quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

6º Capitulo - « Ainda gostava de perceber porque é que estou na mesma cama que tu! »

(Halle)

Saí de casa perto das 6 da tarde, a minha próxima paragem ia ser a casa do Marco, tínhamos combinado um fim de tarde e um jantar, nada de muito especial apenas para estarmos juntos, o que já se tornou um vício.
A Thaís hoje não ia para minha casa, ontem tivemos a noite toda a conversar, ando a conhecer uma Thaís tão diferente do que estou habituada.
Quando cheguei a casa do Marco, bati á porta e para meu espanto quem me abriu a porta não foi o Marco mas sim o Mario.
No fim de me cumprimentar e de eu lhe perguntar pelo Marco voltou outra vez para o sofá.
- Ainda estás por cá? – Perguntei.
- Daqui a um bocado vou-me embora.
- Hum, estás esquisito.
- Tu sabes!
- Sei?
- Sabes!
- Ah – agora sei – Sim a Thaís contou-me.
- Ela ficou toda lixada comigo.
- É normal não?
- Eu não lhe fiz nada de mal.
- Também não lhe fizeste nada de bem.
- Oh.
- É oh é! Quem, quem é que tu queres Mario?
- A Ann…mas a Thaís…
- Passas a vida a provoca-la, uma mulher não é de ferro!
- Gosto!
- Eu também gosto de chocolate e não é por isso que passo a vida a comer.
- É diferente.
- Não é, se queres um conselho limita-te a ganhar a amizade dela por agora.
- Não me chega a amizade dela.
- Fogo, e depois nós raparigas é que somos complicadas! Tu disseste que querias a Ann, se queres a Ann não há lugar para a Thaís.
- Há, a Thaís é…
- Conhecendo a Thaís como conheço, duvido que tenhas sorte.
- Ela não me resiste.
- Ou tu é que não lhe resistes a ela.
Ele não respondeu porque o Marco acabou por chegar.
- Halle – deu-me um beijo na bochecha- já chegas-te.
- Parece que sim – respondi.
- Bem, e eu vou indo. Boa sorte para sábado. – disse o Mario, despedindo-se do Marco.
- Tu também.
- E Halle faz-me um favor.
- Diz.
- Convence a Thaís a ir ao meu jogo sábado, por favor.
- Vou tentar, mas não prometo nada.
- Obrigada. – Disse antes de sair.
- Enfim sós. – Disse o Marco atirando-se para o sofá e pondo a mão á volta do meu ombro.
- Não te ponhas com ideias.
- Não disse nada.
- Estou preocupada com…eles
- Eles?
- Sim eles, Thaís Mario.
- Porquê?
- Acho que se a Thaís for para Munique sábado, não vai sair de lá viva.
- Sim, se ela for para Munique eles vão-se comer vivos.
- Reza para não haver Ann.
- Essa só aparece em momentos inconvenientes, por isso não sei se não vai interromper a coisa.
- Acho que já odeio a miúda sem a conhecer.
- Eu conheço e não gosto dela na mesma, por isso.
Rimo-nos os dois, deu-me outro beijo na bochecha e encostou-me contra ele.
- Vamos começar o nosso fim de tarde.
- Sim, vamos começar o nosso fim de tarde.

