sábado, 4 de março de 2017

Capítulo 45 " Às vezes acho que estamos encurralados"

- O teu namorado perdeu as alianças!
- Se ele jogasse no Dortmund…isto não tinha acontecido…
- Pai! – repreendi – e porque raio é que o Mario tinha as alianças? – perguntei perante a sua cara de terror.
- Porque o teu namorado vai ser meu padrinho de casamento, já que o meu padrinho de casamento inicial não pode vir.
- O mundo está perdido, ouve lá Thaís – o meu pai deu-me um encontrão chamando-me à atenção – o padrinho de casamento da tua tia é da equipa da Baviera e ainda por cima a madrinha de casamento é a tua mãe, estás a ver a situação, filha?
- Estou! Estou a ver que só vais aceitar que o Mario seja meu namorado quando ele se mudar novamente para o Dortmund.
- Nós não o queremos de volta! – levou a mão ao peito como se eu tivesse acabado de o ofender – por quem tomas esta nação que se chama Borussia de Dortmund? Nós não queremos cá traidores!
- Podes parar de ser tão dramático? – pedi.
- E podem concentrar-se em mim? – a Evelyn estalou os dedos fazendo-nos olhar para ela – o teu namorado deve estar a chegar para procurar as alianças. Podes ir ajudá-lo a procurar?
- E quem é que te ajuda a ti a preparar? – encolheu os ombros e acabei por me virar para o meu pai e sorrir – sabes o que é que vais fazer quando o Mario chegar? – olhou-me desconfiado e com aquela cara de mau – vais ajudar o meu namorado, o teu futuro genro, a procurar as alianças – olhou-me bastante espantado, talvez porque eu tinha acabado de dizer “futuro genro” – porque eu vou ajudar a Evelyn a preparar-se. E tu sabes, pai, que sem alianças não há casamento, por isso dá o teu melhor nessa caça ao tesouro! – atirei dando-lhe uma palmadinha no ombro e sorrindo-lhe.
Olhou-me incrédulo, peguei na mão da Evy e começámos as duas a subir as escadas rumo ao quarto.
- Sim, senhora! Futuro genro! – felicitou-me com uma pontinha de ironia.
- Oh não – falei abanando a cabeça em sinal negativo – não me lembres por favor que acabei de dizer isso. Foi sem dúvida…o calor do momento que me levou a dizer tal coisa.  
- O Mario ia gostar de saber que disseste isso – sentou-se em frente àquele espelho enorme. Passou um dos pinceis pelo pó compacto e depois passou-o pelo seu rosto lentamente enquanto me olhava séria através do espelho – é um homem maravilhoso, não é? – assenti – eu gosto muito dele – arqueei a sobrancelha – quer dizer, neste momento eu odeio-o, mas… - gargalhei perante a sua expressão – acho que é o homem certo para ti.
- Achas mesmo?
- Acho – levantou-se e encaminhou-se para o seu vestido de noiva que estava pendurado o mais alto que tínhamos conseguido para que não arrastasse no chão – vamos lá vestir isto?
Alcancei o cabide que suportava o vestido, retirei-o de lá com todo o cuidado, e ajudei-a a vesti-lo. O vestido de noiva que a Evy tinha desenha e criado para si não era nada convencional. No fim de correr o fecho peguei na coroa de flores colocando-a na sua cabeça.
- Estás pronta – afirmei – agora falto eu que ainda estou de pijama.
- Tha? – o Mario estava encostado à ombreira da porta e olhava-me de uma forma preocupada – preciso da tua ajuda – olhei para a Evelyn que me olhou nada contente.
- Eu já volto – assegurei caminhando na direção do Mario – já encontraste as alianças? – nem precisava de me responder, a sua cara transmitia um grande e redondo “não” – o que é que tu fizeste às alianças?
- Eu não me lembro – sussurrou. Saí daquele quarto e fechei a porta atrás de mim – ajudas-me? – olhei-o atenta. Já estava de fato e pronto para o casamento. Tinha uma expressão preocupada, mas mesmo assim não deixava de ser o mesmo Mario, com um sorriso que me faz sorrir como ninguém – Tha? – pegou na minha mão chamando-me à atenção.
- Desculpa – pedi – estás muito bonito – declarei. Coloquei-me em bico de pés e coloquei as minhas mãos no seu pescoço – ainda nem um beijo me deste hoje – queixei-me.
- E tu estás demasiado… - fez uma expressão super engraçada – cola!
- Cola? – perguntei incrédula – eu estou aqui a dizer que estás lindo e a pedir-te um beijo e tu dizes que estou demasiado cola?
- Tu não costumas ser assim, vá admite! – desafiou-me com aquele olhar.
- Não vou admitir nada – cruzei os braços – só que hoje é um dia especial – levei as minhas mãos ao seu pescoço novamente – até acho que podíamos sei lá… - peguei nas mãos dele e coloquei-as na minha cintura, colei o meu corpo ao seu e encostei-o à parede – que se lixem as alianças, temos coisas tão mais… – trinquei levemente a pele do seu pescoço – interessantes para fazer…
