domingo, 24 de novembro de 2013

4º Capitulo - « (..) ensinaram-me que sem amor não se vive, que ter uma mãe e um pai é tudo na vida »

Quando cheguei à receção daquele hospital a única coisa que eu queria fazer era correr, correr pelos corredores em alguma daquelas portas havia de estar a Halle, eu precisava dela, eu precisava de saber dela. Não tenho uma explicação nenhuma até agora, simplesmente não sei o que aconteceu, não sei o porquê de ela estar aqui.
Sem cabeça para ouvir o que a senhora da receção tinha para dizer comecei a caminhar em direção á porta que dava para o corredor, abri a porta e senti alguém a agarrar-me o braço.
- Nem penses Tháis! – disse o Mário.
A porta fechou-se e eu fiquei em frente a ela, levei a minha mão á testa, e puxei ligeiramente o cabelo para trás.
- Percebe, eu não sei nada dela, não sei o que lhe aconteceu, não sei o motivo pelo qual ela está aqui. Não sei se ela está bem ou está mal, é horrível a sensação de não saber nada de uma pessoa que tanto amas.
- Tem calma, o Marco deve estar por aqui.
- Não dá, a sério, eu vou entrar por aquela porta!
- Thaís!
- Não sejas teimoso.
Abri a porta e comecei a caminhar, enquanto o Mário me chamava e me agarrava, embati contra alguém.
- Desculpe.
- Mário? – Perguntou o senhor, que tinha aparência de ser médico.
- Pai? – Perguntou o Mário.
Tive a ligeira sensação que ambos estavam admirados de se verem ali.
- O que é que estás a fazer em Dortmund?
- Vim ter com o Marco, umas cenas para tratar. – tinha imensa vontade de me rir, mas não o ia fazer, estava em frente ao pai dele, umas cenas para tratar, eu cá acho que foram mais festas para frequentar – e tu? Porque é que estás a fazer turno da noite?
- Porque troquei com um colega, e o que é que estás aqui a fazer? No hospital?
- Uma amiga da Thaís – apontou para mim. – é o meu pai Thaís. – disse o Mário.
- Não vou dizer que é um prazer, porque isso é outra coisa, mas muito gosto em conhece-la Thaís.
Momento em que o que me apetece mesmo é rir, mas não o vou fazer. Agora percebo a quem é que o Mário sai.
Consigo aliviar um bocado a preocupação com a Halle.
- Conhecer-te porque eu tenho a idade do seu filho.
- Então tenho muito gosto em conhecer-te Thaís.
- Igualmente.
- Pai, sabes alguma coisa da amiga da Thaís? A Halle?
- A Halle? Sim estou a acompanhar o caso dela, foi uma dose pesada.
- Uma dose pesada? – perguntei completamente perdida naquela troca de palavras.
- Sim, a Halle apenas reagiu á droga.
- Droga? Que droga? – nada fazia sentido na minha cabeça, a Halle tinha reagido á droga, mas que droga?
- A Halle droga-se? – perguntou o Mário virando-se para mim.
- Não, claro que não! Conheço a Halle como a palma da minha mão e posso garantir-lhe que a Halle não se droga.
- Se ela estivesse habituada a consumir, não ficava neste estado pai, acho eu. – disse o Mário.
- Fala a voz da experiência não é Mário?
- Eu não me drogo e nunca me droguei!
- Fumas que ainda é pior!
Não me vou pronunciar, isto está a ser uma conversa de pai para filho e eu não me vou mesmo meter.
- Deixa lá essas tuas teorias e diz á Thaís informações da Halle.
- Tivemos que fazer uma lavagem gástrica, e é bem possível que ela fique enjoada nos próximos tempos, nós vamos só ver como é que ela está a reagir e já te chamamos Thaís, vão para a sala de espera.
- Obrigada. – disse antes de voltar para a sala de espera.
Ele sentou-se, e eu fiquei de pé, não conseguia estar parada, andava de um lado para o outro, senti-o a agarrar-me a mão e puxou-me para ao pé dele.
- Acalma-te Thaís. – disse-me.
- Não consigo.
- Consegues sim. – puxou-me para ele – senta-te.
Olhei para ele, sentar-me no colo dele? Acho que isto está a ir para caminhos perigosos, eu tenho noção que qualquer coisa que aconteça hoje não vai passar de passado amanha.
Bem, e porque não sentar-me? Foi isso que fiz, sentei-me no colo dele e ele rodeou-me a cintura com a mão.
- Tens de ter calma Thaís, ela esta bem , tu ouviste o meu pai.
- Como é que queres que tenha calma? Ela está neste hospital porque foi drogada, mas como é que isso aconteceu? Eu não sei, eu não percebo eu não arranjo explicação.
Estar no colo dele não é assim tão mau, é bom, é aconchegante. Levou a sua mão á minha perna e começou a passar a mão por ela.
- Mário, tu nem penses! Não te aproveites da situação!
- Não me estou a aproveitar de nada!
- Não…que ideia.
Apertou-me um pouco mais contra ele e deu-me um beijo na bochecha, incrível como é que estamos assim e daqui a uns minutos já estamos outra vez a mandar bocas um ao outro.