***
(Thaís)

- Olha a Astrid! – Disse a minha mãe saindo de ao pé de mim.
Bonito, estou aqui contrariada e ainda por cima agora a minha mãe deixa-me sozinha para ir ter com a mãe daquela criatura.
Fiquei no mesmo sítio onde ela me deixou, e só tinha uma pergunta na minha cabeça: ‘’ porque é que eu vim? ‘’.
Devagar, muito devagar fui-me chegando ao pé delas.
- Olá Thaís! – Disse dando-me dois beijinhos.
- Olá Astrid.
- Que entusiasmo! – Comentou a Astrid na brincadeira.
Vi o Felix aproximar-se, acho que vou ter companhia para o jogo. Com um pedido e com muito carinho lá consegui trocar e ficar com o Felix bem longe da minha mãe e da Astrid.
- Que entusiasmo oh Thaís! – Disse o Felix quando estávamos a entrar no estádio.
- Qual das partes de estar aqui porque me obrigaram, ainda não percebes-te?
- Obrigaram-te?
- Maneira de dizer.
Entramos dentro do estádio e fomos até aos nossos lugares.
- O Mario está no onze inicial. – Disse o Felix.
- Que emocionante.
O Felix começou a rir muito e a olhar para mim de forma estranha.
- Desculpa…não devia ter dito isto.
- Não tem mal.
- Oh tem, ele é teu irmão e tu não tens culpa de ter um irmão parvo daqueles.
- Ele não é assim tão parvo, quando o conheceres melhor vais ver que por detrás daquela pequena faceta de puto…há uma enorme faceta de criança.
Bem, agora quem me ri fui eu.
- Agora sem gozar, ele é muito puto mas quando quer é uma pessoa altamente, quando o conheceres melhor vais perceber isso.
- Não sei se o quero conhecer melhor!
- Queres! Vê-se.
- Sou assim tão transparente? Parece que nos últimos tempos todos vêm o que se passa comigo, menos eu própria.
- Não se vê nada! Eu é que palpitei que o quisesses conhecer.
- Sem dúvida que vais ser boa companhia.
Por incrível que fosse sentia-me bem a falar com o Félix, o irmão mais novo do Mário.
- Isto comparado com as claques do Dortmund, ui ui.
- Nem lhe dão metade, temos assim as melhores claques do mundo.
- Nunca fui com a ideia do Mario vir para o Bayern, odeio o Bayern.
- Somos dois, imagina tu que consigo gostar mais do teu irmão do que do Bayern.
- Também não é muito difícil!
- Oh Felix!
- Relaxa, não disse nada que não saibas.
Frontal, bem direto e diz o que lhe vem á cabeça, sim é mesmo irmão do Mario.
- Jogas no Dortmund não é?
- Sim, e não penso sair de lá, é no Dortmund que me sinto bem.
O jogo começou, e é sempre bom o Bayern começar a marcar logo aos primeiros minutos, seca, foi uma seca de jogo. O Mario saiu por volta dos 66 minutos, e bem o Bayern ganhou 3-0.
Ao mesmo tempo ia acompanhando o jogo do Dortmund, quer dizer a Halle ia-me informando de tudo, quando o Marco marcou o 0-1 recebi assim uma mensagem enorme a dizer:’’ ELE MARCOU, ELE MARCOU! ‘’, Mas acabou por perder 2-1.
No fim do jogo fomos ter com a minha mãe e a Astrid.
- Gostaram do jogo? – Perguntou a Astrid.
- Foi fixe, mas o nosso grande amor perdeu.
- Perdeu? – Perguntou a minha mãe.
- Perdeu – respondi – o Marquito marcou o único do Dortmund.
Fomos até ao exterior do estádio a conversar sobre o jogo do Dortmund, já que nenhum de nós gosta do Bayern.
- Sabes o que é que tivemos a pensar Thaís? – Perguntou a minha mãe.
- Não, mas também não sei se quero saber, são perigosas!
- Thaís, tu tens assuntos a resolver aqui…em Munique. – Disse a minha mãe.
- Não, não mesmo, devem estar enganadas.
- Nós tomamos a liberdade de te deixarmos cá.- Disse a Astrid.
- De quê?
- Vais ficar cá, em casa do Mário.
- Vocês estão a tentar que aconteça alguma coisa á força?
- Nós? – Perguntou a minha mãe.
- Claro que não. – Completou a Astrid.
- Só estamos a fazer o correto, filha. Tu estás chateada com o Mario.
- Se calhar porque tenho razoes não?
- Não! Têm que fazer as pazes – disse a Astrid.
- Eu faço já as pazes com ele, esqueçam lá é eu ficar cá! Isto é mais frio que Dortmund.
- Deixa lá Thaís a casa do Mario é quentinha – disse a Astrid.
- Ele sabe disto? – Perguntei.
- Não, mas não discorda de certeza.
- Não acham que já estou numa idade em que sei tomar as minhas próprias decisões?
- Não, não quando estás chateada com o rapaz.
- Thaís ele é muito parvo, mas tens que conseguir percebe-lo, ele quando quer é um bom miúdo, e não quer estar chateado contigo.
- Adeus! – Disseram elas e o Felix indo-se embora.
- Então e deixam-me aqui sozinha? – Perguntei perplexa.
Não me responderam, sorriram e foram embora.
- Isto é tudo doido! – Comentei.
- Olá Thaís! – Assustei-me com aquela voz atrás de mim. – então e vão-se embora, nem se despediram de mim!
- É, parece que sim.
- E tu estás aqui?
- Eu fiquei aqui.
- Ficaste?
- Fiquei.
- E porquê?
- Segundo a tua mãe e a minha eu vou ficar em tua casa.
- Uh – disse ele.
- Eu estou aqui contrariada.
- Já tens idade para tomar as tuas próprias decisões ou não?
- Ter até tenho, mas segundo a minha mãe estou chateada contigo e isso é mau, depois segundo a tua mãe tu és parvo e não gostas de estar chateado comigo.
- E elas têm razão.
- Sim, a tua mãe tem tu és mesmo parvo.
- Thaís, desculpa. Eu não queria que tu pensasses que…
- Tens namorada e te estás a atirar a mim?
- Não, que…
- És um grande parvo porque te atiras a mim, e nem tiveste coragem de me dizer na cara que tens namorada?
- Thaís, para!
- Não paro não, tu mereces ouvir!
- Até posso merecer mas não agora – agarrou-me as mãos e olhou para mim nos olhos – sei que mereço, sei que tu deves pensar que sou mesmo uma pessoa horrível, mas não o sou. Não te contei porque…sei lá porquê! O que nós temos é tão bom assim…
- Mas nós não temos nada Mario!
- O que para ti é nada, para mim é tudo.
- Não compliques, sim?
- Não há nada para complicar.
- Há uma Thaís que sou eu, e depois há um Mário comprometido que és tu e tens namorada, não queiras misturar o que não é para ser misturado.
- Quero-te pedir uma coisa.
- O quê?
- Que este sábado e este domingo, só exista uma Thaís e um Mário a conhecerem-se melhor, esquece a Ann.
- Por que razão é que a havia de esquecer?
- Porque eu te peço, ela não interessa, não para a nossa amizade.
- Deves ser o primeiro rapaz que conheço que pede para esquecer a namorada!
Sorriu para mim e eu…sorri também, o que é que pode acontecer de mal? Nós nos descontrolarmos e ela aparecer? Não acho que isso não vai acontecer.
- Vamos? – Perguntou.
- Não sei se quero ir. – Disse na brincadeira.
- Ou vais comigo ou dormes debaixo da ponte.
- Sim, é nestes momentos que ir contigo me parece a melhor opção.