- É isso! – afastou-me de si – já sei onde estão as alianças! – olhei-o confusa – anda comigo!
- Estou de pijama! – alertei-o – há pessoas lá fora.
- Não te importes com isso – pegou na minha mão e começámos a caminhar. Saímos de casa e caminhámos até ao seu carro. Entrou do seu lado e começou à procura…das alianças? – procura aí da parte de trás.
Fiz o que ele me disse e abri a porta procurando pelas alianças no chão. Olhei atentamente verificando que estava uma caixa azul escura de veludo no chão. Abri-a e ali estavam as duas alianças.
- Estão aqui! – informei. Levantou a cabeça e olhou para mim.
- E lembras-te porque é que estão aqui? – abanei a cabeça negando – no dia em que a Evy me deu as alianças em Dortmund, eu fui buscar-te a casa dos teus pais e fomos jantar, ou melhor dizendo, íamos jantar porque tu… - parou de falar olhando-me atento – tu não te lembras Thaís? – olhei-o ainda mais confusa. Lembrar-me de quê? – eu até fiquei bastante convencido que fizemos um filho!
- Ai! – sim, agora já me lembrava – qual filho qual carapuça! Não fizemos filho nenhum!
- Bom dia! – olhámos os dois para o nosso lado direito vendo a Halle que tinha batido no vidro da porta de trás do carro.
Saímos os dois do carro e pude ver a expressão do Marco e da Halle ao verem que estava de pijama. Apressei-me a pegar no Isaac que estava nos braços do Marco.
- Bom dia coisinha boa da madrinha! – dei-lhe um beijo na bochecha e passei-o depois ao Mario que, ainda um pouco desajeitado, lhe pegou – já tinha saudades vossas – declarei dando dois beijinhos a cada um – como correu a viagem até Berlim?
- Acho que até correu bem – a Halle encostou-se ao Marco – o Isaac não chorou muito no avião e aqui estamos nós. Ainda tenho que me ir vestir – falou exibindo o seu vestido num cabide devidamente protegido.
- Eu também tenho – acabei por dizer – acho que é melhor irmos.
- Ficam com o Isaac? – perguntou a Halle ao que tanto o Mario como o Marco assentiram – que tal essas viagens com o Mario? Já não te via há algum tempo, mesmo! – constatou.
- Estivemos em Ibiza tal como tu sabes, depois fomos para Barcelona para o casamento do Thiago, demos um saltinho a Munique e viemos para aqui. Acabámos por vir de carro e tudo.
- E como estão as coisas?
- Bem… - chegámos finalmente ao quarto, não havia sinal da Evy. Fechei a porta e começámo-nos então a preparar – faz por esta altura um ano que as coisas começaram a mudar bastante. Estávamos na Grécia quando recebi uma proposta do Dennis para bailarina dele e fazer uns castings, escusado será dizer que nada disso se chegou a realizar – ajudei-a fechar o fecho do vestido dela e ela atou o meu fazendo um laço perto do pescoço – neste ano que passou não fiz nada do que sonhei. Eu não trabalhei, em vez disso passei a vida em conferência com a psicóloga e com a nutricionista. Tinha tantas coisas programadas. Foi um ano complicado. Nunca mais vi as minhas miúdas e tenho tantas saudades delas.
- Sabes bem que poucas coisas na vida são como programamos – olhou-me sorrindo - Há uns dias vi a Lóris – sussurrou – assim que me viu correu para mim na rua. É incrível que ainda me conheça, já não me vê há tanto tempo!
- E os pais?
- Acharam estranho, acho eu – respondeu – no entanto, quando lhes disse que era tua amiga compreenderam.
- Como é que ela está?
- Enorme – acabou por sorrir e olhar-me – tem os olhos do Kyle, sabes? – o pai da Lóris, que a Halle nunca mais tinha visto.
- Mas continua a ter o teu sorriso, aposto!
- Ela é feliz, e eu fico feliz por ela. Eu estava com o Isaac e ela pediu-me para o ver no carrinho – sorriu enquanto olhava para o teto – ela conheceu o meio-irmão – levantou-se da cama e calçou os sapatos enquanto me olhava – estás muito bonita.
 - Olha quem fala! – falei contemplando-a – ninguém diria que tiveste um filho há cerca de quatro meses!
- Bom dia! – a Evy entrou no quarto alegre.
- Alianças! – peguei na caixa que tinha pousado em cima da cama.
- Que alívio – acabou por dizer a minha tia.
- Que história é essa? – perguntou curiosa a Halle.
- Depois eu conto-te – assegurei rindo-me sozinha.
- Estão lindas, meninas! Só vos falta uma coisa – pegou em duas coroas de flores que tinha em cima da mesa de cabeceira. Colocou uma na minha cabeça e outra na da Halle – agora sim. Não vos disse que eram minhas damas de honor? – abanámos as duas com a cabeça – passaram a ser a partir de agora!
Coloquei-me ao lado da Halle e olhámo-nos as duas ao espelho. Ela vestia um vestido rosa que lhe dava pelo joelho com uma racha à frente.