Virei-me pare ele com intenção de falar, mas não consegui, fiquei um pouco petrificada naquele olhar, principalmente naqueles lábios.
- Achas bem fumar? – perguntei-lhe.
- Thaís, tu não te armes em minha mãe!
- Não me estou a armar em mãe coisíssima nenhuma, estou a falar contigo como amiga, tu és jogador de futebol, isso faz-te mal!
- Eu não fumo muito, só de vez em quando! Não chego a dois cigarros por dia.
- Mesmo assim! Isso faz-te mal!
Levou a sua mão á parte de trás dos meus calções, ao meu bolso direito e bem tirou de lá o meu maço de tabaco.
- Ainda falas de mim, Thaís?
- Como é que tu sabias?
- Vi e eu cheiro.
- No máximo três, eu nunca passo disso por dia.
- Se eu não devo fumar tu também não!
- Sim tens razão. – Admiti.
Deixou descair as pernas dele levando-me quase a cair, depois agarrou-me e puxou-me mais para ele no colo dele.
- Sou assim tão pesada?
- Não, era mesmo só para te tocar.
Olhei para ele e com o meu dedo toquei-lhe no nariz.
- És mesmo parvinho.
- Já temos alguma coisa em comum.
- Parvo meu!
- Tu estás livre e eu estou livre.
- Tu não sabes se estou livre.
- Não tens cara de estar ocupada.
- Isso agora é por caras?
Disse que sim com a cabeça, e continuamos a olhar um para o outro.
- Sabes que ainda há aposta, não sabes?
- Isso pouco mexe comigo, haver aposta não haver. E tu não desemparas a loja de Dortmund?
- Relaxa, amanhã já não me vês. Sim eu sei, vais ter saudades minhas.
- Não sei se vou.
- Vais sim, mas para a semana já me vês.
- Vou ter saudades. – Disse em tom de gozo.
- É eu também. – Respondeu no mesmo tom.
- Já podem ir ter com a Halle. – disse o pai do Mário entrando na sala de espera.
Não sei o que ele pensou, nem sei se quero saber, mas vi aquele sorriso na cara, sorriso esquisito.
Levantei-me e o Mário fez o mesmo, seguimos o pai dele e fomos até ao quarto onde estava a Halle.
- Eu deixo-vos sozinhas – disse o Mário indo embora com o pai.
Sentei-me ao pé da Halle e dei-lhe um pequeno beijo na testa.
- Antes que me perguntes não sei o que se passou, não sei como é que ingeri a droga, não sei como é que ela veio parar ao meu organismo.
- Eu sei!
- Tu sabes? Como é que tu sabes?
- Halle a explicação é fácil, lembras-te bem qual foi a causa da nossa discussão hoje não te lembras?
- O que é que o Torsten tem a ver com tudo isto?
- Ainda perguntas?
- Thaís, não inventes coisas! Não há maneira possível de ele me ter drogado!
- Não há? Tens a certeza? O que é que fizeram em quanto estiveram a conversar?
- Falámos, apenas falámos.
- Não bebes-te nada? Em quanto falavam?
- Tinha um copo de sumo ao meu lado, mas ele não lhe tocou.
- Não, não lhe tocou! Que ideia Halle! Se não foi ele foi quem? Fui eu?
- Não culpes o Torsten!
- Põe juízo nessa cabeça miúda! Abre os olhos Halle.
Virou a cara para o outro lado, e manteve-se assim durante algum tempo, é incrível como ela está cega, completamente cega.
- Vais cá ficar durante a noite, eu tenho aulas mas mesmo assim eu ficava aqui, mas não vou ficar Halle, porque eu ficar aqui é a mesma coisa que não ficar, tu não me dás ouvidos, mas pode ser que dês ouvidos á tua mãe. Fica chateada comigo, podes odiar-me mas Halle, eu só quero o teu bem.
Fui para o outro lado cama para onde ela estava virada e dei-lhe um beijo igual ao que tinha dado quando tinha chegado.
- Se não me ouves a mim, ouve pelo menos a tua mãe.
Saí do quarto e fui até á sala de espera, estava lá a Elmara a falar com o pai do Mário junto do Marco e do Mário.
- Thaís, como é que ela está? – perguntou-me a Elmara.
- A nível físico ela está ótima, o pior é a nível psicológico.
- Como assim?
- O Torsten voltou, e eu tenho a certeza que foi ele quem drogou a Halle!
- Ele…voltou?
- Sim, e…eu posso estar a ser uma péssima amiga mas eu não vou cá ficar com ela esta noite, ela não me ouve, ela não quer saber do que eu digo! Para ela o Torsten é um santo e sempre será.
- Eu fico com ela Thaís, vou tentar enfiar-lhe juízo naquela cabeça.
Deu-me um beijo na bochecha e foi até ao quarto da Halle, o pai do Mário despediu-se de nós e também foi para dentro.
- Já não te via há um tempito – disse ao Marco.
- Vim com a Halle e depois andei por aí, estive com ela no fim da lavagem gástrica.
- Vá meninos eu tenho que ir, amanhã tenho aulas e este dia foi longo.
- Eu também tenho de ir para Munique – disse o Mário.
Dei um beijo ao Marco e saí para fora acompanhada do Mário. Parámos juntos ao meu carro.
- Então adeus. – disse eu.
- Sim, adeus.
Agarrou-me pela cintura e deu-me um beijo na bochecha, eu retribui , piscou-me o olho e foice embora.