***
Chegamos a casa do Mario e ele abriu a porta entrou depois de mim e atirou-se para o sofá.
Olhei para ele, sabia exatamente o que fazer, o pior que podia acontecer era eu não conseguir parar.
- Mario, Mario, Mario…
Dobrei-me sobre ele, olhei-o e mordi o lábio inferior. Levou os seus lábios perto dos meus mas movi a cabeça ligeiramente para o lado. Não ia ser assim tão fácil. Levei a minha mãe esquerda ao seu pescoço e os meus dentes á parte direita do pescoço dele, beijei mordi e tornei a morder, afastei-me novamente dele.
Poisou as suas mãos nas minhas costas e puxou-me para ele, coisa que não conseguiu mas continuou lá com as mãos. Quando me aproximei mais dele, não resisti, não consegui os meus lábios chocaram com os dele, nunca tinha acontecido, ele já o tinha tentado tantas vezes, mas eu não cedia sabia que se o beijasse a coisa podia-se tornar bem séria.
Aquele beijo foi como uma explosão de emoções mas não as consegui decifrar todas. A sua mão passeava nas minhas costas e foi mesmo para dentro da minha camisola. Agora sim é hora de parar.
Deixei os lábios dele e retirei a mão dele das minhas costas. Pus-me direita e ajeitei a camisola.
- Thaís…
- Na na , sabes a aposta que fizeste? Eu não gosto de perder!
- Podemos esquece-la por favor Thaís!
- Não esqueço apostas.
- E vais-me deixar assim?
- Vou pois, é a vida – disse piscando o olho.