Eu tinha escolhido um vestido comprido num tom azul claro. Seria um casamento bem simples, mas com um toque de glamour, bem ao jeito da Evy.



Aquele tinha sido sem dúvida um casamento maravilhoso. A cerimónia tinha sido linda e estavam os dois imensamente felizes, era sem dúvida o que se esperava de um casamento. Felicidade para toda a vida. 






Sentei-me à frente do Mario e pousei o meu tabuleiro sobre a mesa. Olhei-o enternecida. Hoje tinha sido um bom dia. O casamento da Evelyn com o Roman foi magnífico e tudo tinha corrido bem.
- Quem diria que o nosso dia iria acabar aqui – falou quase num sussurro.
- É verdade – concordei. Fui tirando algumas batatas fritas do pacote e comendo enquanto o Mario me olhava atento. Porquê? Talvez por estar a comer fast food depois do meu distúrbio alimentar? – que é? – perguntei um tanto intrigada com aquele olhar sobre mim.
- Não sei… - roubou uma das minhas batatas e continuou com aquele olhar profundo sobre mim. Tinha insistido que não queria comer nada, o que me admirou. Baixou o olhar, mas depois voltou a olhar-me de uma forma diferente – às vezes acho que estamos encurralados – o quê? – nós não vamos andar com a nossa relação para a frente tão depressa, e para trás também não é caminho…
E este foi sempre o meu medo. Que o Mario sentisse que a nossa relação não tinha volta a dar.  Que tudo caísse numa monotonia extrema. Que nos tronássemos prisioneiros um do outro e que isso não tivesse qualquer saída.
- Desculpa – pedi – a culpa é minha – abanou a cabeça em sinal de negação – a culpa é minha porque tenho sempre mil e uma perguntas na cabeça, mil e uma dúvidas e esqueço-me do mais importante. Esqueço-me que ao meu lado tenho o homem dos meus sonhos. Que és tu – sorriu ainda que com algum nervosismo – já provaste tantas vezes que me amas, mas eu continuo a ser a parva de sempre que insiste em pensar e ponderar mais vezes do que as necessárias, em vez de avançar logo. Eu própria me sinto cansada por vezes de ser esta Thaís, que espera que tudo lhe caia aos pés e não faz nada para que as coisas aconteçam. Eu tenho pensado durante estes dias, e tomei uma decisão.
- Que é? – parecia nervoso.
- Eu sei que isto não é o local ideal – olhei em volta contemplando o McDonald’s praticamente vazio – e talvez…bem, mas chega de talvez. Tu queres casar comigo, Mario?


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Olá meninas! Estou de volta passado quase um ano. Peço imensa desculpa, mas vou-me deixar disso porque sei que as minhas desculpas não valem capítulos. Peço apenas que acreditem que se eu tivesse oportunidade publicaria mais vezes, sem dúvida.
Relembro que Boundless Love fez 3 anos, no dia 10 de Novembro, mas não tive oportunidade de vir ao blog e fazer uma publicação. Um grande obrigada a vocês por estes 3 anos!
Espero que gostem e aguardo as vossas reações.
Não prometo capítulos em breve, mas prometo que vou fazer de tudo para os escrever.
Aproveito para desejar um bom  ano a todas!
Beijinhos,

Mahina 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

44º Capitulo - «Porque não te dar o meu amor?»