***
Mandei-me para o sofá da sala, não ia conseguir dormir, havia tanta coisa que não fazia sentido. O Mário, o Marco apareceram os dois assim de repente na minha vida, e ao mesmo tempo volta o Torsten, aquele que destruiu a vida da Halle. E depois há a Halle e o Marco, eles são tão parecidos mas ao mesmo tempo tão diferentes, o à vontade deles , um com o outro é fantástico, naquela noite de quarta feira eu vi aquilo que já não via á seculos, aquele olhar da Halle amarrado ao olhar do Marco, mas há o Torsten, algo que não está a fazer sentido nenhum, porque é que ele apareceu agora? No dia a seguir à Halle ter conhecido o Marco?
No meio dos meus pensamentos, foi o meu pai que apareceu na sala.
- Então Thaís? Não te vais deitar?
- Não sei pai.
Ele sentou-se ao meu lado e eu deixei descair a minha cabeça no ombro dele.
- Então a Halle?
- Não sei o que te diga.
- Mas ela está bem?
- Vai ficar…ela vai ficar.
- Já comes-te alguma coisa Thaís?
- Não tenho fome, isto fez-me tudo perder o apetite.
- Isso faz-te mal filha.
- Não te preocupes, eu estou bem.
- Não sei se estás Thaís, eu conheço-te sei que podes estar muito mal aí dentro mas nunca o demonstras.
- Há pessoas com problemas mais graves que eu neste momento.
- Sabes? Tenho um orgulho enorme na mulher que te tornas-te, lembro-me como se fosse ontem da tua reação quando começas-te a ir para a escola, não querias ir porque eras a única com cabelo diferente, eras a única morena e ás vezes chegavas a chorar por isso.
Sorri com tudo aquilo que ele estava a dizer, a verdade é que eu quando entrei para a escola, não gostava nada, eram só loiras por todo o lado e eu de certa forma sentia-me sozinha.
- Passado uns tempos começas-te a aceitar essa diferença, pouco a pouco, depois dizias que ser diferente era bom, e desde pequena que me deixas orgulhoso cada dia, és uma mulher especial, vai chegar o momento em que vais ter filhos mas nunca vais deixar de ser a minha filha, a minha princesa.
- E eu cada dia agradeço a Deus por vocês terem entrado na minha vida, se sou o que sou hoje é graças a ti pai, é graças á mãe, sou o que sou porque vocês me ensinaram a ser verdadeira, ensinaram-me a ser uma boa pessoa, ensinaram-me que sem amor não se vive, que ter uma mãe e um pai é tudo na vida, sinto-me protegida a cada dia, porque sei que vocês estão aqui para me proteger. Não sei que pessoa é que eu seria se não me tivessem adotado, eu amo-vos tanto, não vos troco por nada deste mundo, ter o vosso amor é tudo. Tantas vezes que ouvia os meus colegas na escola a dizer que odiavam a mãe, que odiavam o pai, e eu não sei o que é isso, porque eu…eu percebi cedo a importância que vocês têm na minha vida, percebi que sem vocês eu não estava aqui e não tinha a vida que tenho. E vocês tiveram uma atitude linda, quando não esconderam que eu era adotada nem um segundo, sempre mo disseram, vocês são uma bênção na minha vida.
- Tenho tanto, mas tanto orgulho em ti Thaís, és realmente a melhor coisa que podia ter aparecido na nossa vida.
- Pois és. – Olhamos ambos para trás e estava lá a minha mãe, veio ter connosco e sentou-se ao meu lado.
Abraçou-me e deu-me um beijinho na testa.
- Sempre sonhei ter uma filha, assim muito linda como a mãe claro – todos nos rimos – mas acho que foi horrível quando me apercebi que não podia ter. Chorei durante muito tempo, é horrível veres um sonho cair assim. Depois pensamos na hipótese de adotar e quando te vimos foi assim um amor á primeira vista, sempre quis ter uma filha linda, mas tu abusas da palavra Thaís!
- Oh mãe.
- Verdade, tudo o que disse é verdade, e como o teu pai disse temos assim um grande orgulho em ti.
- Eu tenho é uma sorte em vos ter como pais.
- E nós temos a sorte em te ter como filha oh princesa- disse o meu pai.
A dor de cabeça estava a voltar, abracei-me a eles e dei um beijo em cada um e fui até ao meu quarto, tomei um comprimido antes de me deitar, não sei como é que vou aguentar amanhã o dia de aulas.