***

- Ainda gostava de perceber porque é que estou na mesma cama que tu! – Disse olhando para o teto.
- Eu posso te dizer o porquê se quiseres.
- Não! Não quero, porque da tua boca vai sair uma coisa estupida, inútil, porca e eu vou ficar ainda mais irritada!
- Tem calma Thaís, não te irrites. Eu não ia dizer nada de mal apenas que…
- Não! Não quero saber!
- Que não tenho mais camas feitas e que nem eu nem tu as íamos fazer nem íamos dormir para o sofá.
Aliviada, muito mais aliviada, não disse coisas estupidas, nem inúteis, nem parvas. Olhei para ele e ele estava a olhar para mim, aquele olhar dá comigo em doida, quanto mais olho para ele mais vontade me dá de…ai! Olhei outra vez a olhar para o teto, fartei-me e olhei outra vez para ele e ele continuava a olhar para mim.
- Importas-te de parar de olhar para mim?
- Por acaso importo-me.
- Mario! A sério para!
- Incomoda-te assim tanto?
- Incomoda, vai dormir para o tapete!
- Vai tu, quem está mal muda-se.
- Para apenas de olhar para mim.
- Não.
- Olha eu vou-me embora!
- Deixa-me rir, e vais para onde?
- Tenho a certeza que o teu amigo Thomas Muller me recebia muito bem.
- Ele tem namorada!
- Tu também tens e não é por isso que não estou na tua cama.
- De vez em quando…tu sais-te com umas que me calas.
- Eu calo-te sempre!
Voltei a olhar para ele, e estava novamente com os olhos em mim mas desta vez não voltei a olhar para o teto, apenas continuei a olhar para ele.
- Posso-te fazer uma pergunta Mario?
- Já fizeste uma.
- Oh és mesmo criança!
- Diz lá.
- Porque é que no dia que nos conhecemos simplesmente apostas-te logo que me levavas para a cama em duas semanas? Pareço assim tão fácil? É isso?
- Não, é precisamente o contrário!
- O contrário?
- Sim Thaís, quando eu te conheci percebi que de fácil não tinhas nada, foi isso que mexeu comigo, se fosses outra qualquer não pensavas duas vezes e quando te provoquei tinhas levado a coisa até ao fim, mas tu não…não estavas minimamente interessada em mim, em quem eu era, querias apenas distância.
Estava sem saber bem o que dizer, continuei a olhar para ele sem saber bem o que dizer ou fazer.
- Vamos dormir? – Perguntei.
- Podíamos não o fazer.
- Já sabes que daqui não levas nada.
- Então vamos dormir.
Poisou as suas mãos no fundo nas minhas costas, chegou-se mais para ao pé de mim, beijou-me, sim ele beijou-me outra vez.
- Boa noite – disse a sorrir. 
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Boa noite minhas leitoras lindas.
Desculpem a demora :/ , mas aqui está ele.
Espero as vossas opiniões sobre o rumo que a história está a levar.
Se não nos ‘’virmos’’ até lá, Feliz Natal
Beijinhos,
Mahina


6 comentários:

  1. Ai ai ai ai ai ai ai !!
    Que coisa aiiiii que coisa mais aiiiiiiiii olha não sei o que dizer. Estou mesmo ai!
    Eles são perfeitos e ai que lindos que maravilha. Beijos para aqui, coisinhas fofinhas para outro e ai que coisa mais linda. Eles são lindos e eu amo isto!

    Besos mi amor.
    Ana Patrícia Moreira.

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  2. Que capitulo lindo princesa!
    Fiquei curiosa, e estou ansiosa pelo próximo!

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  3. Olá!
    Eu simplesmente AMEI!!!!
    A serio eu gosto tanto mas tanto mas tanto das tuas historias! E entao o Mario e a Thais dao comigo em doida! Isto da para tudo: para aquecer, para rir... Adoro-os e por mim ficava a noite toda a ler sobre eles.
    Quero o proximo! Quero quero quero!!!

    Beso
    Ana Santos

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  4. Olaaaaa

    Adoreiiiiiiiiiiiiii :)

    Que venha o próximo , estou a adorar a Thais e o Mario :))


    Beijinhos


    Catarina

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  5. Amei <3 Perfect
    Eles querem-se, que fofinhos *-*
    Ai se não houvesse a aposta... ^^
    Quero mais, por favor...
    Besitos,
    Joana

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