- És estúpida! – disse mais um vez – não há outra forma de encarar esta situação. Tu és estúpida.
- Tudo bem, Halle. É a tua opinião e eu respeito-a.
- Achavas que ele ia deixar de ir para Ibiza e ceder à tua birra?
- Primeiro: isto não é birra nenhuma. Segundo: claro que não, nem eu queria tal coisa. Acho muito bem que ele tenha ido. Que se divirta com os amigos!
- Ainda o vais perder – deitou o Isaac no sofá um pouco longe dela e tapou-o – ouve o que eu te digo, Thaís.
- Nem te vou responder…
- Não achas que estás a arriscar um bocadinho? Ele gosta de ti! Ele anda atrás de ti há imenso tempo, ele tem-se esforçado para vocês voltarem a ser o que eram.
- Aí está… - olhou-me confusa – nós não vamos voltar a ser o que éramos e é isso que o Mario tem que pôr na cabeça.
- Tudo bem – abanou a cabeça e encostou-se ao sofá fechando os olhos por uns momentos – e o que é que tu estás a fazer?
- A candidatar-me a um estágio – respondi-lhe – dois meses e é bem pago, acho que é de aproveitar. Tenho que tentar a minha sorte.
- Finalmente! Estás a fazer alguma coisa de jeito!
- É em Berlim…
- Só podes estar a gozar comigo, Thaís!
- O que foi? – perguntei perplexa – eu só estou a arriscar tal como tantas vezes me pediram.
- O Mario sabe? – abanei a cabeça em sinal negativo. Os olhos da Halle abriram-se e senti uma repreensão imensa no seu olhar – tu és completamente doida!
- Mas…é um estágio! São dois meses, apenas dois meses e além disso eu nem sei se vou ser aceite, não te ponhas já com coisas! E o Mario é meu namorado, não é meu pai ou meu marido.
- Está bem – levantou as pernas colocando-as sobre as minhas – faz aí uma massagem que o teu afilhado não me tem dado tempo para descansar!
- Achas que eu estou a ser parva? – perguntei a medo começando a massajar as pernas dela.
- Caíste agora em ti? – questionou – Tha, eu acho que estás a arriscar demasiado, apenas isso. Devias aproveitar estes dias em que o Mario está de férias para estarem juntos.
- Mas…tu sabes que eu não gosto de monotonia, e tenho medo que eu e o Mario caiamos nisso. E depois? Começamos a namorar novamente, vivemos juntos, casamos e temos filhos? É isso? Eu não sei se quero isso para mim.
- Não tens de querer isso. Cada casal vive da forma que lhe convém – fechou os olhos por uns segundos e sorriu – se o Mario for o tal vais querer essa monotonia, mais tarde até vais querer estabilidade e não a vais ter.
- E se o Mario não for o tal? Como é que eu sei que ele é essa pessoa tão especial que aparece nas nossas vidas e muda tudo?
- Não sabes. Simplesmente não sabes, Thaís mas…pensa bem, o Mario entrou na tua vida e eu acho que ele já mudou tudo, não?
Boa pergunta. Sem dúvida que o Mario tinha mudado bastante a minha vida. Houve momentos em que a tornou…respirável. Houve outros em que a tornou minimamente aceitável e ainda houve outros momentos em que a tornou melhor, tão mas tão melhor.


- Bom dia – saudei assim que entrei na sala.
- Madrugaste!
- Pode dizer-se que o teu filho é uma boa companhia para quem quer fazer uma direta – acabei por me rir sozinha e olhá-la – ele chora muito! – observei.
- É – acenou com a cabeça e olhou-me. Estava sentada no sofá de pernas cruzadas e ainda de pijama. O seu cabelo volumoso estava ao rubro hoje e as suas olheiras também! Tinha o Isaac nos seus braços coberto com uma pequena manta – preciso tanto de um banho! O Marco saiu e…podes ficar com ele por uns momentos enquanto eu vou…
- Claro! – disse interrompendo-a – dá cá o amor da Thatha – avancei na sua direção, sentei-me no sofá com as pernas cruzadas e peguei depois no Isaac com todo o cuidado – podes ir que ele fica em boas mãos!
- Não duvido. Olha eu ainda há pouco o amamentei por isso…
- Vai! – incentivei – deixa de ser uma mãe galinha por uns minutos, Halle.
- Estou a ir! – falou assim que começou a caminhar em direção às escadas.
- Mas não demores muito! – e pronto, o meu lado preocupado tinha vindo ao de cima. Ela acabou por se rir e se apressar a subir as escadas – agora sou só tu e eu – sussurrei assim que passei o meu dedo indicador pelo seu nariz. Era pequeno tão pequeno e frágil – sabes quem faz anos hoje? – claro que ele não me ia responder – o Mario. O teu padrinho, o meu suposto namorado… - alcancei o meu telemóvel que estava a uns centímetros de mim – sou muito parva, não sou? Ele merece que eu esteja ao lado dele e não a ter estas atitudes é o que é!
Liguei a câmara do telemóvel e tirei uma fotografia aos pequenos pés do Isaac.

Há dois meses que não deixo ninguém dormir nesta casa! Parabéns padrinho! A madrinha vai-me rifar à primeira oportunidade, hoje obriguei-a a fazer direta!

 Acabei por me rir sozinha assim que publiquei aquela fotografia nas redes sociais. Talvez não fosse bem aquilo que o Mario esperava no seu dia de anos da minha parte. Talvez ele estivesse à espera de um telefonema meu ou de algo mais íntimo.
Peguei muito depressa no telemóvel e liguei ao Marco. Eu não devia nem podia perder esta oportunidade. A Halle tinha razão, eu estava a arriscar demasiado. Demasiado mesmo.
- Bom dia Thaís!
- Marco, preciso de um favor teu! Marcas-me avião para Ibiza? Ainda hoje se for possível? – depressa ouvi a sua gargalhada e naquele momento nem entendi bem o motivo.
- Não consegues ficar mesmo longe do Mario, pois não?
- Parece que não…