Só espero que a Halle esteja bem, e que quando acordar amanhã se lembre da vida fantástica que tem, e que se lembre também que o Torsten não é pessoa para ela porque se ela pensar em dar-lhe uma segunda oportunidade vou-a perder para sempre.
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Olá (:
Aqui está o quarto capitulo, não sei o que acham do rumo que a história está a levar, o que espero mesmo é que estejam a gostar.
Espero as vossas opiniões.
Beijinhos,
Mahina

*E ontem os meninos jogaram os dois, o Götze marcou, mas não festejou nem o golo dele nem nenhum dos outros. Pena é não ser como nos velhos tempos, que eram na mesma equipa. A mim custa-me tanto vê-los separados :') . Mas estão sempre unidos :)
PS: Grande homem das cavernas que aquele Götze parece :o 





domingo, 17 de novembro de 2013

3º Capitulo « podes tomar a pior decisão da tua vida, mas eu estarei aqui para te amparar a queda meu amor »

- Olá Thaís – disse-me.
- Olá? Tu tens a lata de dizeres ‘’olá’’, e eu posso saber o que é que tu estás aqui a fazer?
- Thaís…- disse-me a Halle.
- Thaís nada! Thaís nada Halle. O que é que ele está a fazer aqui?
- O Torsten veio…
- Eu sei bem o que é que ele veio fazer, porcaria como sempre.
- É melhor eu ir embora.
- Nem penses em fazer-te de coitadinho! Isso comigo não pega, mas sim é melhor ires embora, a verdade é que não sei o que vieste cá fazer, vai-te embora e faz um favor a ti próprio desaparece.
A Halle foi com ele até á porta e voltou rápido para ao pé de mim.
- O que foi aquilo? – perguntou espantada.
- Eu nem percebo porque é que me estás a perguntar isso! O que foi aquilo? Ainda perguntas Halle? Tu já deves ter-te esquecido do que ele te fez! O que é que ele queria?
- Uma segunda oportunidade.
- E tu não deste, nem vais dar certo?
- Disse que ia pensar.
- Que ias o quê? Que ias pensar? Que forma é que ele ia arranjar para te magoar outra vez? Tu estás doida!
- Thaís para! – gritou desta vez – toda a gente merece uma segunda oportunidade!
- Sim Halle , eu acredito nisso! Mas também acredito que há gente que não merece essa segunda oportunidade, e ele é uma dessas pessoas! Eu aceito tudo Halle, tudo menos ele.
- A vida é minha e tu não tens nada a ver com isso!
Aquela conversa tinha-se tornado uma discussão, nós gritávamos uma com a outra, eu estava fora de mim, não podia crer no que ela estava a dizer.
- Halle! Eu não tenho nada a ver com a tua vida? Não? Tu és a minha melhor amiga, és como uma irmã para mim, tu és uma irmã! E ainda dizes que não tenho nada a ver com a tua vida? Esse rapaz foi a pior coisa que te apareceu na vida! Já te esqueces-te das noites que passas-te a chorar? Já te esqueces-te de tudo o que ele te fez sofrer? Tu aches que ele merece uma segunda oportunidade, ele? – parei de falar, acalmei-me um pouco e finalizei num tom suave – ele é…a ultima pessoa no mundo que merece uma segunda oportunidade. Ele fez-te sofrer tanto! Eu demorei meses para ter a minha Halle de volta, e agora que te tenho é isto, ele aparece e de um momento para o outro tu perdoas, e ainda dizes que ele merece uma segunda oportunidade, não Halle, ele não merece segunda oportunidade nenhuma.
Ela começou com um choro contínuo, choro esse que já não via á muito tempo, agarrou-se a mim a chorar. Será que fui bruta demais? Se calhar abusei, eu não queria a sério que não queria, mas a minha intensão foi abrir-lhe os olhos. Ela precisa de perceber que o Torsten não é rapaz para ela, e que o mais provável é ela acabar lá no fundo outra vez.
Acabei por me sentar no sofá, e ela deitou-se continuou a chorar, tinha a cabeça nas minhas pernas, eu tentava acalma-la de alguma forma, mas algo não estava bem. Havia algo que não batia certo. O facto de ela lhe querer dar uma segunda oportunidade, e depois ficar naquele estado, continuava a chorar em silêncio mas continuava.
Virou-se para mim e eu acabei-lhe de limpar as lágrimas.
- Thaís, quero-te pedir uma coisa. Eu não sei qual vai ser a minha decisão, mas por favor Thaís, se eu voltar a cair se eu sofrer e se eu ficar mal, da tua boca não quero ouvir um ‘’ eu avisei-te’’, mas sim um ‘’ eu estou aqui’’.
- E eu estarei aqui sempre, independentemente da decisão que tu tomares, eu estarei sempre aqui, porque as irmãs, são irmãs para sempre, e eu estarei aqui, podes tomar a pior decisão da tua vida, mas eu estarei aqui para te amparar a queda meu amor.
- Obrigada Thaís.
- Essa palavra devia ser banida entre nós as duas.
Tocaram á campainha, a Halle fez uma cara esquisita.
- Ah, pois foi – disse ela.
- Pois foi? – perguntei.
- Oh pá provavelmente do lado de lá daquela porta está o Marco.
- Oh, que fofo! Não foi que eu me lembrei que tenho um trabalho para fazer.
- Hum – olhou para mim – Thaís, nem penses porque duvido seriamente que ele não esteja acompanhado.
- Como assim?
- Deve haver Götze a acompanhar Reus.
- Ui, agora é que me apercebi que já devia estar em casa a estas horas.
- Nem penses, é que tu nem penses!
- Vou fazer um esforço por ti. E porque razão é que tu os convidaste ?
- Porque eles parecem ser muito fixes.
- Começo a duvidar seriamente da tua capacidade de avaliar pessoas.
- Cala-te e vai abrir a porta.
- E olha lá mas ele não tá em Munique? O que é que ele está a fazer aqui em Dortmund? Já devia ter dado á sola á muito!
Levantei-me e durante o caminho do sofá á porta fui-me preparando psicologicamente, estava muito decidida quanto ao facto de não querer o Mário, nem agora nem nunca, vou trata-lo naturalmente como outra pessoa qualquer, se ele provoca eu ignoro e pronto. Duvido que consiga cumprir esse objetivo, mas aqui vai.
- Olá meninos – disse ao abrir a porta.
- Olá Thaís – disse o Marco com um sorriso tão fofo.
- Olá Thaís – disse o Mário.
Sorri para os dois e eles entraram, ou muito me engano ou isto vai ser uma seca de tarde.

***
Estava deitada no sofá, tínhamos acabado de jantar. A verdade é que só me apetecia dormir mas ainda é tão cedo.
- E se fossemos sair? – perguntou o Marco.
- Boa ideia – disse a Halle – Vens, não vens Thaís?
- Acho que sim, mas amanha tenho aulas de manha por isso não é para abusar muito.
Lá nos arranjamos e fomos todos sair, melhor dizendo demos umas voltas por Dortmund, ainda não tinha havido provocações, e bem acho que não sinto falta delas.
Paramos num jardim e sentamo-nos os quatro á conversa, o Marco e a Halle foram ao outro lado do jardim, e ficamos só nós. O ambiente estava diferente, estava um ambiente de amigos, acho eu.
- Só uma pessoa muito estupida, é que vai para uma apresentação do Bayern, que é patrocinado pela Adidas á anos, com uma camisola da Nike. – comentei a rir-me.
- Olha e eu lembrei-me lá disso! – ele riu-se comigo.
- Mas tu és mesmo parvo, quem é a maior rival da Nike? A Adidas. E tu levas uma camisola da Nike para o lugar em que o patrocínio é a Adidas.

Tirou o telemóvel do bolso e mostrou-me a foto da apresentação.


- Eu nesse dia, levei a primeira camisola que me apareceu á frente. Passado a apresentação, quando vi as fotos e olhei para o equipamento e estava lá a dizer Adidas pensei, bom Mário acho que já fizeste porcaria.
Começamos os dois a rirmo-nos bastante.
- Não foi assim tão mau, não te mandaram de volta para o Borussia!
- Mas não foi só dessa vez. – mostrou-me novamente outra foto.


