agarrou-me outra vez na mão e levou-me com ele até à parte exterior daquela casa que eu desconhecia o dono até ao momento.
Fomos caminhando pelo jardim num silêncio constrangedor até que ele tomou a palavra.
- A seguir à seleção vem o jogo com o Dortmund. – Disse – tenho medo…
- Medo?
- Vou voltar à minha casa, vou voltar aquele relvado, vou estar perante a melhor claque do mundo mas…na equipa adversária.
- A decisão foi tua.
- Eu sei que foi mas não deixo de sentir amor ao Dortmund, nunca vou deixar de sentir. Dortmund é a minha casa.
- Vai ser só mais um dia, vais ver que nem vai custar assim tanto.
- Sabes do que tenho medo? – Olhei para ele à espera da continuação – que tenha oportunidades de marcar mas não saber o que fazer. Tenho medo de marcar e de não saber o que fazer a seguir.
- Isto vai-me custar mas eu vou dizer-te que se estás no Bayern tens que lutar para o Bayern ganhar. Mudas-te de clube, agora só tens de fazer o que estiver ao teu alcance para o Bayern ganhar.
- Consegues ter as palavras certas para os momentos certos.
- Parece que sim. – Disse a sorrir.
Continuamos a caminhar até a uns pequenos degraus que se encontravam junto a uma porta.
O Mario sentou-se num e eu sentei-me no degrau a baixo no meio das suas pernas. Virei-me para trás assentando os meus braços nas pernas dele. Levei a minha mão aos bolsos do Mario mas nada do que procurava encontrei.
- Thaís, estás a apalpar-me.
- Até parece que não gostas.
- Não vamos falar nesses assuntos agora. Queres tabaco é?
- Querer até queria.
- Não tens?
- Não, ando a tentar evitar.
- Também não tenho.
- Agora dava-me tanto jeito.
Voltei a virar-me para a frente de costas para o Mario. Senti a mão dele no meu cabelo e começou a brincar que nem uma criança. Como eu odeio quando me mexem no cabelo
- Mario, eu odeio que me mexam no cabelo.
- Thaís..- Enquanto pronunciou o meu nome afastou suavemente o meu cabelo deixando o meu ombro direito descoberto – sabes o que era lindo? – Disse junto do meu ouvido.
- Até sei…
- Sabes que horas são?
- Não faço a mínima.
- São precisamente…- fez uma pausa e deu um pequeno beijo no meu ombro descoberto – 23 e 57.
- Bonita hora realmente.
- Sabes que dia é daqui a 3 minutos e um segundo? – Quando terminou de fazer a pergunta percorreu o meu ombro com os seus lábios até chegar ao meu pescoço e acabou por morder-me.
- Quinta…Mario. – Tentava controlar-me o que estava a ser complicado, o que ele estava a fazer-me estava a deixar-me completamente fora de mim.
- Lembras-te o que aconteceu há duas semanas atrás?
- Não, tenho amnésia e esqueci-me.
Voltou a percorrer o meu ombro com pequenos beijos e voltou novamente ao meu pescoço.
- Conhecemo-nos.
- E não achas que duas semanas são pouco para estas confianças?
- Acho que até são demais.
Levantei-me do sítio onde estava e sentei-me na perna esquerda do Mario e ele poisou a sua mão na minha perna.
- Até és fofinho. – Disse.
- Também és fofinha. Eu adoro os teus olhos.
- Não…-Disse abanando a cabeça – Esta faceta não nos fica bem.
- Tens razão.- Acabou por dizer – Convencida.
- Egocêntrico.
- Orgulhosa.
- Arrogante.
Acabamos por rir os dois.
Olhei para ele e ele retribuiu o olhar e ficámos assim um a olhar para o outro. Levou uma das suas mãos à minha bochecha acariciando.
- Estamos a ir por caminhos perigosos, não? – Perguntei.
- Já andamos por caminhos mais perigosos.- Acabou por dizer.
- Vamos lá para dentro?
- Sim.
Levantei-me do colo dele e ele fez o mesmo.
Voltámos para o interior da casa e aproximamo-nos da Halle que estava junto do Marco.
- Eu tenho que me ir embora, amanhã tenho as miúdas e não quero ser uma mal-humorada.
- Eu apareço por lá se conseguir. – Disse a Halle.
- Dava jeito, dava.
- Queres que te leve a casa? – Perguntou o Mario.
- Sim. Marco não te vou ver mais, boa sorte lá com os jogos e honra a nossa seleção. Batam a Itália.
- Vamos fazer por isso. – Disse ele a sorrir.
- Adeus gente. – Disse.
Acabámos por sair da festa e entrar no carro do Mario.
- Sentes? – Olhei para ele, um pouco confusa – este carro tem o teu cheiro.
- És doido. – Disse a sorrir. – Não é preciso dar-te indicações, pois não?
- Não, sei bem o caminho.
- Até parece que já o fizeste muitas vezes.
- Fiz uma mas nunca mais me esqueço.
Sentia que estava a entrar por caminhos perigosos, estávamos a dar-nos bem pela primeira vez mas havia qualquer coisa…o à vontade que temos um com um outro, toda a sinceridade nas nossas conversas, tenho medo que me esteja a…apaixonar? Não! Eu não me apaixono, só me apaixono por vestidos, sapatos, relógios e…talvez ele? Não! Isso está fora de questão. Afastei os pensamentos e olhei para a estrada, estávamos muito perto de minha casa.
- Aqui estás tu. – Disse-me.
Peguei na minha mala e procurei pelas chaves de casa. Consegui encontra-las à primeira.
- Adeus Mario.
- Adeus Thaís.
- Perdes-te a aposta – Disse baixinho.
- Não sei se perdi – Disse no mesmo tom.
- Aposta é aposta e acordo é acordo.
- Vou pensar nisso.
- Boa sorte para os jogos.
- Obrigada.
- É melhor fechar a porta se não lá se vai o meu cheiro. – Disse no gozo.
- Ele também está na minha cama.
- Tonto. – Disse a sorrir – Adeus.
- Adeus – Disse por fim.
Afastei-me do carro em direção à porta de casa. Peguei na chave a abri a porta devagar, não queria acordar os meus pais. Acabei por entrar em casa e ir logo em direção ao meu quarto. Atirei a mala para cama e também eu me atirei para ela. Dei meia volta e cheguei-me perto da mesa-de-cabeceira abrindo a pequena gaveta. E ela continuava lá, à espera de ser usada.