Aeroportos. Eu odeio aeroportos! Já disse que odeio aeroportos? Principalmente nesta época de verão em que parece que todo o mundo tem Ibiza como destino de sonho para as férias de verão.
Cruzei os braços. Tinha a minha mala aos meus pés e estava frio, muito frio até! Tinha saído de Dortmund de tarde e agora chegava a Ibiza já de noite.
Quase de certeza que o Mario se esqueceu! Ele era assim! Tinha vindo eu para Ibiza ter com ele para agora ele se esquecer de me vir buscar ao aeroporto!
- Pipoca! – afinal não se tinha esquecido.
- Nem pipoca nem meia pipoca! – assim que ele se começou a aproximar de mim coloquei a minha mão à minha frente para ele não avançar mais na minha direção – sabes há quanto tempo é que eu cheguei?
- Não sei mas não foi muito…ou foi?
- Há dez minutos! Eu cheguei há dez minutos!
- Desculpa…
- Ai meu Deus! Eu tinha tantas saudades tuas! – avancei rapidamente na sua direção e entreguei-me aos seus braços que me abraçaram com todo o carinho possível – desculpa, desculpa Mario – pedi largando-me dos seus braços e encarando-o – eu fui muito parva contigo e tu não o merecias.
- Está tudo bem – colocou uma das suas mãos na minha cintura e encostei a minha cabeça ao seu peito – eu sei que as coisas contigo ainda não estão ao nível que estavam antes…e provavelmente não vão ficar, não é isso? – assenti com a cabeça. Finalmente ele tinha percebido que as coisas entre nós não podiam voltar a ser o que eram – por isso vamos começar de novo, construir uma nova história, a nossa nova história.
- Parabéns – afastei-me novamente dele para colocar as minhas mãos no seu rosto e beijá-lo. Tinha saudades dos seus lábios e da forma como se uniam aos meus – e mais uma vez desculpa.
- Pára de pedir desculpa por favor, Thaís. Eu gosto de ti e tu gostas de mim e isso chega-me para sermos felizes.

O percurso até ao hotel foi curto. Assim que chegámos direcionámo-nos ao elevador. Quando este fechou portas olhei-me ao típico espelho confirmando as minhas suspeitas. Tinha olheiras daqui até Marte. Olhei rapidamente para o Mario assim que se começou a rir.
- Porque raio te estás a rir? – questionei olhando-o séria, sem perceber a razão daquela gargalhada.
- Eu sabia que vinhas.
- Não sabias nada!
- Ai isso é que sabia. Eu conheço-te, Thaís. Conheço-te tão bem, meu amor – pousou a sua mão na minha bochecha acariciando-me a face.
- Não me chames isso! – retirei a sua mão da minha cara e começou a olhar-me bastante atento como que tentando perceber o que me ia na cabeça – eu posso ter cedido mas nem penses que vamos começar a ter uma daquelas relações todas amorosas e carinhosas.
- Longe de mim, bebé! – roubou-me um beijo sem eu quase me aperceber e saiu do elevador assim que este abriu – como estão as coisas lá por Dortmund?
- Bem. Não viste a foto em que te identifiquei? – questionei. Assentiu com a cabeça e sorriu-me – e por aqui? Como estão as coisas?
- Comi duas gajas ontem! E tem sido a loucura total! – aproximou-se de uma porta e abriu-a. Olhou para mim e acabei por abanar a cabeça – estou a brincar, doçura!
- Eu sei que estás – entrei no quarto e ele fez o mesmo segundos depois – tu não tinhas nem nunca terás capacidade para isso. Ainda por cima duas?
- Achas que eu não era capaz?
- Acho que essa gordura localizada não te permite tal coisa! – atirei-me para cima da cama e senti-me tão repreendida com o olhar do Mario – eu só estou a dizer a verdade!
- Eu às vezes acho mesmo que estás a falar a sério, sabes?
- Mas eu estou a falar a sério – acabei por me rir dado que ele me olhava incrédulo – Mario, já viste bem o que tu comes quando estás de férias?
- Mas…eu não como muito!
- Pois, se calhar tens razão. Tu comes o mesmo a diferença é que não mexes um dedo.
- Vais-me obrigar a ir ao ginásio?
- Claro que não! Longe de mim obrigar-te ao que quer que fosse.
Deu uns passos e sentou-se na cama ao meu lado. Passou-me os seus dedos pelas costas enquanto me olhava atento. Aquele olhar começava-me a assustar. Das duas uma, ou vinha aí conversa séria ou me ia pedir algo.
- Sim, Mario, o que foi? – acabei por me virar de lado para poder olhá-lo nos olhos.
- Tu tiveste alguma coisa com o Mauro enquanto estivemos afastados?
- Tive. Treinos, almoços, alguns jantares e umas quantas conversas – virei-me um pouco na cama e coloquei a minha cabeça sobre as suas pernas, olhando-o – e só não tive mais umas coisinhas porque não quis. Quando comprei o pack do Mauro também vinham incluídas umas noites mas não me apeteceu, sempre gostei muito de dormir sozinha.
- Tu és incrível, esse teu humor é pior que negro!
- Quando me quiseste ao teu lado sabias bem que eu era assim.
- Mas tu a cada dia te tornas pior! – fez-me uma ligeira carícia na face e sorriu-me – então o que é que vamos fazer amanhã?
- Não sei, logo se vê. Como foi o teu dia de anos? Quer dizer…o teu e o do Fabian?
- Foi bom, estivemos todos juntos. Parece que o Fabian vai pedir a namorada em casamento.
- É?
- Parece que sim.
- É tudo a mesma coisa – olhou-me confuso. Levantei-me e sentei-me junto dele – namoram, casam, têm filhos e vivem felizes para sempre. É como se fosse uma regra, entendes? Um dos maiores medos que eu tenho na nossa relação é isso.
- Não queres casar? Nem queres ter filhos?
- Não por enquanto. Somos novos, não achas que ainda temos muito que viver antes de entrar nessa fase?
- Sim…talvez tenhas razão…
- Eu não julgo por exemplo o Marco e a Halle por terem casado e terem agora o Isaac. Eles têm outra idade e…outra maturidade também – acabámos por nos rir os dois – eu quero viver contigo tanta coisa antes de avançarmos na nossa relação, entendes isso?
- Sim, Tha.
- E se calhar é melhor contar-te já uma coisa… - agarrei a sua mão enquanto ele me olhava atento – candidatei-me a um estágio profissional de dois meses em Berlim.
- Isso é…bom!
- É? Quer dizer eu ainda não fui aceite nem… - sorria-me de uma forma apaixonante – eu não esperava esta reação da tua parte.
- Porque é que havia de reagir mal? O facto de me teres deixado vir sozinho para Ibiza fez-me perceber muitas coisas, uma delas é que temos que manter a nossa independência, não é isso?
- Adoro quando finalmente nos entendemos, sabes? – avancei na sua direção beijando-o – eu amo-te Mario. Não sei se é para sempre ou se é por pouco tempo mas eu amo-te. E digo que te amo porque esta é a palavra mais…forte que eu conheço para expressar o meu sentimento por ti.
- Nossa senhora, Thaís. O que é que te fizeram em Dortmund?
- Ensinaram-me que sem amor…tudo se torna mais complicado por isso…porque não te dar o meu amor?