- Esta também teve direito a noticia de revista, mas estas pessoas enfim, achavam que eu ia deixar de usar as minhas sapatilhas e as minhas camisolas só porque são da Nike não?
- A tua sorte é que as chuteiras são a gosto se não…
- Se não eu usava as da Nike á mesma, são mais confortáveis.
- Nem és assim tão estupido.
- É, e tu não és assim tão parva.
- Até podemos tentar ter uma relação de amizade.
- Sim podemos, e amigos apoiam outros não é?
- Que jogo é que tu me vais convidar para ir ver?
-No dia 9, no sábado, o Borussia joga fora por isso vens ver o Bayern.
- Eu odeio Bayern. – disse com calma – desculpa.
- Então não vais pelo Bayern, vais por mim. Ver um amigo jogar, levas a Halle.
- Num sábado?
- Sim.
- Duvido que a Halle possa ir, mas a minha mãe é capaz de ir comigo.
- A tua mãe?
- Sim, eu tenho uma mãe altamente.
- É ás 2:30.
- Eu vou aceitar o teu convite e sábado, tens-me lá a ver-te a ti, não ao Bayern.
- Sinto saudades do Borussia, principalmente do Marco.
- És tu que ficas-te sem o Marco e eu ainda vou ficar sem a Halle.
- Porquê? – perguntou.
- Assuntos nossos, desculpa lá são cenas dela percebes? Contava-te se fosse comigo.
Bem não sei se lhe contava mas pronto foi o que me saiu.
O telemóvel dele começou a tocar, devia ser uma das quantas que ele engata a dizer ‘’preciso de ti’’, também quem é que não precisava de uma coisa daquelas.
- É o Marco – disse.
O Marco? Bem esquisito, será que tinha acontecido alguma coisa? Eu levantei-me e dei umas voltas pequenas por o jardim, nunca me afastando muito dele.
- Thaís? – chamou.
- Aconteceu alguma coisa? – perguntei.
- A Halle foi para o hospital.
- A Halle o quê?
O meu maior receio, o meu maior medo, acontecer alguma coisa aquela rapariga, á Halle, á minha irmã. Não me conseguia mexer, não conseguia reagir, milhares de perguntas iam na minha cabeça, tudo, pode acontecer tudo, mas eu não posso perder a Halle.
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Olá (:
Bem não sei o que estou a fazer, a publicar outro capitulo no dia a seguir, isto só esta aqui porque a Ana pediu muito, a culpa é inteiramente dela.
Duvido seriamente da qualidade dele, é pequenino, e espero que o próximo fique bem melhor, só não sei quando é que ele sairá.
Espero as vossas opiniões.
Beijinhos,
Mahina

sábado, 16 de novembro de 2013

2º Capitulo - « Mal empregados os 5 minutos que os teus pais perderam a fazer-te.»

- Sempre podemos ir á segunda ronda, acredita que a noite é uma criança.
- A única criança aqui és tu. – atirei.
- Não te queixas-te.
- Há crianças que brincam melhores que outras, tu tens a sorte de o brinquedo ajudar.
- O que tu querias mesmo era comprovar que o meu brinquedo funciona bem!
Bem aquilo saiu-me sem segundos sentidos, mas parece que o menino leva tudo para onde não deve. E agora o que tenho a fazer é apenas responder na mesma moeda.
- Oh, oh! Nem vás por aí nem que fosse o último brinquedo á face da Terra!
- Quem desdenha quer comprar!
- Nunca vou ás compras sem a Halle!
- Vamos fazer uma aposta!
- Ai vamos?
- Vamos!
- Diz lá então!
- Eu aposto que num mês consigo-te levar para a cama.
- Andas assim tão necessitado?
- Admito que me dás um certo gozo em provocar, e tenho a certeza que vais cair aos meus pés.
- Estás muito confiante estás!
- Ainda melhor! Vamos apostar duas semanas. Hoje é quarta, aposto que vais cair na minha caminha em duas semanas.
- Estás com uma confiança ouve lá!
- Não aposto sem ter certezas!
- Ora bem, então alinho nessa aposta o que é que eu ganho com isso? – perguntei.
- Se eu perder a aposta, o que não vai acontecer, faço uma coisa que tu queiras, apenas uma, pedes, mandas e eu faço. – repondeu seguro de si.
- Ai que isso vai-me dar tanto gozo.
- E se tu fores para á minha caminha, o que é que eu ganho? - perguntou
- Como eu não vou perder, alinho no mesmo que tu, faço o que tu quiseres.
- Ora bem além de uma noite contigo, tenho a consequência de tu teres perdido?
- Não, não vai ser assim porque sou eu, Thaís, que vou ganhar!
Pisquei o olho e saí dali á procura da Halle. Ai aquele olhar, ai aquele corpo ou muito me engano ou meti-me com o rapaz errado.
- Halle!
- Que cara é essa?
- Tu prende-me em casa durante duas semanas por favor, é que eu não vou resistir…eu vou-me a ele mais tarde ou mais cedo.
- O quê?
- Eu odeio aquele rapaz juro-te que odeio!
- Quem? O Götze ?
- Sim esse mesmo, esse alemão de meia tijela!
- Tu gostas dele, vá admite!
- Cala-te, cala-te!
- Nunca te vi nesse estado tão louco sem ser com bebida, o que é que estás a beber? – olhou para o meu copo e mexeu-o.
- É só o primeiro bloody mary!
- E já estás nesse estado acelerado?
- Não estou acelerada, mas tens razão preciso de mais alguma coisa um gin tónico deve-me acalmar.
Sai dali e fui até ás bebidas, sim era o que eu precisava mesmo um gin tónico.
- Não bebas muito! Não quero que depois, não te lembras da nossa maravilhosa noite.
Lá vinha o rapaz provocar-me outra vez.
- Se eu me lembrar é esquisito, já que ela não aconteceu nem vai acontecer.
- Nunca digas nunca!
- E tu nunca digas coisas sem certezas.
Ai que eu juro que ele me irrita, juro que ele me faz querer mais do que posso ter e ainda me vai conseguir a aposta.
- Áh, a pouco esqueci-me de dizer uma coisa.
- O quê?
- Levar para a cama, mas sem jogo sujo! Nada de estados alcoolizados e nada de truques parvos.
- Para vires parar á minha cama não vou precisar de bebida e muito menos de droga, garanto-te que vais de livre e espontânea vontade.
- Oh sim, vai sonhando comigo na tua cama.
- Pode ser na tua desde que seja!
Continua-me a irritar, ai meu Deus. Bebi o gin tónico todo no meio daquela conversa, ele poe-me fora de mim.
- Bem oh alemão, eu vou-me embora que preciso de descansar.
- Sim alemã, repõe as energias todas, quem sabe amanha não é o teu dia de sorte!
- És tão parvo miúdo.
Cheguei perto dele e dei-lhe um beijo na bochecha escusado de dizer, que ele quando tem abusa, coisa que fez quando me agarrou as nádegas e me puxou para ele mordendo-me mais um bocado o pescoço.
- Adeusinho – disse em tom de provocação.
Levei as duas mãos á cara, onde é que eu me fui meter?
- Vamos embora? – perguntou a Halle.
- Sim, sim.
Caminhamos as duas em direção ao Marco para nos despedir-mos dele.
- Obrigada pelo convite, a festa estava um máximo – disse a Halle – qualquer coisa depois falamos tens o meu número não é?
- Sim, sim. E tu Thaís? Gostas-te da festa?
- Muito. Vá Marco, estou cá com o sono, Halle conduzes tu, eu hoje até durmo em tua casa e tudo.
- Se quiserem cá ficar há camas.
***