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Boa noite meninas.
Primeiro capitulo do ano, e espero apenas que gostem.
Desejo-vos um 2014 maravilhoso, muito amor e saúde é o que é preciso.
Beijinhos,
Mahina 

5 comentários:

  1. Olá!
    Eu gosto tanto destes dois. Ainda hoje dei por mim a pensar "Estive tanto tempo fora e nao houve Thais e Mario" Joder, eu gosto tanto tanto tanto e estava com tantas ganas de os ver a ir por caminhos mais calientes. "Amigos amigos namorada dele à parte" ai ai ai me gustó y mucho!! E isto agora no fim??? "E ela continuava lá, a espera de ser usada" Uma lingerie sexy para o Mario??? Desculpa, mas hoje estou...animada!
    AMEI e quero muitoooo o proximo!!

    Beso
    Ana Santos

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  2. Olááá!
    Bom, coisa boa, isto está muito mal! Está muito mal porque não se sabe o que aconteceu no Domingo e, pelos vistos, marcou a vida deles os dois e ... ai aquela chave!! Aquela chave poderá ser tããão util! Será muito util!
    E...eu quero mais porque ou muito me engano ou a chave vai entrar em acção! Vá mais mais mais!!

    Besos
    Ana Patrícia Moreira.

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  3. Olá!
    Ameiii!!
    Amei o capítulo e este casal lindo!!
    E eu a pensar que a noite ia ser mais caliente mas pronto gosto muito de os ver assim!
    A frase que mais gostei neste capítulo? "Amigos amigos namorada dele à parte" Gostei mesmo! Lá por ele ter aquela suposta namorada, não quer dizer que a Thais e o o Mario tenham momentos lindos e fofos!
    Agora...aquela chave! Só tenho a dizer...a Thais bem que a podia usar! E mais não digo!
    Só mesmo que quero o próximo rápiddoooo!!!
    Beijinhos!

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  4. Olá

    Adorei ! E adoro este casal maravilhoso ;) ..... Agora só espero que esta " amizade" tenha alguma evolução a favor de um romance lindo *_*

    Quero o próximo, por isso toca a usar os dedinhos :D

    Beijinhos


    Catarina

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  5. Olá!...AMO estes dois carago!...:)
    Próximo o mais rápido sff bj

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