***

- Despacha-te! – pediu pela milésima vez o Mario enquanto eu me vestia.
- Calma – falei virando-me para ele – chega aqui – deu uns passos na minha direção e olhou-me – agora ata bem o meu vestido. Para teres bem noção da importância desta tarefa que te estou a pôr nas mãos, se o meu vestido não ficar bem atado fico nua a meio do casamento.
- E ninguém quer que isso aconteça, não é verdade? – começou a puxar as fitas e a começar a atar.
- Quero um laço bonito – pedi sorrindo. Conseguia ver a sua expressão atrapalhada dado que estávamos à frente de um espelho enorme – Mario, isso não é assim tão difícil. Puxas para ficar tudo no lugar e dás um laço.
- Eu não sei dar laços – virei ligeiramente o meu pescoço olhando para ele – quer dizer, sei mas não bonitos – deu algumas voltas e senti-o a apertar – acho que já está – declarou.
- Obrigada – agradeci, surpreendendo-o com um beijo assim que me virei para trás – vamos embora que temos que chegar primeiro que a Julia!
A Julia. Era hoje que ela e o Thiago se iam casar. Eu e o Mario tínhamos sido convidados para o enlace. Estávamos em Barcelona há cerca de dois dias e já tínhamos a próxima viagem planeada. Berlim onde se ia realizar o casamento da minha tia Evelyn com o Roman.
Tinha escolhido um vestido claro, nada de muito sexy, algo mais soft ainda que com as costas despidas.