- Halle? – chamei por ela já de luzes apagadas na cama.
Tínhamos mesmo aceitado o convite do Marco e tínhamos ficado cá em casa, ganhamos uma confiança com ele em pouco tempo.
- Diz.
- E se eu perder a aposta?
- Vais ter que fazer o que ele quiser.
- E se ele disser para irmos para a cama?
- Vais, porque para perderes a aposta tiveste de ir, por isso não irá ser um sacrifício.
- Oh Halle, mas quem te disse que eu quero ir para a cama com ele?
- Tu! Até me disseste para te prender em casa durante duas semanas.
- Mas ele não está a jogar em Bayern? Então ele em duas semanas deve cá estar poucos dias, não vai ser assim tão difícil.
- Mas eu concordo com ele, acho que vais perder a apostar lamento informar.
- Cala-te! Então e tu oh princesa Halle diz-me lá o Marco e tal.
- Amigos, e vamos ser grande amigos, ele é muito querido.
- Ah, muito me contas sim senhora.
- Eu acho que ele anda é de olho em ti.
- Não te ponhas com ideias Halle, foste tu que ficas-te com o número dele. Thaís Reus fical mal, Halle Reus fica melhor.
- Ah tu vais pelos nomes? Tens razão Thaís Götze fica muito melhor, nem se compara.
- Oh Halle , pensa bem não, não mesmo! Vá eu vou dar uma volta. – disse levantando-me.
- Uma volta? Em casa estranha? Vais mas é ver se o vês.
- Sim tenho uma certa curiosidade em o ver de boxers!
- Mas ele ficou cá?
- Não sei mas eu vou descobrir.
Sai da cama, e sai do quarto estava apenas com uma t-shirt, a minha próxima paragem casa de banho mesmo.
Quando me olhei ao espelho assustei-me, a maquilhagem já estava um pouco borratada e o meu cabelo muito despenteado.
Tirei maior parte da maquilhagem e arranjei o cabelo, ia a sair da casa de banho quando vejo aquele pedaço de mau caminho de boxers a caminhar e com um pacote de gomas na mão.
- Oh baby? – eu não acredito que acabei de o chamar isto.
Ele olhou para trás e sorriu, veio ter comigo e manteve-se á minha frente,
- É hoje? – perguntou.
- Não se pode ter uma conversa normal contigo?
- Eu gosto mais de agir se é que me entendes.
- Oh, vá dá-me uma goma!
Pegou numa e estava a fazer aviãozinho até á minha boca, mas quando eu ia trincar não me deixava, estava mesmo a enervar-me e muito.
- Eu sou alguma criança? Dá-me mas é isso!
- Aqui a criança sou eu não é verdade? Mas sabes ? Não gosto nada de brincar sozinho.
Continuava a brincar com a goma. Já me estava a fartar e a primeira vez que vi a goma mais perto da minha boca aproveitar para a agarrar e acabei por trincar também os dedos dele.
- Eh lá que ela é brava!
- Ai como tu me enervas.
- A morder assim, mal posso é esperar pela nossa noite oh doida.
- Mal empregados os 5 minutos que os teus pais perderam a fazer-te.
- 5 minutos? Nós conseguíamos fazer filhos em menos!
Peguei numa goma do pacote e enfiei-lha na boca.
- Vá isso come , e a sério fica calado. Vai dormir vai!
Encaminhei-me para o quarto e deitei-me novamente na cama com a Halle, sei que ela ainda está acordada eu tenho a certeza.
- Boa noite rainha. – disse-lhe preparando-me para dormir.
- Boa noite amorzinho, sonhos com Mário.
Não respondi á provocação da Halle, e apenas adormeci.
***