- Só casamentos agora! – não percebi se queria chegar a algum lado com aquelas palavras ou se era só um desabafo. Começámos a caminhar em direção à igreja dado que tínhamos ficado num hotel bastante perto desse lugar. Hotel esse onde também ia decorrer o copo de água – não achas?
- O quê? – perguntei um pouco perdida no seu raciocínio.
- Só casamentos nesta altura.
- É – procurei a sua mão, entrelaçando-a com a minha – vamos dar uma palavrinha ao Thiago?
- Sim – entrámos na igreja e fiz alguma pressão na sua mão, para que ele percebesse que não o queria largar. Sentia-me a tremer ao passar no meio de todas aquelas pessoas já sentadas nos bancos – bom dia! – saudou o Mario assim que chegámos perto do Thiago.
- Bom dia – notava-se que estava nervoso, muito nervoso mesmo. Olhou-nos e sorriu, nervoso claro!
- Está quase na hora da guilhotina! – atirou o Mario.
- Deixa de ser parvo! – entrevi mandando-lhe uma palmada no braço. Desviei um pouco o olhar para o lado reparando num rapaz, devia ter a minha idade e era bastante parecido com o Thiago – uh, quem é? – perguntei levando a que o Mario me olhasse bastante sério.
- O meu irmão mas…não to vou apresentar dado que está aqui o teu namorado – disse apontando para o Mario e sorrindo.
- Que pena – acabei por dizer – fica para uma próxima, então.
- Fica para uma próxima o quê? Olha agora! – o Mario parecia chateado o que me levou a começar a rir imenso – não te rias, isto não tem piada!
- Já tinha saudades de te ver com ciúmes – falei agarrando o seu braço – bem, Thiago espero que este seja o dia mais feliz da tua vida – larguei o Mario e dei dois passos chegando perto do Thiago e dando-lhe dois beijinhos – espero que sejam muito felizes. A Julia é uma mulher muito especial…e tu também.
- Sim, tu também és uma mulher muito especial, Thiago! – ironizou o Mario.
- Estás com umas piadas maravilhosas hoje, tu! – repreendi.
- Parabéns, apesar de ainda não estares casado mas… - eles riram-se os dois – parabéns por teres a coragem de dar este passo.
- Ai que foleirice, eu não acredito que acabaste de dizer tal coisa! – atirei.
- Vocês continuam os mesmos realmente… - o Thiago falou abrindo um sorriso – obrigado por terem vindo. É bom ter-vos aqui neste dia.
- Obrigada nós, por quereres partilhar este teu dia connosco – finalizei sorrindo.
- A sério? – o Mario olhou-me com aquela cara magnífica de gozo – agora quem é que disse foleirices?
- Cala-te! – ordenei começando a caminhar para um dos bancos situados mais para trás na igreja.
- Estamos na casa do Senhor, tem cuidado com a forma como me tratas, sim?
- Até podíamos estar na casa da Senhora! Eu trato-te como tu mereces! – sentei-me no banco e o Mario apressou-se a sentar-se ao meu lado – e o Senhor sabe bem o que tu me fazes passar!
- Até parece que eu sou horrível e dou trabalho.
- Shh – pedi, olhando para trás – acho que a Julia vem lá.
E vinha. A Julia, linda como sempre, entrou na igreja ao som daquela musica calma que uma dezena de pessoas entoava. Por mais autocontrolo que tentei ter, houve uma lágrima que me escapou e correu pela minha face. Era verdadeiramente bonito um casamento e eu admirava-os pela coragem de dar este passo, como há pouco o Mario havia dito ao Thiago. Ele estava certo. O casamento é um grande passo e nem toda a gente está preparada para o dar.

- So I'm gonna love you – sussurrou o Mario ao meu ouvido - like I'm gonna lose you – continuou. Olhei-o séria pretendendo que parasse com a cantoria – o que foi? – inquiriu em voz baixa – eu não percebo nada do que eles estão para ali a dizer! – pois, realmente o casamento estava a ser realizado em espanhol e eram poucas as palavras que eu conseguia apanhar.
- Não interessa! – falei, tentando convencê-lo, que mesmo não percebendo nada do que estava a ser dito, não era razão para estar a cantar Meghan Trainor – vão trocar alianças, olha – chamei a sua atenção e cheguei-me um pouco mais para o seu lado para poder ter outra visão do momento.
- Que seca, Thaís.
- Pareces os pequenitos! Como é que pensas aguentar o teu casamento?
- Calma, agora já queres casar?
- Eu não disse nada disso – alertei – um dia, quando te casares com alguém sem ser eu, claro – acabou por rir ironicamente em baixo tom – como pensas aguentar a cerimónia?
- Nesse dia vai ser diferente. Vais estar tão linda que os meus olhos não vão conseguir deixar de te comtemplar. As minhas pernas vão tremer porque vou estar num nervosismo extremo. Além disso…aposto que nem vou dar pelo tempo passar, afinal vou estar a casar com a mulher da minha vida.
- Se isso era para me encantar não causou qualquer efeito, aviso já – menti olhando-o de lado.
- É pecado mentir.
- Pecado é tu agora andares com a mania que sabes dizer umas coisas fofas e…deixas-me completamente sem palavras.
Agarrou o meu rosto repentinamente com as suas mãos e fez os meus lábios chocar com os dele de uma forma mágica.
- O nosso primeiro beijo na casa do Senhor! – acabei por me rir com aquela afirmação – tenho fome.
- Olha que novidade! – ironizei, rindo-me em seguida.

- Adoro esta música! – levantei-me e estendi a mão ao Mario – anda lá, é só uma música – propus.
- Só uma? – acenei que sim com a cabeça e ele levantou-se, agarrou a minha mão e caminhámos os dois para o sítio onde maior parte das pessoas dançavam.
Colocou as suas mãos na minha cintura e eu rodeei o seu pescoço com as minhas mãos. A música já tinha começado e os nossos corpos moviam-se de acordo com aquela calma batida. Kiss me do Ed Sheeran.