Acordei mas com a luz a bater-me nos olhos virei a cara para a almofada e deixei-me estar, a Halle já tinha saído á um bom bocado e eu tinha ficado mais um pouco na cama, sei que não devia abusar muito já que a casa não é minha, mas o Marco é um querido e não se importa de certeza,
Ainda estava cansada mas tinha mesmo que me levantar. Estiquei o pé e senti algo, algo diferente, uma pela uma perna. Supostamente eu estava sozinha naquela cama, sozinha. Continuei com a cabeça enfiada naquela almofada, o melhor é mesmo dormir, voltar a dormir quando acordar pode ser que aquela perna não esteja lá.
Senti ‘’a perna’’ a aproximar-se de mim, uma perna e um braço oh Deus!
Depressa tirei a cabeça para ao lado e bem, mas este rapaz é o único que me tem aparecido á frente nas ultimas 12 horas.
- Bom dia! – disse ele.
- Bom dia? E posso saber o que é que estás a fazer na mesma cama que eu?
- O Marco dá pontapés de noite!
- E não há uma data de metros quadrados de chão?
- Há, mas esta cama é bastante mais confortável.
Deitei-me de modo a olhar para ele e de vez em quando ia fechando os olhos, o que estava mesmo a tentar fazer era mira-lo sem ele perceber.
- Então e gostas-te da nossa manhã?
- Do quem?
- Manhã , a nossa manhã ou já te esqueces-te?
- Não me enganas, eu ainda me sinto, e ainda sei o que faço, e de certeza que me lembrava de uma coisa tão má, acredita!
- Não fales sem saber!
- Vai te embora! – peguei na minha almofada e atirei-lha para a cara – Vá, vai-te lá embora!
- Tenho-te a dizer que a minha cama, ainda é melhor! Tu vais saber disso!
- Oh sim, vai-te lá embora que eu tenho que me ir arranjar, tenho coisas para fazer.
             Ele acabou por se ir embora e eu acabei por me arranjar, eu não acredito que tenho a marca dos dentes dele no meu pescoço de ontem. Tinha pouca roupa para vestir apenas a que tinha posto no saco ontem, uns calções e um top, estamos no outono mas não é por isso que deixo de vestir roupas mais abertas, não é comum eu vestir vestidos como ontem, justos e sexys ,mas o resto da minha roupa comum, mais decotada uns dias, menos decotada outros dias. Quando pus a roupa ontem na mala era só para ficar por casa da Halle, mas agora vou ser observada pelo rapaz.
           



            Quando me acabei de vestir, desci peguei nas minhas coisas, arrumei um pouco o quarto e fui para baixo.
            - Eh pá que o verão chegou e ninguém me disse nada!
            - Tens algum problema com a minha roupa?
            - Tenho, mas acredita que eu o resolvia em pouco tempo.
            - O Marco? – perguntei.
            - Está na sala. – disse-me.
            Fui até á sala e encontrei-o no sofá.
            - Marco, desculpa ter ficado até esta hora.
            - Não tem mal Thaís a sério, a Halle já se foi embora, eu levei-a para tu ficares com o carro.
            - Oh obrigada, obrigada mesmo, bem eu vou indo.
            - Não queres tomar o pequeno-almoço? – perguntou.
            - Não deixa estar, e ainda tenho que ir a casa dos meus pais e trato lá das coisas.
            - Está bem tu é que sabes. – baixei-me e dei-lhe um beijo na bochecha.
            - Obrigada mais uma vez, e até á próxima, que imagino que não será muito tarde.
            - De nada, e até a uns dias creio eu.
             Sim uns dias, acho que já há jantar programado para casa dos pais dele para a semana, são os melhores amigos dos meus pais acho que é por isso que há esta relação.
            - Olha lá e eu nada de te despedires?
            - Mas tu és alguém oh Mário?
            - Sou o rapaz que vai ganhar a nossa aposta.
            - Sonha, vá adeus.
            Cheguei-me perto dele e dei-lhe um beijo na bochecha, afastei-me dele e ele deu-me um beijo na outra bochecha, escusado será dizer que me mordeu.
            - Eu ainda vou ter a minha vingança! – disse eu – ah! E duvido que nas próximas duas semanas me ponhas a vista em cima!
            - Vou pôr sim senhora, e duvido que seja só a vista!
            Sempre o mesmo, com as respostas todas na ponta da língua, o meu destino agora era a casa dos meus papás.
            Não demorou muito até lá chegar, estacionei o carro e entrei em casa, hoje era quinta, tinha as minha miúdas para estar á tarde e a manhã com a minha mãe que hoje tinha o dia de folga.
            - Bom dia mãe.
            - Bom dia Thaís.
            Atirei-me para o sofá e descalcei os sapatos,
            -Estou cansada! Cansada de não fazer nada é o que é mãe!
            Ela riu-se e sentou-se ao pé de mim.
            - Desculpa não ter vindo mais cedo para passar mais um pouco de tempo contigo.
            - Não tem mal filha, terça vamos jantar a casa da Heloísa e do Anselm, fazem aniversário de casamento.
            - Já suspeitava, o Marco é mesmo querido.
            - É tem a quem sair é o que te digo, a Heloísa e das melhores amigas que eu podia ter e a Elmara também.
            Claro, a Elmara a mãe da minha Halle, as nossas mães têm uma relação parecida com a nossa.
            - A Elmara conhece a Heloísa? – perguntei.
            - Não Thaís, mas acho que se deviam conhecer, um dia fazemos um jantar cá em casa.
            - É a Halle deu-se tão bem com o Mário.
            - Com o Mário? – perguntou a minha mãe confusa, apercebi-me do que tinha dito com o Mário, foi o que eu disse.
            - Com o Marco mãe, com o Marco enganei-me.
            - Quem é o Mário?
            - Sem lá quem é o Mário!
            - Não sabes não! E não é pouco! Thaís eu não nasci ontem, eu sou tua mãe.
            - Contigo não se pode mesmo omitir nada.
            - Sabes bem que não.
            - O Mário é um rapaz.
            - Sim até aí eu já tinha chegado, Mário não é nome de rapariga.
            - Oh mãe, ele é parvo.
            - Posso dizer que pareces uma adolescente a dizer isso e não te chateias comigo?
             - Podes.
            - Pareces uma adolescente a dizer isso! E agora é o momento em que eu se calhar dizia a típica frase ‘’ já vi amor começar com muito menos’’, mas é melhor não, não quero a minha princesa revoltada contra mim.
            - Dá-me gozo apenas provoca-lo, nada mais.
            - Se tu o dizes eu acredito.
            - Não acreditas nada mãe, vá mas finge que acreditas.
            Começamos as duas a rirmo-nos, tinha uma certa piada, mas a verdade é essa dá-me gosto gozar e provoca-lo apenas isso.