Settle down with me
Cover me up
Cuddle me in

Lie down with me
And hold me in your arms

And your heart's against my chest
Your lips pressed in my neck
I'm falling for your eyes
But they don't know me yet
And with a feeling I'll forget

- I'm in love now – sussurrei e última frase daquela estrofe ao seu ouvido e o Mario apertou-me mais contra ele.

Kiss me like you wanna be loved
You wanna be loved
You wanna be loved
This feels like falling in love
Falling in love

- We're falling in love – sussurrou ele desta vez, beijando-me depois com alguma calma - eu não me quero ir embora daqui, tenho medo que as coisas mudem quando formos embora.
- Nada vai mudar – garanti.
- Não sabes Thaís. Há muita pressão no nosso dia-a-dia, há pessoas que nos querem separados e há o meu emprego…
- Não interessa – passei os meus dedos pelo seu rosto – eu não quero saber dessas pessoas nem me interessa todos os desafios que o teu emprego trás. Nada disto é novo para nós, Mario – sorri-lhe tentando que ele sorri-se também – não quero começar já a planear esta época. Quero levar tudo com calma, um dia de cada vez. O que tiver que ser será, não é verdade? – assentiu com a cabeça e beijou-me a testa.
- A Julia mudou de vestido…? – acabei por me rir com a sua expressão confusa.
- E só notas agora? És mesmo homem! – pousei a minha cabeça no seu ombro e continuamos a dançar ao som da música – ela mudou de vestido assim que chegámos aqui. Deve ser mais fácil dançar com aquele.
- Olá! – e falando na beldade, aqui estava ela – que tal? Estão a gostar?
- Claro! – respondeu o Mario largando-me e olhando para a Julia – mudaste de vestido!
- É! Este dá muito mais jeito para dançar, Marito! – estava animada. Com um sorriso magnifico e encantador nos lábios – obrigada por terem vindo – deu-me um beijo na bochecha e olhou-me – é bom saber que estás bem, Thaís. Já tinha saudades de te ver assim tão animada – sorri-lhe como que agradecendo-lhe – agora, vou voltar para junto do meu marido – levantou a mão esquerda mostrando a aliança e sorrindo.
- Foi… - voltei a agarrar o Mario e a colocar as minhas mãos no seu pescoço – um casamento lindo, não foi?
- Se foi! – respondeu beijando-me com carinho.

Cada pormenor ainda me estava na cabeça desde que o dia tinha começado. A troca das alianças, os votos, o beijo. Tinha sido um bom dia.




- Ainda estás assim? – a minha mãe gritou assim que entrou no quarto.
- Eu não me vou vestir até a Evy estar pronta, mãe – estava de pijama e vagueava pela casa dos meus avós maternos em Berlim, enquanto tudo se preparava para o casamento. Saí do quarto e desci rapidamente as escadas encontrando o meu pai pelo caminho.
- Essa gravata está horrível! – levei as minhas mãos à sua gravata, desfiz o nó mal feito que ele tinha e fiz um novo – muito melhor – declarei sorrindo-lhe.
- Ouve lá Thaís, o teu namorado?
- Está num hotel, dado que partilhei a cama com a tia Evy estes últimos dias. Não o ia pôr a dormir no chão, não é?
- Não lhe fazia mal nenhum…
- Pai!
- Estou a brincar – disse sorrindo – ou não – mudou completamente de expressão ficando com uma expressão séria – Vai mudar de clube esta época?
- Pergunta-lhe! – falei afastando-me dele e dirigindo-me para o quarto.
- Olha que eu pergunto!
- Eu que oiça falares de futebol com o Mario… - virei-me para trás agarrando o corrimão da escada e olhando-o séria – pai, ele hoje é o meu namorado não é o médio ofensivo do maior rival do teu clube.
- Ele joga melhor a extremo esquerdo – pronto, ainda goza – estou a falar a sério, Thaís.
- Eu também pai. Tenta ser um pouco imparcial. Só um pouquinho por favor – pedi fazendo o gesto com os dedos – é o casamento da Evy.
O barulho de alguém apressado a descer as escadas despertou-me. A Evelyn parou finalmente junto de mim, estava de roube mas já penteada e maquilhada.
- Temos um problema grave! – falou com aquela cara assustada tão comum dela. Provavelmente o problema não era nada de grave, uma linha puxada no vestido ou talvez uma borbulha na cara – as alianças!
- O que é que têm as alianças? – perguntei não entendendo do que ela falava.
- O teu namorado perdeu as alianças!
- Se ele jogasse no Dortmund…isto não tinha acontecido…
- Pai! – repreendi – e porque raio é que o Mario tinha as alianças? – perguntei perante a sua cara de terror. 


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Bom dia!
Desculpem esta demora em publicar capítulos. Eu adorava conseguir publicar com mais frequência mas simplesmente não me é possível neste momento. Tenho este pronto a publicar desde segunda mas  não consegui ter tempo. Perdoem-me por isso. Espero que ainda não tenham desistido da história. 
Beijinhos e bom fim-de-semana!
Mahin