***
            - Thaís? – chamou a Irma.
            - Diz.
            - A Halle não vem?
            - Bem meninas vocês gostam mais da Halle do que de mim!
            - Não é isso Thaís. – disse-me a Alexia – nós gostamos de vos ver juntas.
            - São tão fofinhas! – disse a Lóris.
            - Eu não sei se ela vem hoje meninas, mas vou mandar-lhe mensagem a dizer que as minhas pequenas precisam urgentemente dela.
            Eu adoro estas miúdas, são parte da minha vida, comecei este ano em abril e até agora conheço-as tão bem que não as troco por nada, gosto mesmo delas, o pior são as perguntas difíceis.
            - Thaís, tu tens namorado?
            - Não Lóris.
            - Porquê? – perguntou a Irma.
            - Porque ainda não chegou a pessoa certa.
            - Há uma pessoa certa?
            - Claro que há, um dia vem assim um príncipe num cavalo branco e pronto leva-te o coração.
            - Não gosto de cavalos brancos. – comentou a Lóris.
Ri-me com a sua afirmação.
- Não é preciso ser num cavalo branco Lóris, é uma maneira de dizer, quando esse alguém aparecer tu saberás!
- Saberei?
- Sim, porque ele vai-te fazer sentir muito bem, como quando estás com muita fome? Quando comes sentes-te bem, e é assim que ele te vai fazer sentir, bem.
- Mas e se não encontrar essa pessoa?
- Ela vai aparecer mais tarde ou mais cedo.
- Também vais ter uma pessoa certa?
- Acho que sim.
- Thaís depois podemos ir ao teu casamento?
- Ai vocês são tão doidas, sim podem ir ao meu casamento, se eu alguma vez me casar, e vão ser assim todas minhas damas de honor. E agora vamos mas é parar de falar, e vamos ao que interessa.
***
Cheguei a casa da meus pais, entrei e fui até ao quarto arrumar umas coisas na mala, uns livros e roupa para amanhã, passo metade do tempo em casa da Halle e a outra metade aqui, já esta tudo habituado.
- Mãe? – chamei.
- Estou na sala.- respondeu.
- Vou dormir a casa da Halle mãe – disse quando estava a entrar na sala.
- Olá Thaís. – disse a Elmara.
- Oh Elmara já tinha saudades suas.
- Tuas Thaís, tuas.
- Oh pronto, eu não me habituo ao tu, tua.
Sentei-me no colo da Elmara e dei-lhe um beijinho.
- Então e como foi lá Paris? – perguntei.
- Bonito, mas já tinha saudades.
- Deixar a filhinha sozinha é sempre mau.
- A filhinha já tem 23 anos.
- Ter tem, mas continua a ser a princesa da Elmara.
- Continua pois, e tu ali a princesa da Minna, olha para a cara dela já toda cheia de ciúmes porque eu roubei a Thaís.
Riram-se as duas e eu acompanhei, fui ter com a minha mãe e sentei-me no colo dela.
- Vá mãe, sabes, que não te troco por nada não sabes?
- Não sei, não sei, és capaz de me trocar por aquele rapazito como é que ele se chama? Mário é isso!
- Então estive fora uma semana e já há novidades?
- Não, não há novidades!
- Há, há! – disse a minha mãe.
- Vá Thaís, conta.
- Não há nada para contar! Há um rapaz que me enerva e é só isso, ele provoca ele é parvo ele é estupido.
- È, eu já vi amor começar com muito menos.
- Vá juntem-se as duas contra mim! Eu vou para casa da Halle e devo ficar lá a dormir.
- Sim, passas mais tempo em casa da Halle do que aqui. – disse a minha mãe a brincar.
- Também entre vocês e a Halle, que venha o diabo e escolha. Não se calam com o caramelo do Mário.
- E eu que pensava que caramelo era o teu sabor preferido. – disse a minha mãe.
- E é!
- Isso explica muita coisa.- disse a Elmara.
- Ai eu odeio-vos.
- E eu a pensar que nos amavas! – disse a Elmara.
- E amo – dei um beijinho a cada uma – adeus.
- Adeus Tháis.
- Adeus filha.
Sai de casa e fui até casa da Halle.         
Quando cheguei abri a porta, poisei as chaves e reparei que ela já estava em casa.
- Cheguei Halle – gritei da entrada.
- Estou na cozinha.
Poisei a minha mala, e fui até á cozinha.
Quando entrei deparei-me com um cenário esquisito, para meu espanto a Halle não estava sozinha.

- Olá Thaís – disse-me. 

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Olá (:
Aqui está o segundo capitulo , maior que o primeiro e espero que gostem.
Obrigada a todas as meninas que seguem , e a todos os comentários, um grande obrigada mesmo.
Espero as vossas opiniões.
Beijinhos,
Mahina